Dark e algumas reflexões que vão além do tempo

A estreia da última temporada de Dark, da Netflix, já aconteceu há algumas semanas, mas depois de assistir a ela por completo e refletir um pouco, decidi escrever sobre. Não é tão fácil voltar a escrever assim, sobre um tema tão amplo e, alguns diriam, tão complexo (talvez essa seja a melhor palavra para descrever a série), ainda mais depois de tanto tempo sem aparecer por aqui no Qual é a das Quintas?.

Minha intenção com este post não é apenas fazer uma crítica à série, até porque, você já deve ter lido muitas se gosta da produção, principalmente para entendê-la. É bem verdade que você precisa de muita concentração e, talvez, de um mapa visual para descobrir quem é quem, em que ano e (cuidado com o spoiler) em que mundo. A série foi construída para você só entender os porquês no final. Cada episódio são peças de um grande quebra-cabeça e, não necessariamente, estas peças se encaixam uma com a outra cronologicamente.

Não sei se os criadores já haviam planejado tudo desde o começo, mas a história vai se construindo para os espectadores a medida que o tempo vai passando. Cada episódio é uma surpresa atrás de outra e, por vezes, você termina um com três pensamentos possíveis: “Não pode ser!”, “Ele(a) também?” e o famoso “Que?”.

Tempo, aliás, é um dos maiores ativos das pessoas e é mais sobre isso que quero falar neste post do que sobre o que eu penso da série. Trago algumas reflexões que fiz a respeito do desenvolvimento da história e dos personagens que tem, e muito, a ver com a vida real.

Não é incomum ouvirmos, ou até mesmo falarmos, que não há tempo para algo. Não tenho tempo para estudar, não tenho tempo para ir à academia, não tenho tempo nem para respirar… Não somos donos do tempo e, por isso, precisamos aprender a lidar com ele, a aproveitá-lo da melhor forma. Aproveite para ouvir as pessoas, para ler um livro, para escutar uma música, para ver um filme/série, para viver experiências, para entregar ao seu cliente a melhor experiência que ele pode ter, aproveite da melhor forma possível, pois não é possível voltar. Se você faz com o coração, inclusive, talvez nem tenha mais vontade de voltar e mudar.

Outra reflexão que faço sobre a série é que teimosia não é sinônimo de persistência. No geral, os limites entre uma e outra são tênues, mas a teimosia pode trazer consequências drásticas. Na verdade, a teimosia nasce no orgulho, no “eu estou certo”. Ela retrata bem isso: você fica sem saber quem diz a verdade e, no final das contas, ceder um pouco traria menos dor. Pode ser que muita coisa não acontecesse simplesmente se o orgulho não tivesse falado tão alto.

Pessoas diferentes possuem sentimentos e objetivos diferentes. Mesmo que você esteja vivendo no mesmo tempo, no mesmo mundo e até na mesma casa que outra pessoa, vocês vão pensar de formas diferentes, ninguém é igual. Por vezes, em nossos círculos familiares, de amigos ou do trabalho, desempenhamos atividades parecidas, mas as motivações são diferentes, o porquê muda, independente das circunstâncias.

Abrir mão de algo não é muito natural do ser humano e nem sempre estamos prontos para fazê-lo. Isso tem um pouco a ver com a parte de teimosia e orgulho. Não gostamos de perder, seja lá o que for. Essa vontade quase que selvagem que temos de tentar reaver o que perdemos nos leva a agir sem pensar, não raras vezes, prejudicando aos outros e a nós mesmos. É preciso haver um equilíbrio entre o amor próprio e o orgulho que nos cega de fazer o que pode ser o melhor.

Essas são algumas ideias que surgiram enquanto eu assistia à terceira temporada de Dark. Se você não assistiu ainda, assista! Se você parou na primeira temporada porque não entendeu nada, termine, pois você pode entender no final (ou não, mas vale a tentativa).

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Aline Gomes

A casa tá cheia e cada vez melhor

O Qual é a das quintas? comentou a primeira temporada de Fuller House, a série sequência de Full House (3 é demais), da Netflix. No início de dezembro, a série voltou para uma nova temporada mantendo o humor lá em cima. Nós, é claro, não poderíamos deixar de falar sobre ela.

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Facilmente assistível em menos de 48h. O TV Show Time me deu vários selos por assistir dentro desse prazo. Bastou estrear e estávamos lá assistindo, rindo pra caramba.

Após as férias de verão, algumas coisas precisavam ser resolvidas na família Fuller e agregados. Eles souberam manter o nível das piadas e das referências, tornando a temporada ainda mais agradável e engraçada. Em certos momentos pensamos em como as piadas com temática um pouco mais adulta poderiam estar naquele seriado que assistíamos quando criança e que agora entendemos.

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O enredo é instigante e, como os episódios são curtos, a série te prende do primeiro ao último episódio como se fosse uma coisa só (na verdade é, né). Você fica na torcida para que os sonhos dos personagens dêem certo, até que eles dêem ou não.

Se você ainda não assistiu à segunda temporada da família Fuller se aventurando na Netflix, não perca tempo. A qualidade está excelente e você não vai se arrepender. Só pode se arrepender se não ver haha’

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Aline Gomes

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Uma leitura sobre Dirk Gently, o detetive

Os livros de Douglas Adams são bem interessantes. Ele tem um jeito narrativo bem específico que faz você ler e reler até ter a certeza de que leu aquilo mesmo. O Qual é a das quintas? fez um post sobre a Trilogia de Cinco do Mochileiro das Galáxias, “Meu outro carro também é um Porshe” e outras improbabilidades infinitas, em que essa ideia também é comentada. Mas neste post vamos falar sobre outro livro igualmente peculiar de Adams: Agência de Investigações Holísticas Dirk Gently.

A ideia do livro surgiu enquanto Douglas Adams roteirizava episódios para Doctor Who. Sim, se você não sabia disso, acabamos de informar que alguns episódios de uma das maiores séries já feitas foram escritos pelo próprio Adams. Ele escrevia para a série quando algumas características de Dirk Gently afloraram e ele resolveu escrever o livro.

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No começo da leitura, eu me perguntei várias vezes: “por que ele falando disso?”. Creio que improbabilidades infinitas fizeram parte da vida do autor inúmeras vezes e isso se refletiu em seus livros. Só depois de algum tempo lendo é que você faz aquele facepalm e diz “ah… era isso”, como na maior parte dos livros dele.

A seriedade como é narrada a história é uma espécie de cama para toda a ironia que Douglas Adams coloca no livro. Desde os mais ordinários costumes ingleses até a possibilidade de existência de vida fora da Terra, de máquinas do tempo e de fantasmas. Há momentos na narrativa, porém, que você, mais uma vez, se pergunta: “ele disse isso mesmo?” e daí você relê duas ou três páginas e responde: “é, ele disse isso”.

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Gently é um sujeito bem egocêntrico, com um jeito próprio para solucionar casos misteriosos e extorquir uma bela grana de senhoras indefesas após a perda de seus gatinhos. Um caso, entretanto, chamou muito a sua atenção: a morte de um empresário, Gordon Way, e o estranho comportamento do namorado da irmã do morto. Após descobrir detalhes da história de Richard MacDuff, por meios próprios de investigação, ele parte para solucionar um caso de algo extremamente misterioso e complexo.

Agência de Investigações Holísticas Dirk Gently é uma comédia inteligente, cheia de aventura, humor, suspense e ironia. O livro ganhou um seriado de 4 episódios na BBC, entre 2010 e 2012, com o ator Stephen Mangan. A genialidade de Douglas Adams está impressa nesse livro também e vale muito a leitura. A obra é de fácil acesso, a linguagem é fácil, mas é necessária uma dose de “entender as referências” e entender das ironias marcantes de Adams.

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Aline Gomes

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Santo remédio, Batman!

Concluindo a frase do Robin, “Rir é um santo remédio!” E é mesmo. Sorrir é saudável e faz bem tanto pra quem pratica a ação quanto pra quem recebe o sorriso. E tem jeito melhor de sorrir que assistindo a alguma cena engraçada? Ou lendo um livro muito bom? O Qual é a das quintas? pesquisou sobre o sorriso e constatou que estamos muito bem servidos de filmes, séries e livros que nos fazem sorrir.

Há pesquisas que dizem que o riso auxilia no emagrecimento (MDS), melhora a autoestima, diminui o estresse e a dor e relaxa. A risada libera endorfina, o hormônio que diz “tá tudo bem”.

Eu cresci assistindo a bons seriados de comédia: Um maluco no pedaço, Eu, a patroa e as crianças, As visões da Raven, 3 é demais, Alf: o ETeimoso, Chaves, Chapolin… a lista é longa. Recentemente, o Qual é a das quintas? fez um post sobre Fuller House, a série Netflix que trouxe de volta as risadas de pessoas do mundo todo que assitiam 3 é demais na infância e juventude. Além dessas séries, há algumas um pouco mais antigas que achamos graça de tudo: roteiro, gírias da época, efeitos visuais… Tá lá em Seriados antigos – bom humor e nostalgia.

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Além dos seriados, os filmes, até os menos prováveis, têm aquela pegada de uma piadinha aqui, outra ali… Se fôssemos listar todos, seria post gigantesco. Porém, quero destacar um que realmente me surpreendeu. Batman vs Superman: a origem da justiça, apesar de toda escuridão, arranca risadas facilmente em determinadas cenas. Isso é legal, para quebrar um pouco o clima, suavizar e é um diferencial de filmes que têm piadas o tempo inteiro.

Nada contra filmes que contam piadas de 2 em 2 minutos. Alguns, porém, exageram na dose, tornando o filme sem graça. Alguns filmes da Marvel já passaram do ponto por causa disso. Entretanto, os filmes continuam sendo muito bons, pois as piadas são inteligentes e cheio de referências (adoro referências!). Como é o caso de Guardiões da Galáxia, que é um filme bem humorado e tem uma boa história.

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Os livros também sempre me fizeram sorrir. Por mínimos detalhes ou histórias realmente engraçadas. O Guia do Mochileiro das Galáxias, por exemplo, a genialidade de Douglas Adams dispensa apresentações. Os livros de Rick Riordan, principalmente para adolescentes, são um exemplo de humor leve, com uma história de fácil compreensão. Lembro (e jamais poderei esquecer) de Marley & Eu. Que livro! Você ri de gargalhar. Não leia em público, isso pode trazer algum constrangimento.

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Não há remédio melhor que sorrir! Dar boas gargalhadas é a recomendação do Qual é a das quintas? para todos os momentos, sejam eles bons ou ruins. Vai… pode rir em público sim. O sorriso contagia. Pode ser o que você e o que as pessoas ao seu redor precisam. Não espere para sorrir para uma câmera. Sorria mesmo sem estar sendo filmado.

Aline Gomes

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A casa tá cheia… de novo!

Os Fuller e a família toda se encontraram outra vez 28 anos depois e isso foi fantástico. Não só por ter os mesmos atores, sendo os mesmos personagens, mas é incrível ver que o roteiro continua ótimo. O Qual é a das quintas? escreve neste post sobre Fuller House, uma das novas (ou talvez nem tão novas) séries Netflix.

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Em 13 episódios, a família Fuller conseguiu nos fazer rir e emocionar – rir muito mais, é claro. Nessa nova fase, os “adultos” saem de cena e as crianças agora têm que administrar uma casa. DJ, Stephanie e Kimmy são responsáveis por 4 crianças muito espertas. A família continua grande mesmo sem pai e tios por perto. As meninas já sabem se defender! (Ou não).

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Se você se pergunta sobre as gêmeas Olsen, não… elas realmente não quiseram aparecer na série (desculpa acabar com seus sonhos). Inclusive, isso gera inúmeras piadas. Piada é o que não falta, aliás. Dificilmente você ficará 5 minutos sem rir.

Um pouco de nostalgia e novidade envolve o espectador. Parece que é só uma nova temporada daquilo que vimos há 28 anos. Alguns viram há menos tempo… É possível já sentir saudade quando o 13º episódio acaba. Na verdade, a saudade começa no 1º episódio, quando você lembra a série que acabou, Full House, em 1995.

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O Qual é a das quintas? aprovou e você devia fazer o mesmo, sem brincadeira. Diversão para a família toda. Uma comédia suave que pode ser assistida e entendida por crianças e adultos. Claro que, se você assistiu a 3 é demais vai entender muito mais fácil certas coisas. Mas a série nova é completamente compreensível por qualquer um e digna de audiência.

Aline Gomes

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Seriados antigos – bom humor e nostalgia

Muitos de nós não lembramos dos seriados de alguns anos atrás, que enchiam as programações das tevês e os olhos de todos com muita fantasia e imaginação. Alguns sequer eram nascidos. Mas os seriados sempre foram muito populares. O Qual é a das quintas? traz para você um pouco desses seriados para você recordar ou até mesmo saber o que foram.

Grandes histórias premiaram as telinhas. Entre elas, Adventures of Superman, que estreou em setembro de 1952 nos EUA. Foram 6 temporadas e mais de cem episódios. “Mais rápido que uma bala! Mais poderoso que uma locomotiva! Capaz de pular edifícios altos em um único salto! (“Olha! Lá no céu!” “É um pássaro!” “É um avião!” “É o Super-Homem!”) Sim, é o Super-Homem… estranho visitante de outro planeta, que veio à Terra com poderes e habilidades muito além dos homens mortais! Super-homem… que pode mudar o curso de rios caudalosos, dobrar o aço em suas mãos, e que, disfarçado de Clark Kent, o repórter bem-educado de um grande jornal metropolitano, luta uma batalha interminável pela justiça, verdade e o jeito americano! E agora, mais um episódio emocionante, em “The Adventures of Superman!”” era a abertura da série que tinha como ator principal George Reeves. A série, infelizmente, teve seu fim com a morte do ator em 1959.

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Um pouco antes ainda de Adventures of Superman, Dick Tracy chegava às telonas estadunidenses em 1937. Sim, telonas. Os seriados eram exibidos nos cinemas. Foram 15 episódios estrelados por Ralph Byrd, baseados nos quadrinhos Dick Tracy (criados por Chester Gould). A série teve duas sequências em 1939 e em 1941.

A Mulher Biônica teve seu brilho nas tevês entre 1976 e 1978. A jovem que sofreu implantes biônicos após um terrível acidente pode ouvir à distância sons muito baixos e tem uma força inexplicável, além de correr a uma velocidade incrível, ganhou a atenção do público por três temporadas, em mais de 50 episódios.

Outro clássico da tevê é A Feiticeira. Aquela balançadinha no nariz atraiu o público por todas as confusões que ela aprontava por ser uma feiticeira. O seriado ficou no ar entre as décadas de 1960 e 1970 e teve mais de duzentos episódios e 8 temporadas. No Brasil, fazia sucesso até pouco tempo. Esse sucesso, inclusive, deu repercussão nos filmes sobre a personagem.

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A década de 1960 também nos presenteou com Agente 86. Foram 5 temporadas cheias de humor e ação, graças às trapalhadas de um grande agente que trabalhava no C.O.N.T.R.O.L.E. Alguns filmes foram lançados para homenagear o personagem e nos prender em frente às telonas de tanto rir.

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“Santa memória, Batman!” que lembra do seriado, também da década de 1960, Batman e Robin (estrelado por Adam West e Burt Ward). Em duas partes, a série contou com 120 episódios e muitas risadas. Algumas piadinhas sobre os personagens circularam na época de exibição, o que até hoje ainda é motivo para piadas.

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Recentemente, liguei a televisão em minha casa e, passando os canais, parei em um que exibia nada mais, nada menos que A Mulher Maravilha. A telessérie baseada nas HQs da personagem (DC Comics) estreou em 1975, contou com 3 temporadas e era estrelada por Lynda Carter. Recentemente, a Warner, em parceria com a DC, anunciou um novo projeto em desenvolvimento sobre a heroína.

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Nostalgia? Quando tiver um tempinho, que tal procurar algum desses seriados para assistir? Tenho certeza de que não vai se arrepender. Algumas emissoras de televisão ainda exibem muitos deles, alguns são vendidos em lojas e outros são encontrados facilmente na internet (que não é o meio mais legal de assistir, mas talvez hoje seja o único). Esse post deixou um gostinho de saudade e de vontade de iniciar outra série.

Extra! Extra! Tem um cara de capuz verde defendendo minha cidade!

Se você ficasse preso em uma ilha – cujo nome seja Purgatório – e tivesse de enfrentar muitos perigos até, finalmente, sair dela, o que você faria? Sem poderes especiais, o bilionário Oliver Queen volta à sua cidade para, digamos, resolver uns probleminhas. Contando com um treinamento pesado na ilha, o jovem se torna um justiceiro. O Qual é a das Quintas? traz para você neste post um pouquinho do que a série Arrow tem oferecido e como tem cativado o público.

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Com estreia em 10 de outubro de 2012, o seriado de TV Arrow, da Warner (em parceria com a DC Comics), tem alcançado muitos fãs ao redor do mundo. A história de um jovem riquinho que aprontava todas antes de sofrer um acidente (nem tão acidental assim) de barco e ficar preso em uma ilha por longos cinco anos pode parecer clichê, mas tem grandes surpresas. Quando Oliver Queen ressurge dos mortos, ou seja, é resgatado da ilha, muitas coisas mudaram, inclusive ele. Sua cidade, Starling City, porém, ainda sofre nas mãos de gente poderosa. Os nomes dessas pessoas, entretanto, faz parte de uma lista que Oliver recebeu do pai, antes que ele morresse bem na sua frente. Um caderninho com uma lista de nomes, um capuz verde e um conjunto de arco e flechas são suficientes para que o jovem Queen se aventure pela cidade tentando fazer justiça.

O herói, tido pela polícia como um assassino que está causando sérios problemas, também chamado de O Capuz, tem como uma de suas maiores características o seu lado humano. Ele não possui nenhum superpoder, apenas treinou seu corpo e sua mente enquanto estava na ilha. Além de ser o justiceiro da cidade, ele tem uma família desequilibrada por causa da morte do pai e ausência do próprio Oliver. Sua identidade secreta precisa continuar sendo secreta para proteger àqueles a quem ele ama, isso inclui sua família (sua mãe Moira e sua irmã Thea), seu melhor amigo, Tommy Merlyn, e sua ex-namorada, Laurel Lance. O senhor Queen tem à frente o desafio de resolver os problemas da cidade inteira e seus próprios problemas.

Porém, o jovem arqueiro não está sozinho nessa história. Seu segurança pessoal, John Diggle, que esteve em campo de guerra durante anos, é seu braço direito nessa empreitada. Duas cabeças pensam melhor que uma. E se tiver uma terceira cabeça pensando, fica ainda melhor. Felicity Smoak é uma profissional de TI nas Indústrias Queen e, dada sua demonstração de capacidades e sua preocupação com o padrasto de Oliver, se junta à equipe. Juntos, eles sabem o que fazer, onde e quando. Nem sempre dá certo, é claro, o que mostra outra vez a questão humana da série.

Toda vez que está frente a frente com um dos nomes da lista, usa sua famosa frase: “Você falhou com essa cidade”, com uma flecha apontada em direção ao sujeito. Sem deixar muitos rastros, coloca o detetive Lance em grande expectativa para capturar o Capuz. Entretanto, muitas vezes, o próprio herói encapuzado ajuda e é ajudado a solucionar os problemas da cidade.

A trama envolve os personagens de forma tão ajustada que torna tudo mais emocionante. Cada episódio tem uma surpresa que deixa os espectadores de queixo caído. Os flashbacks que o personagem principal tem dos cinco anos passados na ilha, entrelaçados ao presente, fazem um casamento perfeito entre quem Oliver era e quem ele se tornou. Em janeiro deste ano, foi confirmada a quarta temporada da série. Tudo isso depois de ter ficado preso numa ilha. Se você não acompanha o seriado, penso que você não deveria perder mais tempo.

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Heroes: Superpoderes na sua telinha

Você já sonhou que estava voando? Ou já imaginou como seria voltar no tempo ou ir de um lugar ao outro apenas com o poder da mente? E se pudesse prever o futuro ou não se machucar quando tentasse voar e caísse no chão? O Qual é a das Quintas? traz para você um pouco de um mundo onde há heróis e vilões com poderes excepcionais. O primeiro post sobre seriados de televisão do blog é sobre Heroes.

Em 25 de setembro de 2006, a NBC lançava Heroes, de Tim Kring. A série, que se tornou um fenômeno mundial, conta as histórias de personagens aparentemente comuns, mas que possuem habilidades especiais. Conforme a sequência se desenvolve, as histórias de vida dos personagens parecem se interligar e fazer parte de um todo que faria os seres superpoderosos escolherem entre salvar o mundo ou deixá-lo ser destruído.

Foram quatro temporadas cheias de mistério e situações que fazem o expectador se sentir preso na trama. A qualquer segundo tudo pode mudar, grandes revelações deixam no ar as personalidades confusas dos personagens. A série mostra o lado humano dos nossos heróis, que nem sempre querem ser mocinhos, ou que sempre há uma escolha entre fazer o bem ou fazer o mal. Sabendo que as atitudes que são tomadas agora se refletirão em acontecimentos futuros.

O seriado não deixa a desejar na área da comédia. Um japonês que pode atravessar tempo e espaço se mete em grandes encrencas em busca de ser um verdadeiro herói. Ele e seu fiel escudeiro, se podemos chamá-lo assim, atravessam o mundo para descobrir o que está acontecendo e salvar a líder de torcida de um serial killer, por um bem maior.

Essa grande produção rendeu prêmios e indicações para Emmys, Golden Globes e People’s Choice Awards, entre outros. Além disso, devido ao seu grande sucesso, o seriado desenvolveu experiências online para os fãs e até graphic novels. Aliás, os episódios são todos formulados com um ar de live-action, como se tudo tivesse saído de histórias em quadrinhos. Inclusive, a revistinha 9th Wonders teria sido feita por um dos personagens que podia ver o futuro e é mostrada diversas vezes ao longo da série.

Entretanto, em alguns momentos, os episódios passam a perder um pouco seu brilho. Houve uma greve de roteiristas em 2007, o que deixou a história meio perdida. Alvo de muitas críticas, o seriado não teve um final. Muitos dizem que terminar de assistir a quarta temporada é quase um sacrifício.

Uma informação extra, que foi desmentida muitas vezes, é o retorno do seriado para uma 5ª temporada, denominada Heroes Reborn. Em 22 de fevereiro de 2014, no entanto, foi lançado no YouTube um trailer de 20 segundos anunciando o retorno da série. Segundo a NBC, os personagens voltariam às telas agora em 2015 (durante o verão no Hemisfério Norte), numa infindável e épica batalha entre os poderes do bem e as forças do mal. Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos!

Informações: www.nbc.com/heroes/isaacsloft