Batman vs Superman – Um filme de heróis diferente

Ao contrário do que muitos dizem, Batman vs Superman não é um lixo (sob qualquer hipótese). Não acredite neles! Veja com seus próprios olhos. Vou contar a vocês nesse post o que eu vi com meus próprios olhos (na minha primeira experiência numa sala XD) assistindo a Batman vs Superman: A Origem da Justiça.

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Esse filme não é da Marvel. É bom ressaltar isso porque as pessoas estão tão acostumadas a ver vários filmes da Marvel todos os dias e pensam que o modelo de filme de super-heróis tem que ser este, sem abrir um pouco o horizonte para o que é um filme de super-heróis. Não espere muita cor. O filme é escuro mesmo, é sombrio. E esse era o objetivo (que foi bem alcançado).

A história se passa após o mundo conhecer o Superman. Há, inclusive, cenas da batalha entre o herói e o General Zod, do filme predecessor: O Homem de Aço. E se você não viu esse filme, fique tranquilo, não é impossível entender. É bom ter visto, todavia. Nessa ocasião, as pessoas se perguntam se podem ou não conviver com o Superman na Terra, se é seguro. Afinal, em uma batalha, ele destruiu uma cidade (nisso sim parece um filme da Marvel).

Do outro lado está o Batman. Alguém que tem lembranças terríveis da infância e muitos pesadelos, envolvendo passado, presente e futuro. Ele crê que a melhor maneira de defender o mundo seja eliminar o “falso deus” de Metropolis.

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Além disso, temos Lex Luthor, um cara que quer ver o circo pegar fogo, literalmente. Na empresa deixada pelo seu pai (que não era um cara lá muito legal com ele, na visão dele), Luthor começa a pesquisar um meio para, não só destruir o Superman, mas para acabar com o mundo. Apesar de muitos acharem que o personagem não foi bem representado, porque parecia que ele estava tentando se tornar um Coringa, Lex tem uma personalidade forte e muito interessante.

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Esse encontro brilhante e sombrio, cheio de paredes quebradas e a consciência de não destruir outra vez a cidade é bem explosivo. O início de uma nova era de super-heróis está surgindo e Superman, Batman e Mulher Maravilha (ela está incrível!) estão ali para destruir um vilão em comum.

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A trilha sonora é fantástica. Talvez mais fantástica que o filme. Porque você sente mais emoção pela música que pelas cenas em si. Os efeitos e filtros do longa também são excelentes. Muita explosão, fogo pra todo lado e várias paredes e prédios quebrados.

A DC/Warner surpreendeu com tantas referências. E olha que o rei da referência é da empresa concorrente. Quando o filme termina, você ainda fica olhando para a tela, sentindo a emoção e tentando absorver tudo. A empresa já está planejando os próximos filmes, não só Esquadrão Suicida, que estreia este ano. Vendo com meus próprios olhos, a produção superou as minhas expectativas.

 

Aline Gomes

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Como salvar o mundo do tamanho de um inseto?

Que tal um superherói do tamanho de um inseto? E se ele, na verdade, só fosse super no tamanho? Ah bom… Ele é super no coração também. Scott Lang não é lá o típico cara que nasceu para ser herói, mas o Qual é a das quintas? vai dar uma moral para ele depois de ter conferido cada detalhe no cinema do filme sobre ele.
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Com referências que fariam Steve Rogers dar cambalhotas, o Homem-Formiga é aquele filme que te faz rir (a maior parte do tempo) e até chorar. Creio que esse é um dos segredos de um bom filme. Ele já começa com saudosos personagens e também conta com tudo do mais recente na Marvel, inclusive a tecnologia que Hank Pym jamais deixaria nas mãos de um Stark.

Scott é, ou melhor era, um ladrão. Um ladrão que não queria mais ser ladrão para ser uma outra pessoa para sua família. Mesmo assim, era um ladrão dos bons. E foi isso que o garantiu em uma missão ultra secreta que coloca a segurança do mundo em questão, impedir o projeto do Doutor Cross. Com esse projeto, a Jaqueta Amarela, a humanidade entraria em colapso. Felizmente, Pym e sua filha Hope deixam que o Homem-Formiga ressurja em Scott Lang.

Muita emoção, acompanhada de uma trilha sonora fantástica, fazem os espectadores rirem até chorar. É claro que essa não é a maior produção da ano, mas foi uma excelente aposta. Os fãs do Homem-Formiga nas HQs e dos heróis da empresa, em geral, têm grandes surpresas nesse filme e, com certeza, vão entender várias referências.

Homem-Formiga é um filme para toda a família. Tem mensagens que vão além do lance de ser herói e tal. Os minutos passam e a gente não percebe. Vale a pena se aventurar entre as formigas “adestradas” que ajudam a salvar o mundo.

Aline Gomes
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Especial Mês da Criança – “Mais uma vez, o dia foi salvo graças…”

A todos os nossos heróis. No mês das crianças, seria impossível não dedicarmos um espaço aos nosso heróis. A imaginação humana exige que os heróis existam para que haja esperança nos olhos das pessoas, como foi dada a definição do Homem-Aranha nos filmes O Espetacular Homem-Aranha (direção de Marc Webb). Nossas eternas crianças adoram heróis, desde os mitos, as HQs, os desenhos até os filmes e jogos. Que tal relembrar um pouquinho mais sobre as inspirações das crianças? (Daqui a pouco voltaremos a falar do herói aracnídeo)

Os heróis e os todos os seus grandes atos heroicos tiveram origem bem antiga. A Idade Heroica, conhecida exatamente pelos mitos dos heróis gregos, é recheada de história de semideuses, que não eram nem deuses e nem meros mortais. Eles surgiam, em grande parte, da união entre um deus do panteão grego e mortais, assim, adquirindo certas habilidades especiais de acordo com sua origem. Dessa forma, heróis como Perseu, Héracles (mais conhecido como Hércules – seu nome romano), Teseu, entre outros são sempre retratados derrotando monstros e salvando o dia. Tais histórias eram tão marcantes que sobreviveram séculos e séculos e, hoje, não faltam filmes sobre os atos heroicos dos semideuses, além das histórias sobre novos semideuses que surgiram, por exemplo, dos livros de Rick Riordan.

Muitos séculos se passaram e surgiram novos heróis, um tanto mais humanos. Histórias de reis e guerreiros que defendiam os reinos medievais se espalharam. Robin Hood, o fora da lei que roubava dos ricos para dar aos pobres, encantou gerações e gerações. Nada passava despercebido ao seu arco na Floresta de Sherwood. Além dele, também há Os Três Mosqueteiros (escrito por Alexandre Dumas), que defendiam a Coroa Francesa, se metem em grandes confusões, principalmente quando envolvem o Cardeal Richelieu e os ingleses, seus grandes inimigos. O Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda inspiram até hoje pelas suas batalhas em defesa da Grã-Bretanha.

E então chegaram os quadrinhos. Em 1985, surgiu a primeira tirinha no jornal americano New York World com o personagem Yellow Kid, de Richard Outcault. Depois, vieram os animais como personagens, como o Mickey Mouse, do Walt Disney. Na década de 1930, começaram a surgir os primeiros agentes secretos e heróis, como Fantasma e Mandrake. Daí surgiu o Superman, o Batman, o Capitão América que chegaram para salvar suas cidades e defender o país (EUA) dos inimigos, no caso do Capitão, a história se desenrolava em torno da II Guerra Mundial e o inimigo era o próprio nazismo.

Daí para frente não pararam de surgir heróis. Cada um com um poder diferente, combatendo o crime e se envolvendo em lutas épicas com grandes vilões. Surgiram as ligas e equipes em que vários heróis se juntavam pelo bem comum, apesar das rixas entre eles mesmos. A Liga da Justiça e Os Vingadores apareceram assim, para combaterem inimigos que, sozinhos, nossos heróis não conseguiriam combater. Os X-Men chegaram com a ideia de que existiam alguns seres superdotados, com uma mutação genética. Eles deviam se proteger e proteger o mundo de ameaças.

As HQs influenciaram tanto, principalmente depois da década de 1960, com o Movimento Pop Art e produções de Roy Lichtenstein nos EUA, que até hoje podemos ver a estética dos quadrinhos em diversas situações, desde a moda até clipes musicais. Um exemplo disso é o Lyric Video do single do álbum Baptized (2013), do Daughtry, Waiting for Superman. Tanto a letra da música quanto as imagens parecem ter saído de histórias em quadrinhos.

Lembra do Homem-Aranha que citei no início do texto? Nossas eternas crianças parecem tê-lo eleito como um dos “heróis do mês”. Muitos narraram suas paixões pela história do herói, por ele ser um personagem totalmente humanizado. É um adolescente que não é lá dos mais populares (ele não é nem um pouco popular) e que tem seus instintos aguçados (instintos de aranha) após ser picado por uma aranha geneticamente modificada. Além de ter as atividades de um adolescente normal, ele é o Homem-Aranha nas horas vagas, salvando Nova York dos terríveis vilões que sismam em atacar a cidade ou até de criminosos que não deixam os cidadãos em paz.

Sem nome, por Guilher Lucas

O Homem-Aranha, adaptado por Guilherme Lucas

Outro herói que nossas eternas crianças lembraram foi o Goku, direto dos mangás para as telinhas e os jogos de Dragon Ball. Para eles, “o Guku é um dos melhores super-heróis dos últimos tempos, com relação aos desenhos” (Ana Souza defende o personagem). Ele simplesmente vence todo mundo.

Esse é, sem dúvida, um daqueles assuntos que ficaríamos horas e horas falando sem nos cansar. Porém, essa semana ficamos por aqui, enquanto nossos heróis salvam o mundo ao nosso redor. Não citei muitos heróis porque eles são MUITOS. Mas e seus heróis? Quem são eles? Acredito que há muitas pessoas, como eu e você, que vencem grandes batalhas e são verdadeiros heróis de nossos dias, mesmo sem uma máscara, uma capa e uma roupa colorida. As crianças, principalmente, esperam que nós sejamos heróis, basta dar asas à imaginação.