Como não esperar pelo fim do mundo (de Krypton)

A curiosidade para saber o que aconteceu ao planeta Krypton que fez com que Kal-El viesse para a Terra me fez ficar anos querendo comprar e ler Os últimos dias de Krypton. Agora que eu fiz isso, conto para você minhas impressões sobre o livro.

Kevin J. Anderson é quem faz a narrativa detalhada de uma das versões do que aconteceu ao planeta natal do Superman. Há algumas versões do que teria acontecido a Krypton em quadrinhos, animações e filmes diversos e essa segue uma linha que eu ainda não tinha visto.

O livro traz uma jornada no período de um ano dos irmãos cientistas Jor-El (pai de Kal-El) e Zor-El, filhos de Yar-El, desde as descobertas da possibilidade de o sol vermelho Rao entrar em supernova e de haver uma instabilidade no núcleo do planeta, até a iminente extinção de Krypton.

As aventuras, desventuras e tragédias que acontecem possuem muitos detalhes e um tom sarcástico que me conquistaram. A narrativa é em terceira pessoa, mas acontece sob o ponto de vista de um personagem por vez, o que contribui para tornar a emoção da leitura muito mais consistente.

A impressão que tive, e a forma como contei minha leitura no Skoob, foi de alguém desesperado para um final feliz depois de tantas situações complicadas – mesmo sabendo como seria o final.

O livro fornece uma crítica à política e à sociedade burocrata, que desvaloriza o trabalho científico e que também, por outro lado, também cria monstros com o discurso de fazer maldades em prol do bem maior.

Esse foi um dos melhores livros que já li! Super recomendo.

Até breve!

Aline Gomes

Batman vs Superman – Um filme de heróis diferente

Ao contrário do que muitos dizem, Batman vs Superman não é um lixo (sob qualquer hipótese). Não acredite neles! Veja com seus próprios olhos. Vou contar a vocês nesse post o que eu vi com meus próprios olhos (na minha primeira experiência numa sala XD) assistindo a Batman vs Superman: A Origem da Justiça.

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Esse filme não é da Marvel. É bom ressaltar isso porque as pessoas estão tão acostumadas a ver vários filmes da Marvel todos os dias e pensam que o modelo de filme de super-heróis tem que ser este, sem abrir um pouco o horizonte para o que é um filme de super-heróis. Não espere muita cor. O filme é escuro mesmo, é sombrio. E esse era o objetivo (que foi bem alcançado).

A história se passa após o mundo conhecer o Superman. Há, inclusive, cenas da batalha entre o herói e o General Zod, do filme predecessor: O Homem de Aço. E se você não viu esse filme, fique tranquilo, não é impossível entender. É bom ter visto, todavia. Nessa ocasião, as pessoas se perguntam se podem ou não conviver com o Superman na Terra, se é seguro. Afinal, em uma batalha, ele destruiu uma cidade (nisso sim parece um filme da Marvel).

Do outro lado está o Batman. Alguém que tem lembranças terríveis da infância e muitos pesadelos, envolvendo passado, presente e futuro. Ele crê que a melhor maneira de defender o mundo seja eliminar o “falso deus” de Metropolis.

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Além disso, temos Lex Luthor, um cara que quer ver o circo pegar fogo, literalmente. Na empresa deixada pelo seu pai (que não era um cara lá muito legal com ele, na visão dele), Luthor começa a pesquisar um meio para, não só destruir o Superman, mas para acabar com o mundo. Apesar de muitos acharem que o personagem não foi bem representado, porque parecia que ele estava tentando se tornar um Coringa, Lex tem uma personalidade forte e muito interessante.

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Esse encontro brilhante e sombrio, cheio de paredes quebradas e a consciência de não destruir outra vez a cidade é bem explosivo. O início de uma nova era de super-heróis está surgindo e Superman, Batman e Mulher Maravilha (ela está incrível!) estão ali para destruir um vilão em comum.

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A trilha sonora é fantástica. Talvez mais fantástica que o filme. Porque você sente mais emoção pela música que pelas cenas em si. Os efeitos e filtros do longa também são excelentes. Muita explosão, fogo pra todo lado e várias paredes e prédios quebrados.

A DC/Warner surpreendeu com tantas referências. E olha que o rei da referência é da empresa concorrente. Quando o filme termina, você ainda fica olhando para a tela, sentindo a emoção e tentando absorver tudo. A empresa já está planejando os próximos filmes, não só Esquadrão Suicida, que estreia este ano. Vendo com meus próprios olhos, a produção superou as minhas expectativas.

 

Aline Gomes

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