Épico e aquático – Um dia comum

A vida de aventureiro também tem situações cômicas, quando não se está lutando para se manter vivo, e a sereia druida, Helga Iris, pode provar isso no seu diário.


O Stefan sabe ser bem insuportável! Depois de toda aquela cena sem sentido de ele, Toshinori e Edward, simplesmente, passarem à outra sala e o inventor ficar gravemente ferido, com o silêncio do fim da batalha, me abaixei, toquei em sua testa (querendo bater na sua cara), fiz uma prece a Allihanna e o curei.

As feridas se fecharam uma a uma. Finalmente, ele se levantou e ajudou (pelo menos) a investigar a sala, junto com o restante de nós. O golem K ficou encantado porque Tallaka conseguiu fazer o construto de aço-rubi, apesar de eu não achar nada divertido.

Ele continuou falando sobre as invenções de sua mestra com Stefan e sobre uma chave que abriria o cofre de Tallaka no quarto andar. Isso interessou bastante a gente. K queria ajuda para saber o que aconteceu com a anã, ajuda de quem pudesse protegê-lo. E, bom, nós queríamos encontrar o que estava lá.

O Joseph estava com medo do golem ajudante, mas eu o mandei ficar quieto e o próprio K o colocou sobre os ombros. Conversamos sobre quem éramos e eu o convidei para ele ir conosco, inclusive para a cidade depois. Ele queria ficar mais um pouco no terceiro andar, mas adoraria ir conosco para o próximo andar, quando voltássemos e fôssemos também. Mais uma vez, Joseph soltou uma farpa dizendo que, da última vez que combinamos isso, esquecemos a Noah na mina.

Isso não foi verdade! Calúnia! Noah começou a rosnar para o Joseph e eu fiz carinho nela para acalmá-la e tranquilizá-la, dizendo que eu estava esperando por ela. O Joseph não estava totalmente errado, mas também não estava certo. Eu estava tonta naquele dia, depois de tanto problema e todo mundo, simplesmente, correu para o elevador para ir embora e nem me deixou falar sobre Noah.

A cena mais hilária do dia, que valeu o esforço de ter me preocupado, mais uma vez, com o louco, foi da Ràthania dando um tapa na cara de Stefan (que eu queria ter dado) e gritando com ele para nunca mais dar um susto como ele deu a ela. Acredita que ele teve a cara de pau de dizer que estava novo em folha e que aquilo não foi nada? Impressionante! Eu estava de longe só observando e assimilando toda a falta de noção do inventor.

Os olhos da Ràthania estavam cheios de lágrimas. Parecia muito real o que ela sentia, de verdade. Me assustei, mas senti que ela tinha sentimentos e se importava com Stefan. Apesar de tudo.

Decidimos, finalmente, voltar à superfície, deixando K para encontrá-lo no retorno. Eu precisava de um banho. Retornando à cidade, cada um foi resolver suas próprias questões e descansar. Depois do meu longo banho e de um almoço restaurador, fui até à Kanpeki. Ela estava ficando linda, diferente de antes, robusta, menos tamuraniana e mais a cara de Yuvalin.

Goro abriu um sorriso e começou a me mostrar tudo o que tinha de novo, como estava ficando, as diferenças e coisas novas para oferecer aos clientes. Ele me perguntou sobre como foi o dia e agradeceu a Lin-Wu por eu estar viva e inteira, apesar dos pesares. Ele me beijou e pediu para que eu permanecesse viva e inteira, dizendo que a reinauguração seria em dois dias. Eu disse que estaria lá pronta para, com muita alegria, dar um abraço bem apertado nele, mas que também comemoraria a sós com ele em casa.

Os olhos dele se esbugalharam e ele ficou vermelho, dizendo que mal esperava pela noite. Eu ri um pouco do desconserto dele com minha fala ao pé do seu ouvido. Pedi desculpas por atrapalhar sua concentração no trabalho e combinei de o encontrar mais tarde. Fiquei, ainda, algum tempo observando ele trabalhar, lindo como sempre!

Depois, saí para observar a cidade e procurar quem ainda precisava de ajuda depois da tempestade. Cheguei a um templo de Lena e vi que muitas pessoas padeciam com os efeitos da Tormenta. Os curativos precisavam ser trocados, usei também algumas escamas de peixe sobre as queimaduras de ácido, conversei com os doentes e tentei acalmá-los. Passei a tarde inteira ali apoiando as clérigas de Lena.

Fiz algumas compras que seriam essenciais para a próxima missão e fui para a casa do Goro, já ao anoitecer. Jantamos juntos e fiquei encantada com tudo o que ele me contou sobre a reconstrução da loja. Eu olhava para ele com ar de sonhadora, me esquecendo de todos os problemas e só me concentrando no quanto ele estava feliz.

Golens, trolls, ameaças… Quem se importa com isso quando pode se perder em uma noite de carinho? Mais uma vez, eu abri mão de dormir nos ermos para estar com meu namorado, cuidando dele e da Noah, como não havia imaginado que faria um dia. Apenas me lembrava de todo amor que minha mãe adotiva, Silena, dedicava a todos nós em casa.

Foi uma noite gloriosa. A manhã era doce como a primavera e era como se Thyatis tivesse dado a nós mais uma chance de ser feliz, apesar de toda a dor que a Tempestade Rubra nos causou. Goro estava feliz de poder voltar às obras da loja e eu estava feliz por ele. Me sentia renovada também para voltar ao trabalho. Sabia que seria difícil quando chegássemos ao quarto andar, talvez até mais do que os anteriores, mas estava disposta.

Depois do almoço, os Desafiantes nos encontramos novamente para voltar às Minas Heldret. Andando pela cidade, encontramos uma pessoa que nos parou para falar que estávamos carregando muito peso, por dentro e por fora, um discípulo de Mãos Vazias. Eu disse que estava ótima, apesar de ele achar que eu fosse uma clériga. Disse que minha aura se confundia um pouco.

Maridis, o Monge de Mãos Vazias

Ele tentou mostrar a Stefan que confiar em armas era furada. Mas como o inventor é exibido, ele fez questão de mostrar a arma. O tal discípulo, monge, ou sei lá o que era, simplesmente, pegou a arma do kliren e saiu correndo, fugindo da vista. Eu fiquei perdida sobre o que estava acontecendo, só vi Stefan e Kroll correndo atrás do ladrãozinho.

Edward puxou um baralho e chamou Toshinori para jogar na praça. Estávamos muito interessados, obviamente, no sucesso de Stefan caçando sua arma. Aproveitei também para arrumar algumas coisas na bolsa que joguei correndo dentro dela antes de sair de casa. Brinquei um pouco com a Noah, ensinei alguns truques a ela, tudo enquanto esperava os meninos retornarem, com ou sem arma do Stefan.

Alguns minutos depois, Kroll voltou sorrindo e Stefan, arfando, com a arma na mão. Eles conseguiram, então. “Prontos?” – eu perguntei. Continuamos nosso caminho. Começamos a descer naquele elevador, nos lembramos de encontrar o K no terceiro andar, e continuamos descendo, sentindo o silêncio das Minas nos amassar.

Chegando ao quarto andar, nos deparamos com um corredor dividido por um grande buraco no chão. Não sabíamos a profundidade, mas pudemos ver alguns ossos do outro lado e eu esperava que aquilo não fosse um prenúncio do que poderia acontecer com a gente ali.


Assista ao vídeo sobre essa parte da história no canal do Qual é a do RPG?https://youtu.be/6nAMKTAR8qc

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Até breve!

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Épico e aquático – Nada pode estragar meu dia

Depois de tanta emoção envolvida no dia da Helga, é hora de continuar a missão. Confira como se saem os Desafiantes de Yuvalin depois que a vida começa a voltar ao normal.


Eu estava nas nuvens. Acordar naquela manhã foi belo ao lado do Goro. Allihanna me abençoou de uma forma que eu não imaginava ser possível. Mas acordar depois daquela noite também me deixou um pouco feroz. Sim, eu queria mais. E Goro não me negou isso.

Mas precisávamos ir para as nossas atividades. Então, tomamos juntos um breve café da manhã na casa do Goro e saímos: ele para a reconstrução da Kanpeki e eu para o Parque Normandia, onde encontraria a equipe.

Com os Desafiantes, passamos pelos estábulos, que foram pouquíssimo afetados pela tempestade, e nos encaminhamos para as Minas Heldret. Entramos no elevador, puxamos a alavanca e começamos a descer. À medida que descia, aquela sensação de claustrofobia aumentava e eu precisava me manter focada na missão e em Allihanna, para não enlouquecer.

Percebi que algumas pedras estavam meio desalinhadas e o elevador deu uma arranhada. Deveria ser o segundo andar que explodiu. E, então, chegamos ao terceiro andar, recebidos por um brilho azulado nas paredes. O chão era ladrilhado e bem acabado, diferentemente dos demais andares por onde passamos. As luzes azuis eram produzidas por cristais.

Bem à nossa frente tinha uma porta. Stefan tomou a dianteira e começou a analisar a porta. Me aproximei e notei uma porta aberta do lado direito. E havia um corredor do outro lado. Eu estava logo atrás do Stefan quando decidimos que ele deveria abrir a porta de pedra à frente. Imediatamente, vimos um construto, que despertou e assumiu posição de luta, se aproximando de nós. Minha noite foi boa demais para eu ficar mal com isso, nada me abalaria hoje.

Construto encontrado no terceiro andar

Saí da direção do construto o mais rápido possível porque, sabe como é, luta não é o meu forte. Então, ele atacou o primeiro que viu: Edward. Naquele momento, eu olhei para o lado e vi os olhos do Stefan começarem a ficar daquele jeito que é um prenúncio de algo bem ruim.

Mas agora não! Nada podia estragar meu dia hoje! Apesar de todo o caos que foi a Tempestade Rubra em Yuvalin, Allihanna me abençoou, talvez, pelo trabalho que fizemos em favor do povo, e eu consegui curar Stefan. Coloquei minhas mãos sobre ele e ele saiu daquele estado de maluco.

Kroll parecia estar feliz. Megalokk estava no comando. Ele acertou o autômato o suficiente para que já começasse a sair alguns raios elétricos. Stefan atirou, mas a bala só ricocheteou. Pelo menos estava lutando contra o alvo certo.

Joseph tocou alguns acordes com seu alaúde élfico e deu para notar que ficamos bem mais concentrados e inspirados. Ficou claro quando Toshinori derrubou o construto e enfiou o bico de corvo diretamente no núcleo dos circuitos. Tínhamos certeza de que o autômato não se mexeria mais.

O inventor, obviamente, se abaixou e começou a analisar detalhadamente o construto. Ele teria sido ativado quando a porta abriu. Toshinori sugeriu, então, que algo interessante não estaria mais protegido agora.

Foi quando eu olhei mais atentamente para Edward e reparei que ele estava fraco e ferido. Evoquei uma canção de cura, afinal, aquele dia estava pedindo mais canções, e o toque mágico que saiu das minhas mãos sobre suas costas cobriu suas feridas e curou-as imediatamente. Notei também que Joseph estava observando e que repetiu o gesto com as mãos sobre Edward, restaurando-lhe o que faltava de fôlego. Ele agradeceu.

O mais perto de um agradecimento que recebi do Stefan por tê-lo tirado de seu transe foi ele dizer que gostou do toque diferente que recebeu das minhas mãos. Limitei-me a responder que era um segredo meu e que a noite tinha sido boa.

Antes de seguirmos em frente, Stefan seguiu rapidamente pelo corredor da esquerda para analisar outra porta que havia lá. Mas Toshinori insistiu em seguir por onde estava o autômato. Então, Edward e Toshinori entraram primeiro, porque, segundo eles, caso acontecesse algo, nós não estaríamos todos apertados em um corredor estreito.

Antes de abrir a porta no final do corredor, Ed tentou ler o que estava escrito nela, mas Stefan (o que sabe ser bem insuportável), leu primeiro: Heredrimm. Na língua dos anões, aquele que foi o líder do Panteão, o Deus da Justiça, Khalmyr.

Eu estava muito longe, praticamente de volta ao elevador, então não via quase nada. Só ouvi um barulho como se algo estivesse se fechando e Edward gritou para que entrássemos logo. Conseguimos entrar a tempo apenas 4: Ed, Joseph, Stefan e eu. E uma placa, como se fosse uma outra porta, se fechou atrás de nós. No chão, havia desenhado uma grande balança, símbolo de Khalmyr.

Símbolo de Khalmyr

Do outro lado, havia uma porta trancada, mas sem fechadura. Todos começamos a investigar como sair dali, analisar o que tinha acontecido. Era como se a porta que se fechou tivesse nos dado uma chance para algo. O piso também tinha algo de diferente, alguns afundavam quando passávamos.

O inventor matou a charada e nos orientou a cada um se posicionar em uma ponta do desenho, com dois de cada lado da sala. Imediatamente, a porta começou a se abrir novamente.

E, então, veio o discurso de explicação do grande gênio, nos orientando a fazer uma fila e andarmos em linha reta até a outra porta que se destravou quando nos posicionamos. Mas não aconteceu como o inventor previu e nada se fechou atrás de nós quando Toshinori e Kroll entraram na sala.

Edward abriu a porta do outro lado da sala. Virou-se para nós e avisou sobre corpos de trolls que estavam lá presos. Se eram corpos, poderíamos avançar. Mas, antes que eu entrasse na sala, olhando apenas através da porta, vi que o troll vermelho próximo a Toshinori, simplesmente, abriu os olhos.


Assista ao vídeo sobre essa parte da história no canal do Qual é a do RPG?: https://youtu.be/ZGGGhkr38yM?si=CCD7he3nl66t-T2C

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Até breve!

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Épico e aquático – Honra e paixão

Muita emoção toma conta do dia de homenagens aos cidadãos de Yuvalin após a passagem da Tempestade Rubra. Confira mais um capítulo do diário de Helga Iris, a sereia Druida.


Respirei fundo e comecei:

Povo de Yuvalin, vocês que me receberam tão bem, vocês que nos receberam tão bem aqui, somos um povo diverso nessa cidade. Somos várias raças, fazemos coisas diferentes, trabalhamos em coisas diferentes.

Mas algo nos une: a vontade de permanecer aqui, a vontade de agirmos uns pelos outros. Isso não mudou!

Hoje, estamos tristes. Hoje, nós estamos arrasados diante de tudo o que aconteceu. Mas nós precisamos olhar para frente! Nós precisamos nos lembrar destes que foram, com carinho, com amor, com respeito.

Nós precisamos olhar para frente! Olhar para o horizonte e ver que há mais, há mais para acontecer, há mais para celebrarmos, há mais coisas para vivermos. E viver em homenagem a estes que foram.

Vamos celebrar a vida em homenagem a estes que nos deixaram! Viva por você e por este seu amigo, seu vizinho, seu líder, seu parente, seu cônjuge, seu filho. Viva por ele com amor e dedicação total.

Porque hoje nós devolvemos esses cidadãos ao coração da cidade, mas nós vamos continuar fazendo essa cidade bater com o nosso coração.

Apesar do improviso, acho que fiz uma homenagem digna aos que se foram. Logo depois de deixar o palco, a forja já estava trabalhando e tocando as batidas do coração. Choro e lamento por todo lado.

Rei Joss fez uma aparição em um dos cantos do Parque quando olhei, acenou para mim confirmando minha fala e, simplesmente, desapareceu quando uma pessoa passou na sua frente.

Edward também discursou logo em seguida e eu ouvi o Stefan gritando “Morte à Tormenta”, com coro de Toshinori.

As velas viraram balões e os cidadãos soltaram no céu. O cinzento dia de Yuvalin se tornou colorido com tantos balõezinhos. Aquele arco-íris era um símbolo de que após a tempestade viria a bonança. Era o que todos nós desejávamos ardentemente.

Balões de luzes

Senti um abraço vindo por trás enquanto eu observava o céu iluminado. Apesar do primeiro sobressalto, percebi que era Goro e ele me falou ao pé do ouvido que o seu mestre sempre havia amado o arco-íris. Ficamos abraçados em silêncio por um tempo apenas observando as luzes no céu e as cinzas que subiam da forja.

Quando já começávamos a sair, Ezequias confirmou que precisávamos encontrar o artefato, mas que ele entendia que deveria ficar pela cidade. Nós confirmamos que continuaríamos e que ele estaria conosco mesmo que não presencialmente.

Saí abraçada com Goro, tentando consolá-lo. Ele estava silencioso até chegarmos em uma casinha simples no Distrito da Bigorna. Ele morava junto com seu mestre e, apesar de não ter a arquitetura tamuraniana, a mobília da casa foi totalmente inspirada para que tivesse um pouquinho da terra deles lá. Era como se eu tivesse entrado em um portal para Tamu-ra.

Ele tinha o olhar vago, sentou-se e falou sobre a restauração da Kanpeki. A história deles se misturava à da loja. Eu disse a ele que continuar o trabalho lá seria honrar o legado de seu mestre. Ele se aproximou de mim e, segurando muito forte a minha mão, pediu encarecidamente que eu tomasse muito cuidado, que ele não aguentaria perder mais alguém importante para ele.

Depois de um tempo em silêncio eu respondi que meu trabalho de ajudar a cidade incluía correr riscos. Mas eu faria o máximo possível para mantê-lo vivo e me manter viva também. Por outro lado, ele me respondeu que não saberia se ele mesmo conseguiria se manter vivo se me perdesse.

Ruborizei, é óbvio. Principalmente, depois de ele completar dizendo que sua vida talvez perdesse total sentido já que ele perdeu seu mestre, mas que, a partir daquele momento, eu era a pessoa mais importante para ele.

E, então, de repente, ele se ajoelhou e pegou minha mão. É extremamente difícil descrever o que eu senti quando o vi fazendo aquilo. Meu coração disparou e só não suei em bicas porque isso não é muito comum para sereias, nossa troca de ar é um pouco diferente com as guelras e escamas.

Ele beijou minha mão e me pediu em namoro. Era difícil organizar todas as emoções. me limitei a responder que sim. Chamam de borboletas no estômago ou talvez eu estivesse feliz e chocada ao mesmo tempo. Sei que, dentro de mim, eu ria como uma criança ouvindo histórias de seu avô.

Ele se levantou ao ouvir minha resposta e me deu um beijo arrebatador. Um beijo molhado, sincero e de esperança. Ao nos afastarmos, ele colocou meu cabelo por trás das orelhas e disse que me deixaria descansar, mas para que eu voltasse no dia seguinte. Eu respondi algo, como sempre estaria lá por ele, nem lembro direito. Foi tanta emoção que minhas pernas estavam bambas. Meus joelhos tremiam e acho que fiquei levemente tonta.

Ele colocou a mão sobre o meu colo e disse que sempre estaria junto comigo, no meu coração. Coloquei minhas mãos sobre a dele e acenei com a cabeça, concordando. Um conflito se apoderou de mim naquele momento. Eu não queria ir embora, queria ficar ali com ele, queria que o tempo parasse para nós, ali. No entanto, não descansar, e ao ar livre, poderia comprometer tudo o que seria feito na missão no dia seguinte.

Então, eu decidi ficar.

Helga e Goro

Foi uma noite mágica. Além do misto de emoções que eu estava sentindo por todo aquele dia e tudo o que fizemos juntos ali, foi como ver um arco-íris diferente do que vimos à tarde. Eu estava eufórica, estava nas nuvens.

Era a primeira vez que me entregava a um homem e consegui notar que Goro também estava descobrindo o corpo de uma mulher. E que honra ser o meu corpo.

Nossa primeira noite juntos foi tão bela, tão carinhosa e totalmente mágica. Fomos, sem dúvida, abençoados por nossos deuses.

Mesmo que isso trouxesse consequências para meu desempenho na missão nas minas no dia seguinte, eu não mudaria absolutamente nada. Foi perfeito!


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Até breve!

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