Pinocchio é a prova que falta de inovação pode ser fatal

Escrito por João Rosa

Em 1940, a Disney viu o gigantesco sucesso que foi a Branca de Neve e decidiu repetir o seu feito contando a história do boneco de madeira, o filme – obviamente – foi um sucesso de bilheteria e somou a 2 oscars por canção original (Sabe aquela música que sempre toca na abertura de todos os filmes da Disney? Então, essa música) e melhor trilha sonora.

Porém não estamos mais em 1940, contar a mesma história do mesmo jeito apenas com uma roupagem atual (CGI) só tem tornado as belas histórias da Disney mais enfadonhas. E esse medo de inovar foi um tiro no pé da produtora que foi parar no Framboesa de Ouro até mesmo com Tom Hanks (um dos atores mais premiados do mundo) como pior ator, além do prejuízo gigantesco do filme que nem ao menos se pagou.

A contra-ponto deste fracasso de bilheteria e críticas, a Netflix despretensiosamente lançou no mesmo ano a sua versão do boneco/menino de madeira. Ela saiu do formato – Cansado – de CGI e usou a centenária técnica de stopmotion, apenas isso já fugiu da ideia das outras mil versões já existentes do Pinocchio. A direção trouxe algumas inovações e uma carga dramática que envolve e prende o público para querer ver mais sobre a gigantesca aventura dos personagens.

Já repararam que muitas vezes você assiste a um filme ruim, mas o carisma dos personagens te faz querer ver até o final? Isso é um outro ponto que faz a diferença entre essas duas versões ser tão grotesca e falarei na parte 2, semana que vem, fiquem ligados!