Depois de mais um combate nas Minas Heldret, os Desafiantes de Yuvalin estão investigando o quarto andar e se preparando para enfrentar um dos seus piores inimigos: um buraco.
Tentei ajudar na investigação, revirando algumas coisas no escritório, mas não fui muito útil. O Joseph, por outro lado, encontrou uma manopla de aço rubi. Quando viu, K explicou que era de sua criadora. Ela usava para bater com mais força enquanto trabalhava, segundo o golem. O pobre construto tentou vestir, mas era muito pequena para ele. No entanto, serviria muito bem ao Kroll ou ao Toshinori e o bárbaro recebeu de bom grado.
Apesar de meu lampião ter se apagado, conseguimos encontrar, também, alguns frascos de itens alquímicos já ressequidos e Stefan achou escritos simples de Tallaka. Então, recomeçamos a discussão interminável sobre como ir para o outro lado do buraco no corredor, pois o inventor percebeu que precisávamos avançar. O que procurávamos deveria estar do outro lado.
O buraco era bem fundo, pois o barulho de um osso lançado demorou a ser ouvido no chão. Alguns pensaram em colocar a mesa da oficina como trampolim, outros, em prender cordas nas pessoas ou em pular, como o K fez.
De acordo com o golem, seria fácil pular por cima do buraco. No entanto, Edward nos sinalizou que devíamos estar amaldiçoados por Nimb e que a sorte não estava muito ao nosso lado, o que seria perigoso demais. Stefan tentou convencer Kroll a pular com a corda presa em si para puxar os demais.
De repente, Toshinori teve a brilhante ideia de ir ver o que tinha no fundo do buraco. Naquele instante, eu realmente acreditei que a mente do Stefan tinha trocado de corpo. O mais são de nós ali era o kliren.
Eu só balançava a cabeça e dizia o quanto isso era uma péssima ideia. Péssima, de verdade. Joseph se voluntariou para descer o buraco amarrado na corda, porque era o mais leve, mas seus argumentos eram terríveis. Eu protestava veemente. Até mesmo o Stefan dizia que não queria que o bardo morresse – o mesmo cara que atirou nele duas vezes.
Eu senti a presença de perigo por meio de magia e alertei a todos. Estava aflita e disse que precisávamos tomar muito cuidado. Ainda assim, Toshinori estava determinado a amarrar o Joseph com a corda e descer pelo buraco.
Outra pessoa sã era o Edward, que alertou a todos sobre o tamanho da corda e tudo o mais. Ele e Stefan falaram de transformar a mesa em uma escada que funcionaria como uma ponte ligando os dois lados. O inventor levaria, mais ou menos, um dia nisso. Então, poderíamos descansar e atravessar tranquilamente.
Mas, antes que pudéssemos concluir essa estratégia, Toshinori resolveu pular, como K, para o outro lado. Outra péssima ideia. Ele, obviamente, não conseguiu alcançar o outro lado e começou a despencar pelo buraco. O outro louco do Joseph tentou segurar a corda e brigou com o Kroll porque ele não estava ajudando.
Resultado: Toshinori e Joseph caindo e o bárbaro tentando, mas falhando miseravelmente, segurar a corda e aguentar o peso dos dois. Eu só via e ouvia pedras despencando e eles gritando. O bardo usava magia, eu podia ouvir. Eles discutiam entre si, mas eu não podia fazer nada. Me vi completamente sem opções. Estava em um misto de desespero e repúdio a toda aquela situação desastrosa que eles mesmos se meteram.
Enquanto isso, acendi novamente o lampião para que Stefan conseguisse construir a escada. Depois, voltei para tentar ajudar os novos loucos do grupo. Pensei em usar o bordão para que eles segurassem, mas o Kroll já estava fazendo isso com o machado.
Eu não podia vê-los, o corredor era apertado e Kroll estava na frente, segurando a corda. Só ouvia murmúrios de discussões absurdas sobre o que eles deveriam fazer para voltar ao topo. O brilho do símbolo sagrado do Toshinori também começava a aparecer, fazendo sombras dançantes na caverna.
Kroll ativou sua nova manopla e, finalmente, conseguiu puxar Joseph, depois de umas horas naquela brincadeira. Era até difícil contar o tempo naquele absurdo. Alguns minutos depois, Toshinori estava ao nosso lado também.
O bárbaro, alheio a tudo, achou melhor voltarmos à cidade para fazer a escada que o inventor já estava fazendo. Foi então que a melhor decisão apareceu dos meninos: dormir. Enquanto isso, Stefan continuava trabalhando. Eu tentei ajudar, mas matei o tempo, também, conversando com Noah e os meninos. Aproveitei para meditar, escrever e pensar em Goro, óbvio.
Quando a escada ficou pronta, Edward pediu que todos nós nos organizássemos para atravessar e Stefan orientou também a tirar as armaduras para ajudar na mobilidade. Aos poucos, um a um, passamos nos equilibrando sobre o buraco em cima da escada. Alguns começaram a atravessar, desistiram, voltaram e tentaram de novo. Kroll estava segurando a corda para caso algum outro desastre acontecesse.
Segurando meu bordão para me equilibrar, parecia um gato desfilando sobre a escada e, graças a Allihanna, atravessei tranquilamente para o outro lado. Por último, Kroll ignorou a escada do Stefan e pulou para onde já estávamos. Edward recolheu a escada para que pudéssemos usar depois.
Atrás de mim, tinha uma porta e aquela sensação de algo perigoso voltou. Entretanto, em vez de ir por aquela porta, Stefan decidiu investigar o corredor lateral em L e a outra porta que ele encontrou no final. Eu estava do outro lado do corredor, então, não vi o que ele descobriu da porta.
Ele leu em voz alta um enigma em língua anã que, aparentemente, brilhou na porta. Era algo como: “O que dança junto de Tenebra com graça vívida e mentiras sussurradas? Uma dança sem idade, arte cósmica, a chave para destrancar os segredos…”
Segundo ele, era para ele escrever uma senha na própria porta mágica, que deveria destrancá-la ou desarmar uma armadilha, sei lá. Ele escreveu a palavra “ESTRELA”, mas nada aconteceu. Na verdade, ele disse que uma runa mágica da porta se apagou. Bom, ao que parece, teríamos mais duas tentativas, apenas. Edward sugeriu “SOMBRA”.
Enquanto isso, Joseph ao meu lado jogou uma pedrinha no buraco e começou a calcular a altura. Impressionante. Stefan começou a gemer um pouco lá perto da porta e eu deduzi que “SOMBRA” não era a senha. Se era uma porta mágica, pelo som que eu ouvi, ela deveria estar sugando algo dele, talvez vida, talvez magia, talvez sua força para pensar.
A frase em si não era estranha para mim e tentei pensar. “ESTRELA” seria uma ótima resposta e eu não conseguia entender o porquê de não ter dado certo. Foi aí que o inventor decidiu parar enquanto, ainda, estava vivo. Ele veio para onde eu estava e investigou a porta atrás de mim. Todos nos posicionamos para proteção quando Edward ia abrir, ninguém queria correr o risco de cair no buraco outra vez. Voltei para o final da fila e ouvi ele dizer que havia daqueles cristais azuis que iluminavam o caminho, muitas teias de aranha e ossadas.
Stefan confirmou que o caminho poderia estar livre, mas que eu deveria analisar os corpos se chegasse lá. Só precisaríamos tomar bastante cuidado porque, afinal, era um corredor mágico, que poderia nos atrapalhar. Ele nos lembrou do combate que tivemos com as aranhas gigantes na floresta, porque as teias eram mais grossas ainda que as que encontramos lá.
Edward deu um passo à frente e sua armadura brilhou azul e eu avancei logo atrás dele sob suas orientações de tomar muito cuidado. Assim que eu pisei num determinado lugar, as teias se agarraram às minhas pernas e comecei a sentir como se minhas pernas estivessem sendo completamente corroídas. Uma dor excruciante me tomou física e emocionalmente naquele momento. Eu estava machucada e imobilizada pelas enormes teias de aranha.
Assista aos vídeos sobre essa parte da história no canal do Qual é a do RPG?: https://youtu.be/W-tHc5xPzhg e https://youtu.be/pPOWPHxF-sQ
Continue aqui no Blog para saber o que acontece nos próximos capítulos desta jornada.
Até breve!
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