Épico e aquático – Indo pro buraco

Depois de mais um combate nas Minas Heldret, os Desafiantes de Yuvalin estão investigando o quarto andar e se preparando para enfrentar um dos seus piores inimigos: um buraco.


Tentei ajudar na investigação, revirando algumas coisas no escritório, mas não fui muito útil. O Joseph, por outro lado, encontrou uma manopla de aço rubi. Quando viu, K explicou que era de sua criadora. Ela usava para bater com mais força enquanto trabalhava, segundo o golem. O pobre construto tentou vestir, mas era muito pequena para ele. No entanto, serviria muito bem ao Kroll ou ao Toshinori e o bárbaro recebeu de bom grado.

Apesar de meu lampião ter se apagado, conseguimos encontrar, também, alguns frascos de itens alquímicos já ressequidos e Stefan achou escritos simples de Tallaka. Então, recomeçamos a discussão interminável sobre como ir para o outro lado do buraco no corredor, pois o inventor percebeu que precisávamos avançar. O que procurávamos deveria estar do outro lado.

O buraco era bem fundo, pois o barulho de um osso lançado demorou a ser ouvido no chão. Alguns pensaram em colocar a mesa da oficina como trampolim, outros, em prender cordas nas pessoas ou em pular, como o K fez.

De acordo com o golem, seria fácil pular por cima do buraco. No entanto, Edward nos sinalizou que devíamos estar amaldiçoados por Nimb e que a sorte não estava muito ao nosso lado, o que seria perigoso demais. Stefan tentou convencer Kroll a pular com a corda presa em si para puxar os demais.

De repente, Toshinori teve a brilhante ideia de ir ver o que tinha no fundo do buraco. Naquele instante, eu realmente acreditei que a mente do Stefan tinha trocado de corpo. O mais são de nós ali era o kliren.

Eu só balançava a cabeça e dizia o quanto isso era uma péssima ideia. Péssima, de verdade. Joseph se voluntariou para descer o buraco amarrado na corda, porque era o mais leve, mas seus argumentos eram terríveis. Eu protestava veemente. Até mesmo o Stefan dizia que não queria que o bardo morresse – o mesmo cara que atirou nele duas vezes.

Eu senti a presença de perigo por meio de magia e alertei a todos. Estava aflita e disse que precisávamos tomar muito cuidado. Ainda assim, Toshinori estava determinado a amarrar o Joseph com a corda e descer pelo buraco.

Outra pessoa sã era o Edward, que alertou a todos sobre o tamanho da corda e tudo o mais. Ele e Stefan falaram de transformar a mesa em uma escada que funcionaria como uma ponte ligando os dois lados. O inventor levaria, mais ou menos, um dia nisso. Então, poderíamos descansar e atravessar tranquilamente.

Mas, antes que pudéssemos concluir essa estratégia, Toshinori resolveu pular, como K, para o outro lado. Outra péssima ideia. Ele, obviamente, não conseguiu alcançar o outro lado e começou a despencar pelo buraco. O outro louco do Joseph tentou segurar a corda e brigou com o Kroll porque ele não estava ajudando.

Resultado: Toshinori e Joseph caindo e o bárbaro tentando, mas falhando miseravelmente, segurar a corda e aguentar o peso dos dois. Eu só via e ouvia pedras despencando e eles gritando. O bardo usava magia, eu podia ouvir. Eles discutiam entre si, mas eu não podia fazer nada. Me vi completamente sem opções. Estava em um misto de desespero e repúdio a toda aquela situação desastrosa que eles mesmos se meteram.

Joseph e Toshinori caindo no buraco

Enquanto isso, acendi novamente o lampião para que Stefan conseguisse construir a escada. Depois, voltei para tentar ajudar os novos loucos do grupo. Pensei em usar o bordão para que eles segurassem, mas o Kroll já estava fazendo isso com o machado.

Eu não podia vê-los, o corredor era apertado e Kroll estava na frente, segurando a corda. Só ouvia murmúrios de discussões absurdas sobre o que eles deveriam fazer para voltar ao topo. O brilho do símbolo sagrado do Toshinori também começava a aparecer, fazendo sombras dançantes na caverna.

Kroll ativou sua nova manopla e, finalmente, conseguiu puxar Joseph, depois de umas horas naquela brincadeira. Era até difícil contar o tempo naquele absurdo. Alguns minutos depois, Toshinori estava ao nosso lado também.

O bárbaro, alheio a tudo, achou melhor voltarmos à cidade para fazer a escada que o inventor já estava fazendo. Foi então que a melhor decisão apareceu dos meninos: dormir. Enquanto isso, Stefan continuava trabalhando. Eu tentei ajudar, mas matei o tempo, também, conversando com Noah e os meninos. Aproveitei para meditar, escrever e pensar em Goro, óbvio.

Quando a escada ficou pronta, Edward pediu que todos nós nos organizássemos para atravessar e Stefan orientou também a tirar as armaduras para ajudar na mobilidade. Aos poucos, um a um, passamos nos equilibrando sobre o buraco em cima da escada. Alguns começaram a atravessar, desistiram, voltaram e tentaram de novo. Kroll estava segurando a corda para caso algum outro desastre acontecesse.

Segurando meu bordão para me equilibrar, parecia um gato desfilando sobre a escada e, graças a Allihanna, atravessei tranquilamente para o outro lado. Por último, Kroll ignorou a escada do Stefan e pulou para onde já estávamos. Edward recolheu a escada para que pudéssemos usar depois.

Atrás de mim, tinha uma porta e aquela sensação de algo perigoso voltou. Entretanto, em vez de ir por aquela porta, Stefan decidiu investigar o corredor lateral em L e a outra porta que ele encontrou no final. Eu estava do outro lado do corredor, então, não vi o que ele descobriu da porta.

Ele leu em voz alta um enigma em língua anã que, aparentemente, brilhou na porta. Era algo como: “O que dança junto de Tenebra com graça vívida e mentiras sussurradas? Uma dança sem idade, arte cósmica, a chave para destrancar os segredos…”

Segundo ele, era para ele escrever uma senha na própria porta mágica, que deveria destrancá-la ou desarmar uma armadilha, sei lá. Ele escreveu a palavra “ESTRELA”, mas nada aconteceu. Na verdade, ele disse que uma runa mágica da porta se apagou. Bom, ao que parece, teríamos mais duas tentativas, apenas. Edward sugeriu “SOMBRA”.

Enquanto isso, Joseph ao meu lado jogou uma pedrinha no buraco e começou a calcular a altura. Impressionante. Stefan começou a gemer um pouco lá perto da porta e eu deduzi que “SOMBRA” não era a senha. Se era uma porta mágica, pelo som que eu ouvi, ela deveria estar sugando algo dele, talvez vida, talvez magia, talvez sua força para pensar.

A frase em si não era estranha para mim e tentei pensar. “ESTRELA” seria uma ótima resposta e eu não conseguia entender o porquê de não ter dado certo. Foi aí que o inventor decidiu parar enquanto, ainda, estava vivo. Ele veio para onde eu estava e investigou a porta atrás de mim. Todos nos posicionamos para proteção quando Edward ia abrir, ninguém queria correr o risco de cair no buraco outra vez. Voltei para o final da fila e ouvi ele dizer que havia daqueles cristais azuis que iluminavam o caminho, muitas teias de aranha e ossadas.

Stefan confirmou que o caminho poderia estar livre, mas que eu deveria analisar os corpos se chegasse lá. Só precisaríamos tomar bastante cuidado porque, afinal, era um corredor mágico, que poderia nos atrapalhar. Ele nos lembrou do combate que tivemos com as aranhas gigantes na floresta, porque as teias eram mais grossas ainda que as que encontramos lá.

Edward deu um passo à frente e sua armadura brilhou azul e eu avancei logo atrás dele sob suas orientações de tomar muito cuidado. Assim que eu pisei num determinado lugar, as teias se agarraram às minhas pernas e comecei a sentir como se minhas pernas estivessem sendo completamente corroídas. Uma dor excruciante me tomou física e emocionalmente naquele momento. Eu estava machucada e imobilizada pelas enormes teias de aranha.


Assista aos vídeos sobre essa parte da história no canal do Qual é a do RPG?https://youtu.be/W-tHc5xPzhg e https://youtu.be/pPOWPHxF-sQ

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Até breve!

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Épico e aquático – Finalmente, machuquei um inimigo

Os Desafiantes chegaram ao quarto andar das Minas Heldret e, se ela esconde o que eles buscam, perigos não vão faltar. Leia, agora, mais um capítulo do diário da sereia druida, Helga Iris.


Foi só chegar no quarto andar que um braço metálico, simplesmente, puxou Edward para fora do elevador. Era outro golem, daqueles que a gente já tinha enfrentado antes. Stefan, ao meu lado, sacou sua pistola e atirou contra o golem metálico, com aquele famoso estouro que quase destruiu meus ouvidos.

Suavemente, Joseph começou a tocar seu alaúde élfico e nos sentimos mais leves e firmes para o desafio à frente. Kroll estava quase babando, em fúria, e desceu o machado sobre o construto, não apenas derrubando, mas também o eliminando por completo. Silêncio.

Stefan me pediu ajuda para investigar as ossadas que encontramos ao sair do elevador. Ossos largos, mas de comprimento menor. Claramente, de anões. Fuligem os cobria e cercava aquelas ossadas. Eles foram carbonizados.

Aproveitei para reacender meu lampião que, misteriosamente, apagou. Após minha explanação sobre os corpos queimados, K me perguntou se eu conseguira identificar algum feminino. Senti um aperto no peito. Ele procurava por sua mestre, Tallaka.

À frente, o buraco. Foi então que os meninos começaram uma interminável discussão sobre o que faríamos para atravessar, interrompida pelo que viria a seguir.

Stefan pediu ajuda ao bardo para abrir uma porta do lado esquerdo do corredor. Ele demorou um pouquinho, devia estar meio destreinado em suas perícias de abrir portas de pedra trancadas. Quando a porta finalmente se abriu, mais construtos se ativaram lá dentro.

Assim que Joseph abriu a porta

Edward estava na dianteira. Com uma brisa esquisita, olhei para o meu lado direito e Stefan iniciava seu novo brinquedinho. Disse que estava ficando mais forte e poderoso e seu braço parecia muito veloz, tanto que ele mesmo se bateu bem na cara. Típico!

Mas, antes que o inventor atirasse, o construto avançou para Edward. Seus golpes, no entanto, só atingiram as paredes ao redor. Ao ver que a coisa poderia ficar difícil, o bardo começou a cantarolar e tocar o alaúde élfico. Eu também achei melhor começar a agir, quando outro construto avançou até o Edward e acertou um dos golpes.

Me ajoelhei bem ali, atrás dele e entre Joseph e Stefan, e supliquei a Allihanna pela sua proteção e seu auxílio no cuidado dos meus aliados. Assim, uma luz fluiu de mim deixando todo aquele chão iluminado pela consagração à deusa.

De onde eu estava, só ouvi e vi enormes pés de (mais) um guardião de rubi que espancou o Ed, que quase caiu aos meus pés. Kroll conseguiu entrar na sala, esbarrando, levemente, sua armadura contra o aço dos outros construtos. Apesar de bem ferido, Edward conseguiu ajustar a equipe para a batalha.

Por outro lado, Toshinori pareceu acordar de um transe lá no elevador ainda e queria trocar de lugar com Edward. Porém, ele não fez isso, mas abençoou Stefan – QUÊ?? – e me pediu para curar os feridos, principalmente o que já estava bem machucado.

Stefan pediu para que Ràthania fizesse uma ilusão e uma parede apareceu no lugar da porta, na frente de Edward. Mesmo já tendo feito, ela argumentou que não afetaria os construtos, porque eles não pensavam. Assim, a magia se desfez. Então, ele só se afastou, indo para o outro lado de Joseph, trocando de lugar com Toshinori. O paladino fechou os olhos, colocou uma de suas mãos no ombro de Edward e uma luz apareceu, curando alguns ferimentos em sua pele.

Joseph, além da música, começou a dançar também e, de repente, me senti mais forte, como se pudesse fazer qualquer coisa. Sentir que posso não é o mesmo que poder. Mas tentei de tudo. Tudo mesmo!

Ergui minhas mãos e as coloquei nas costas de Edward para curá-lo integralmente e vi todas as suas feridas se fecharem. Foi então que eu me lembrei de que, na minha bolsa, guardava uma bomba que não queria passar às mãos de Stefan, por ainda ter certo receio de ele nos atacar em vez dos inimigos. Não sei de onde surgiu essa ideia e a força para fazer isso, mas acendi e atirei a bomba para dentro da sala. Pelo menos, garanti qualquer dano aos inimigos, tentando não acertar no Kroll. Talvez, eu nunca mais faça algo parecido.

Bomba neles!

O estrondo foi forte, mas não abalou os construtos o tanto quanto eu esperava. Ouvi sons de passos e pancadas lá dentro. Provavelmente do guardião de rubi contra o Kroll. Mas ele não pareceu se abalar tanto, porque ouvi o brandir do machado do bárbaro e seus gritos de fúria. No entanto, ele achou melhor sair da sala. Ora vejam, se o bárbaro achou melhor sair… a gente não estava muito bem.

Enquanto isso, Edward, com seu escudo, bloqueou mais um golpe do construto de aço, pareceu fraquejar, mas permaneceu de pé. Gritou mais estratégias para a equipe e palavras de motivação. Foi o suficiente para que Toshinori entrasse na sala e, apesar de eu não conseguir ver o que ele fazia, ouvia o que devia ser seu bico de corvo batendo e amassando a lataria de algum dos inimigos.

Ficou bem claro o motivo para eu não querer que Stefan ficasse com as bombas no movimento seguinte dele. O STEFAN SABE SER BEM INSUPORTÁVEL. Ele sacou uma bomba que tinha guardado, acendeu e atirou. Sua destreza maravilhosa fez com que a bomba ricocheteasse no guardião de aço à porta e caísse bem entre o construto e Edward. Ou seja, fomos todos atingidos pelos estilhaços. Os inimigos e os aliados. Ou seríamos todos inimigos? Ninguém merece!

Felizmente, não nos ferimos gravemente. Apelei para aquele poder que fez com que minhas escamas me protegessem. Senti o impacto e respirei fundo, tentando não fulminar o inventor com os olhos. Ele fugiu quando viu o que fez. Pediu desculpas e foi em direção ao elevador. A namoradinha dele ainda comemorou por ele acertar um dos guardiões.

Enquanto isso, Joseph fez a arma do Kroll brilhar, o que fez abrir um sorriso macabro na cara do bárbaro, e ouvi mais barulhos do bico de corvo acertando os inimigos. Ignorando meu ódio, ergui meus braços novamente e fiz uma prece à minha deusa. Um vento acompanhado de luzes emanaram de mim, abençoando meus amigos. Me senti tão revigorada por poder fazer aquilo que tentei animá-los também com gritos de incentivo.

Apesar disso, eu sentia que não aguentaria invocar tantas magias em algum tempo, talvez, a deusa se cansasse um pouco de me atender, sei lá. Puxei da minha bolsa uma essência que me restauraria o vigor e as chances de sucesso.

Ainda bebia a essência quando vi, pelo canto do olho, o guardião de rubi e o de aço batendo no Edward. O de aço não foi bem-sucedido, felizmente, mas o outro machucou o nobre de verdade e ele caiu. Olhando para baixo, vi que ele sangrava consideravelmente. Ainda assim, ele gritou para que o paladino agisse.

Com certa dificuldade pelo espaço, Kroll entrou na sala mais uma vez e desceu seu machado brilhante sobre os guardiões de aço. Um deles, eu ouvi que caiu, mas o outro só apagou, mas ainda estava de pé. Pelo movimento e os barulhos dentro da sala, Toshinori também acertou bonito os construtos, porém, apanhou feio. Stefan voltou para o meu lado e atirou em algo lá dentro, quase me deixando surda outra vez, em menos de dois minutos.

Como sabia que os meninos estavam feridos, supliquei a Allihanna que nos socorresse com a cura dos ermos tão acima de nós. A magia fluiu de mim como uma luz dançante que tocou todos os meus aliados. E eu saí de onde estava, passando pelo Stefan e indo em direção ao elevador. Só ouvi o infeliz do guardião de rubi acertar Edward mais uma vez, mas, pelo menos, ele já não estava tão ferido.

Ouvia o brandir de armas, armaduras, escudos e aço batendo, sem saber exatamente o que acontecia. Ao meu lado, Stefan estava inquieto, ele queria começar a dançar. DOIDO. Dançando com suas armas, ele atirou contra o guardião de rubi que, pelo que entendi, tinha parado de funcionar com o golpe. Joseph imitou outra vez meus gestos, esfregou suas pequenas mãozinhas e curou Edward com magia.

Corri até o Kroll e o toquei. Alguns galhos e plantas pareceram surgir ao redor dele e sumiram em um brilho que o envolveu por completo e, apesar de ele errar um dos golpes, ele estava protegido. O golpe seguinte e a mordida feroz derrubaram o construto que restara. Ele sorriu para mim, dizendo que tinha derrubado o guardião de aço. Edward orientou Toshinori que bateu com seu bico de corvo na criatura.

Stefan, fazendo algo de útil, entrou na sala e, como se o próprio Nimb desviasse o tiro que ele ia errar, o inventor explodiu a cabeça do construto. Fez-se silêncio outra vez. K nos avisou que estávamos na oficina da Tallaka. Era hora de investigar.


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Épico e aquático – Um dia comum

A vida de aventureiro também tem situações cômicas, quando não se está lutando para se manter vivo, e a sereia druida, Helga Iris, pode provar isso no seu diário.


O Stefan sabe ser bem insuportável! Depois de toda aquela cena sem sentido de ele, Toshinori e Edward, simplesmente, passarem à outra sala e o inventor ficar gravemente ferido, com o silêncio do fim da batalha, me abaixei, toquei em sua testa (querendo bater na sua cara), fiz uma prece a Allihanna e o curei.

As feridas se fecharam uma a uma. Finalmente, ele se levantou e ajudou (pelo menos) a investigar a sala, junto com o restante de nós. O golem K ficou encantado porque Tallaka conseguiu fazer o construto de aço-rubi, apesar de eu não achar nada divertido.

Ele continuou falando sobre as invenções de sua mestra com Stefan e sobre uma chave que abriria o cofre de Tallaka no quarto andar. Isso interessou bastante a gente. K queria ajuda para saber o que aconteceu com a anã, ajuda de quem pudesse protegê-lo. E, bom, nós queríamos encontrar o que estava lá.

O Joseph estava com medo do golem ajudante, mas eu o mandei ficar quieto e o próprio K o colocou sobre os ombros. Conversamos sobre quem éramos e eu o convidei para ele ir conosco, inclusive para a cidade depois. Ele queria ficar mais um pouco no terceiro andar, mas adoraria ir conosco para o próximo andar, quando voltássemos e fôssemos também. Mais uma vez, Joseph soltou uma farpa dizendo que, da última vez que combinamos isso, esquecemos a Noah na mina.

Isso não foi verdade! Calúnia! Noah começou a rosnar para o Joseph e eu fiz carinho nela para acalmá-la e tranquilizá-la, dizendo que eu estava esperando por ela. O Joseph não estava totalmente errado, mas também não estava certo. Eu estava tonta naquele dia, depois de tanto problema e todo mundo, simplesmente, correu para o elevador para ir embora e nem me deixou falar sobre Noah.

A cena mais hilária do dia, que valeu o esforço de ter me preocupado, mais uma vez, com o louco, foi da Ràthania dando um tapa na cara de Stefan (que eu queria ter dado) e gritando com ele para nunca mais dar um susto como ele deu a ela. Acredita que ele teve a cara de pau de dizer que estava novo em folha e que aquilo não foi nada? Impressionante! Eu estava de longe só observando e assimilando toda a falta de noção do inventor.

Os olhos da Ràthania estavam cheios de lágrimas. Parecia muito real o que ela sentia, de verdade. Me assustei, mas senti que ela tinha sentimentos e se importava com Stefan. Apesar de tudo.

Decidimos, finalmente, voltar à superfície, deixando K para encontrá-lo no retorno. Eu precisava de um banho. Retornando à cidade, cada um foi resolver suas próprias questões e descansar. Depois do meu longo banho e de um almoço restaurador, fui até à Kanpeki. Ela estava ficando linda, diferente de antes, robusta, menos tamuraniana e mais a cara de Yuvalin.

Goro abriu um sorriso e começou a me mostrar tudo o que tinha de novo, como estava ficando, as diferenças e coisas novas para oferecer aos clientes. Ele me perguntou sobre como foi o dia e agradeceu a Lin-Wu por eu estar viva e inteira, apesar dos pesares. Ele me beijou e pediu para que eu permanecesse viva e inteira, dizendo que a reinauguração seria em dois dias. Eu disse que estaria lá pronta para, com muita alegria, dar um abraço bem apertado nele, mas que também comemoraria a sós com ele em casa.

Os olhos dele se esbugalharam e ele ficou vermelho, dizendo que mal esperava pela noite. Eu ri um pouco do desconserto dele com minha fala ao pé do seu ouvido. Pedi desculpas por atrapalhar sua concentração no trabalho e combinei de o encontrar mais tarde. Fiquei, ainda, algum tempo observando ele trabalhar, lindo como sempre!

Depois, saí para observar a cidade e procurar quem ainda precisava de ajuda depois da tempestade. Cheguei a um templo de Lena e vi que muitas pessoas padeciam com os efeitos da Tormenta. Os curativos precisavam ser trocados, usei também algumas escamas de peixe sobre as queimaduras de ácido, conversei com os doentes e tentei acalmá-los. Passei a tarde inteira ali apoiando as clérigas de Lena.

Fiz algumas compras que seriam essenciais para a próxima missão e fui para a casa do Goro, já ao anoitecer. Jantamos juntos e fiquei encantada com tudo o que ele me contou sobre a reconstrução da loja. Eu olhava para ele com ar de sonhadora, me esquecendo de todos os problemas e só me concentrando no quanto ele estava feliz.

Golens, trolls, ameaças… Quem se importa com isso quando pode se perder em uma noite de carinho? Mais uma vez, eu abri mão de dormir nos ermos para estar com meu namorado, cuidando dele e da Noah, como não havia imaginado que faria um dia. Apenas me lembrava de todo amor que minha mãe adotiva, Silena, dedicava a todos nós em casa.

Foi uma noite gloriosa. A manhã era doce como a primavera e era como se Thyatis tivesse dado a nós mais uma chance de ser feliz, apesar de toda a dor que a Tempestade Rubra nos causou. Goro estava feliz de poder voltar às obras da loja e eu estava feliz por ele. Me sentia renovada também para voltar ao trabalho. Sabia que seria difícil quando chegássemos ao quarto andar, talvez até mais do que os anteriores, mas estava disposta.

Depois do almoço, os Desafiantes nos encontramos novamente para voltar às Minas Heldret. Andando pela cidade, encontramos uma pessoa que nos parou para falar que estávamos carregando muito peso, por dentro e por fora, um discípulo de Mãos Vazias. Eu disse que estava ótima, apesar de ele achar que eu fosse uma clériga. Disse que minha aura se confundia um pouco.

Maridis, o Monge de Mãos Vazias

Ele tentou mostrar a Stefan que confiar em armas era furada. Mas como o inventor é exibido, ele fez questão de mostrar a arma. O tal discípulo, monge, ou sei lá o que era, simplesmente, pegou a arma do kliren e saiu correndo, fugindo da vista. Eu fiquei perdida sobre o que estava acontecendo, só vi Stefan e Kroll correndo atrás do ladrãozinho.

Edward puxou um baralho e chamou Toshinori para jogar na praça. Estávamos muito interessados, obviamente, no sucesso de Stefan caçando sua arma. Aproveitei também para arrumar algumas coisas na bolsa que joguei correndo dentro dela antes de sair de casa. Brinquei um pouco com a Noah, ensinei alguns truques a ela, tudo enquanto esperava os meninos retornarem, com ou sem arma do Stefan.

Alguns minutos depois, Kroll voltou sorrindo e Stefan, arfando, com a arma na mão. Eles conseguiram, então. “Prontos?” – eu perguntei. Continuamos nosso caminho. Começamos a descer naquele elevador, nos lembramos de encontrar o K no terceiro andar, e continuamos descendo, sentindo o silêncio das Minas nos amassar.

Chegando ao quarto andar, nos deparamos com um corredor dividido por um grande buraco no chão. Não sabíamos a profundidade, mas pudemos ver alguns ossos do outro lado e eu esperava que aquilo não fosse um prenúncio do que poderia acontecer com a gente ali.


Assista ao vídeo sobre essa parte da história no canal do Qual é a do RPG?https://youtu.be/6nAMKTAR8qc

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Épico e aquático – Corredor da morte

“Impossível dar errado”, disse Stefan, mas tudo pode ir por água abaixo na companhia dos Desafiantes de Yuvalin. Confira mais um capítulo do diário da sereia druida, Helga Iris, tentando fazer com que seus aliados continuem, ao menos, vivos.


O Stefan viu algo dentro daquela sala, mas a explicação dele não fez o menor sentido. Só a Ràthania parecia estar extremamente empolgada com o que quer que tivesse lá dentro. Apesar de não ser convincente, ele disse que confiava na namorada.

Eles falavam sobre um golem completamente de aço-rubi. Isso parecia divertido. “Impossível dar errado”, disse Stefan. Imediatamente, pedi que Ràthania avançasse junto com Stefan para chegar perto do tal golem. Ela puxou ele pelo braço, mas os meninos decidiram que o Kroll deveria ir à frente e nos posicionamos estrategicamente.

Antes de a equipe avançar, fiz uma prece a Allihanna e me abaixei, tocando o chão. Um fluxo de energia e luz emanou de mim e toda aquela área foi consagrada à minha deusa. Assim, sempre que usasse magia para curar meus aliados, o poder de Allihanna seria total e eles seriam contemplados com um toque de vida.

Eu não via o que se passava na sala, apenas ouvia. Joseph estava ao meu lado e Stefan à minha frente. De onde eu estava, via enfileirados Edward, Toshinori e Kroll. O nobre foi o primeiro a avançar. Naquele instante, ouvimos barulhos ensurdecedores. O construto deveria ter se ativado com a entrada do Edward na sala.

Eu confiei na ação de Edward, que ele faria um trabalho liderando o combate. Só ouvia os sons desse combate. A criatura batendo e os meninos apanhando e eles também tentando bater.

Apesar de não conseguir ver Edward e Toshinori muito bem, ouvi quando o construto atingiu Edward e que ele não conseguiria se defender com o escudo. Ergui minhas mãos e uma energia mística saiu delas em direção ao Ed, imediatamente, formando um escudo místico sobre ele no momento que o inimigo despejava sobre ele o segundo ataque. Mesmo assim, percebi que ele caiu ferido no chão.

De uma forma muito inteligente para o nosso bárbaro, Kroll puxou Edward da frente dos golens para o meu lado. O nobre estava bem ferido, sangrando, deitado. Fiz uma prece a Allihanna e a magia fluiu de mim para ele quando toquei com as minhas mãos na sua testa. Ele respirou profundamente e, apesar de continuar deitado e sangrando, vi algumas das suas feridas se fecharem.

Joseph deve ter visto a gravidade da situação, pois sua melodia ao alaúde élfico se tornou urgente e decidida. Enquanto ele tocava, percebi que, não apenas eu, mas todos nós nos sentíamos mais fortes e mais capazes.

Toshinori se muniu de tudo o que ele podia e atacou com seu bico de corvo. Ouvi um barulho forte do encontrão da arma com o aço-rubi. Ele deu um passo para trás e chegou mais para perto de todos nós, pedindo que eu tentasse ao máximo proteger a todos na equipe, principalmente aqueles que estivessem no combate.

O doido do Stefan correu para dentro da sala, mas voltou, felizmente, ileso. Difícil defender esse cara com ele fazendo tanta loucura. Não percebi se ele fez algo lá, só sei que foi rápido. Eu estava preocupada com Edward que cuspiu sangue do meu lado e tentou se levantar com certa dificuldade. Ainda assim, ele conseguiu gritar algumas ordens para o restante dos combatentes da equipe.

De repente, aquele bichão apareceu no final do corredor e eu vi o tamanho do golem. O paladino tentou bater com sua arma, mas apenas ouvimos um clangor estridente, não pareceu ter efeito algum sobre a criatura.

Golem de aço-rubi

Toquei nas costas de Toshinori e conjurei um escudo daquele, como uma aura de luz que o envolveu. Queria que ele tivesse um pouco mais de proteção por ficar bem na frente de batalha. Eu estava me sentindo mais próxima da minha deusa e apenas saí de perto de onde a luta seria mais quente, pra que eu conseguisse dar o suporte necessário à equipe.

Acho que o Joseph pensou igual, porque veio para o meu lado. Ainda preciso perguntar a ele sobre ele ter sempre as mesmas ideias que eu, sendo que a gente nem tem uma ligação assim tão forte.

Dessa vez, ouvi um barulhão com Toshinori batendo e derrubando o construto no chão. O que me distraiu desse golpe foi a Ràthania reclamando com o namorado que o inventor deu uma poção ao paladino. Ele respondeu que ele daria algo especial a ela mais tarde. Como o Stefan sabe ser bem insuportável!

Kroll trocou de lugar com Stefan, tentou bater e morder, mas não conseguiu. Acho que o Toshinori estava impressionado com o fato de Stefan ter ajudado e acabou atrapalhando o bárbaro a fazer o que ele sabe fazer de melhor.

Edward tentava ajudar como podia, liderando o combate com ordens bem sincronizadas com os movimentos dos combatentes. Porém, enquanto isso, a criatura também continuava atacando e bateu no paladino, que se feriu consideravelmente. Ele caiu de joelhos, as garras do construto puxaram ele e rasgaram sua armadura e sua pele. Seus gritos cessaram quando Toshinori caiu no chão, sem movimentos.

Juntei minhas mãos em uma oração fervorosa, as levantei e algo como um vento leve soprou ao meu redor, levando a luz da magia até cada um dos meus aliados. Todos eles foram envolvidos por essa luz e vi algumas feridas se fechando, Toshinori se levantando e até Edward ganhar mais cor.

O bardo, além de ser tocado pela minha magia, fez seus gestos arcanos para continuar curando os feridos na sala. Toshinori atravessou a criatura com seu bico de corvo e derrubou o golem.

Depois de Toshinori vir para mais perto de nós no final da sala, pedindo para que Edward trocasse de lugar com ele, Stefan sacou uma bomba e aquele barulho ensurdecedor me distraiu do que quer que tenha acontecido nos segundos seguintes.

Tudo o que eu sei é que aquele construto parou de funcionar, destruído, e que havia mais alguma criatura. Edward, revigorado, avançou em direção àquela criatura que rugia e que batia e rasgava.

Saí de onde estava e repeti aquele movimento, que foi seguido daquele vento vindo de lugar nenhum e levando luz de raios divinos para curar meus aliados. Joseph seguiu mais para frente também e começou a cantar e tocar, o que paralisou a criatura. Percebi que era um troll (MAIS UM TROLL NESSA MINA) e ele estava completamente fascinado pelo bardo tocando.

Não sei qual foi o objetivo, mas Toshinori, simplesmente, passou pelo troll e foi pra outra sala. O pior é que o Stefan resolveu fazer a mesma coisa. Mas eu fiquei impressionada por ter sido o paladino quem teve a ideia.

Kroll parecia só estar de saco cheio de toda aquela batalha, porque ele continuava lutando com ainda mais ferocidade. Mesmo de onde eu estava, não conseguia ver nada além do Kroll, apenas ouvia os golpes, defesas com escudo e gritos.

Kroll, brilhando em batalha

O que quer que tenha acontecido no corredor lá em cima, foi uma gritaria danada, parecia que Edward e Stefan não se entendiam (para variar um pouco). O troll veio correndo para cima de mim, passando por todos no caminho, como se fosse uma nuvem e não uma criatura enorme. Eu fiz o mesmo movimento dele, mas para o lado contrário, ocupando o lugar onde ela estava. Fiquei do lado do construto destruído. Do outro lado, estava Stefan estirado no chão e Ràthania gritando e chorando perto dele.

Uma luz muito forte, conjurada por Joseph, brilhou na sala de onde eu saí. Mas não parece ter surtido qualquer efeito. Foi quando Toshinori veio com uma cara de poucos amigos da outra sala para ficar no lugar de Joseph, que fugiu correndo quando a magia deu errado.

Finalmente, Kroll finalizou o serviço. Suas feições ficaram até mais leves, se é que isso é possível. A luta acabou.

Silêncio.


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Até breve!

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Épico e aquático – MASMORRA

Quase sem forças, os Desafiantes de Yuvalin se viram mais uma vez diante de uma batalha. O que será que vem pela frente?


Tentei me esgueirar por algum dos lados, ou entrar na sala ou passar pelo golem no corredor, mas totalmente sem sucesso. Não tinha como sair dali. Mas eles sim, continuaram avançando.

Ouvia sons de armas, baques ocos e gritos no corredor. Ver, eu via bem pouco. Meu foco estava em não morrer pelas mãos dos construtos que me encurralaram. Os meninos gritavam para que eu ajudasse mais, mas eu simplesmente não conseguia. Era como se minha conexão divina estivesse abalada, porque eu tinha pouquíssima força para continuar.

Kroll já levantou na minha frente diferente de como estava quando eu o curei. Ele estava com os olhos vermelhos e já desceu o machado de adamante sobre o golem que estava à nossa frente. Ele também mordeu aquele monstro com fúria, deixando-o bem machucado.

Consegui ver por um canto de olho que Toshinori ia apanhar de um daqueles guardiões de aço e, instintivamente, joguei um dos meus braços para o lado onde ele estava e, tentando restabelecer minha conexão com Allihanna, um escudo protetor cobriu o paladino. Naquele momento, percebi que a deusa não havia me abandonado e fiz mais preces por todos nós ali.

Uma luz emanou de mim naquela masMORRA (literalmente) tocando cada um dos meus companheiros. Todos respiramos um ar mais natural, mais limpo, como se estivéssemos próximos a uma floresta, apesar de presos em uma caverna. Ferimentos se fecharam e o vigor retornou ao braço de todos.

Até o Joseph que estava caído levantou. Stefan tentou atirar no golem ao meu lado, mas sem sucesso. Pelo menos, não acertou nem o bardo e nem eu. Joseph já levantou inspirado e nos inspirando com suas músicas e danças. Não sei exatamente como isso pode ajudar tanto, de onde vem essa magia, mas ajuda. Então, tudo bem.

Mas não estávamos tão bem assim. Os meninos estavam apanhando, era o que eu conseguia ouvir de onde eu estava. Vi um bico de corvo surgir ao meu lado, acertando e derrubando o construto bem na minha frente. Mas não durou muito tempo no chão. Ao levantar, ele já se virou contra mim e me bateu.

Bateu com força. Mais uma vez, fiz da minha pele como pedra e o machucado que o construto causou foi mais uma dorzinha de cabeça. Do contrário, eu teria sofrido bastante e poderia ser o começo do fim ali.

Do outro lado, Kroll destruiu a criatura. Foi um susto porque ainda estava me estabilizando. E, antes que eu pudesse voltar ao normal, o bárbaro também estraçalhou o que bateu em mim. Apesar de tanto tempo com esse grupo, algumas coisas ainda me surpreendem bastante.

Com o Kroll avançando para onde o recém-destruído estava, não vi mais nada. Então, só me sobrou ouvir a briga, golpes e tiros. Além disso, decidi continuar onde estava para me manter protegida por Kroll. Em troca, curei a equipe com um pouquinho de forças que ainda me restavam.

Senti que conseguia respirar um pouco melhor logo depois de ver uma luz azul vindo da direção de Toshinori. Espero que os demais também tenham tido oportunidade de sentir isso antes de sucumbirem.

Ouvi muito barulho de metal batendo, mas não pude ver. Acredito que o paladino, o bárbaro e o nobre estavam aniquilando as criaturas. Enquanto isso, de soslaio, vi o inventor no chão outra vez. Quando não é uma coisa, é outra. O Stefan sabe ser bem insuportável.

Corri até ele para tentar curá-lo. Com aquele sentimento de isso-vai-ter-volta, que eu não queria ter, já que ele estava começando a ser mais útil na brincadeira, me abaixei ao seu lado e coloquei minhas mãos sobre a sua testa. Tentei focar no que era importante e que não deixaria ninguém para trás, porque só assim, e não com sentimento de pesar, poderia curá-lo decentemente. Então, assim aconteceu.

Reparei que, do outro lado da sala, o bardo já começava a imitar meus movimentos e a fazer outros, o que significava que ele estava copiando a magia que fluía de mim pelo meu contato com Allihanna. Ainda estou tentando entender como isso funciona. Qualquer dia, preciso me lembrar de perguntar isso a ele. A luz que emanou dele tocou Toshinori, que já bateu no construto com seu bico de corvo.

Stefan abriu os olhos, olhou para mim e para o golem na frente dele. Levantou, mirou e atirou na cabeça da criatura. O último construto caiu, com aquele estrondo do tiro. Útil. O inventor foi útil. Minha cura nele teve retorno. Ótimo.

Eu estava exausta, mas aproveitei o pouco que ainda me restava de contato com Allihanna ali naquele lugar esquecido pelos deuses para curar todos da equipe.

K não conhecia aquela parte das minhas e se questionava (em voz alta) o porquê de Tallaka o ter abandonado ali e o que, de fato, teria acontecido nesse tempo em que ele dormiu lá naquela salinha onde o encontramos.

Os meninos sugeriram descansar. Finalmente! Eu concordava. Mais que isso, eu precisava. Estávamos apenas investigando para saber onde deveria ser mais seguro armar acampamento.

Stefan chamou Joseph para um particular. Todos nós outros nos entreolhamos e eu decidi ir atrás. Não demorou muito, mas pode ser sempre um perigo, já que o inventor tem uma predileção por atirar no bardo.

Rapidamente, nos ajeitamos para dormir. Encontrei um lugar aparentemente seguro e todos nós descansamos. Não era nada confortável estar tantos e tantos metros abaixo da relva, mas foi o suficiente para continuarmos.

Após um breve desjejum, decidimos continuar nossa jornada pelas Minas Heldret. Stephan indicou o caminho e verificou se tinha alguma armadilha à frente. Com tudo tranquilo, Edward abriu a porta e pude ver, por baixo dos braços dele, que as luzes da sala se acenderam. Toshinori avançou para dentro e, imediatamente, outra porta começou a se fechar no lugar da que Edward abriu. Os meninos correram para dentro da sala, mas não deu tempo para que eu e o nobre entrássemos.

O nobre tentou encontrar uma abertura ou gritar, como ele gosta bastante de fazer, mas não funcionou. Alguns bons minutos passaram e eu sentei no chão e fiquei fazendo carinho em Noah e conversando sobre a vida. Ela estava um pouco diferente, mas, como eu estava preocupada com os meninos, não consegui reparar o que estava diferente nela. A druidisse dava lugar à liderança.

De repente, a porta começou a fazer barulho novamente e a subir, abrindo-se bem à nossa frente. Mas, depois que quase todos saíram, Toshinori, simplesmente, fechou a porta e ficou lá dentro por alguns instantes. Sei lá o que aconteceu com esse povo dentro da tal sala.

Ele saiu com os olhos negros e rindo de um modo meio macabro. Eu tive medo de perguntar. Tudo o que eu vi da sala foram desenhos de um sol e uma estrela, símbolos de Azgher (o Deus Sol) e Tenebra (a Deusa da Noite).

Símbolo de Tenebra, Deusa da Noite

O paladino encontrou um baú e o abriu. Ele estava cheio de itens interessantes. Muito interessantes. Eram joias e poções diferentes. Aquilo daria bastante dinheiro para nós. Nada mal.

Encontramos, então, mais uma porta do outro lado e eu perguntei se todos iríamos avançar. Também verifiquei se todos tinham saúde o suficiente antes de avançarmos. Stefan perguntou se podia abrir a porta e nos posicionamos. Ele avançou e investigou cada metro do corredor antes de dar um passo. O que poderia dar errado?


Assista ao vídeo sobre essa parte da história no canal do Qual é a do RPG?https://youtu.be/_cqjsy_IleE?si=N8sKpQvNQhcxyHe_

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Até breve!

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Épico e aquático – Construtos e mais construtos

O terceiro andar das Minas Heldret esconde algo importante porque perigos não faltam. Confira mais um capítulo do diário da sereia druida, Helga Iris.


Mas o gênio não soube explicar direito. Só disse que algum armeiro muito bom deve ter feito experiências com partes de trolls e aço rubi. Bom, isso parecia meio óbvio, mas ok.

Os meninos queriam arrancar as partes dos trolls mortos (o metal, claro, mas também a carne – não pergunte) e continuamos investigando as salas. Stefan encontrou alguns papéis escritos em língua anã e pôs-se a ler. Foi, então, que entendemos que as folhas eram um diário de uma anã sobre seus experimentos entre seres vivos e objetos forjados de aço rubi.

Resolvi investigar também para saber se havia alguma ameaça. Fiz uma prece a Allihanna e uma grande paz me invadiu. Entendi que nada realmente ameaçaria o grupo ali. Então, mais aliviada, usei magia para curar os meninos feridos. Minha conexão com a deusa estava forte e senti a energia fluindo de mim para Toshinori e Kroll apenas com um toque de minhas mãos.

Depois de estudar um pouco os trolls, Stefan analisou, sorrindo, o colar com o símbolo sagrado de Valkaria, soltando um “talvez”. Notei que, não apenas eu, mas o grupo inteiro esboçou uma expressão de alívio nos rostos. Seria um vislumbre de mudança no inventor para que, finalmente, ele abandonasse sua devoção ao Deus do Caos? Que Valkaria o conduza!

Isso nos deixou mais animados, apesar da luta que travamos momentos antes. Voltamos ao corredor de entrada do andar e retomamos nossa exploração do terceiro andar. Como a porta da esquerda ainda estava fechada, avançamos pelo lado direito.

Com uma nova prece a Allihanna, solfejando palavras de louvor e súplica, tentei detectar alguma ameaça do outro lado da porta. PAZ. Edward abriu-a e entramos. As luzes que, do lado de fora, eram azuis, ali eram vermelhas. Outras folhas do diário da anã estavam sobre a escrivaninha. Havia também um baú e uma mesa de construção, com metais e engrenagens.

Toshinori abriu o baú e encontramos alguns tibares de ouro lá dentro. O paladino olhou para Edward e perguntou se era assim que o nobre se sentia todo dia. Ele respondeu que o que achamos daria para pagar o café da manhã. (ES)Nob-r-es!

Stefan avistou uma porta cuja fechadura se parecia com a chave que ele havia encontrado recentemente, bem diferente. Ela tinha uma pirâmide na ponta e o buraco da fechadura se encaixava perfeitamente. Assim, ouvimos a porta se abrindo e, do outro lado, um construto de metal, que se ativou imediatamente.

Ouvimos o construto gritar pedindo para falar com Tallaka. Toshinori tentou interceder em nosso favor, dizendo que estávamos ali em paz. Por outro lado, aquele que estava bem na porta porque a abriu estava cantando que era um amendobobo. Independentemente do que aquilo significasse na mente do louco, eu sabia que Stefan estava, mais uma vez, confuso e que precisava de ajuda para voltar ao normal. Logo quando a gente tinha que agir em paz com o construto.

O Stefan sabe ser bem insuportável.

Supliquei para que o Kroll saísse da frente para que eu conseguisse ao menos tocar o inventor para tirá-lo desse transe. Edward e Toshinori estavam negociando com o construto. Ele, chamado de K, estava fazendo várias perguntas sobre o que tinha acontecido, sobre a guerra dos anões, em que ano estávamos. Edward entregou o diário que encontramos para o golem.

K, o golem

Enquanto isso, puxado pela camisa para o meu lado, eu coloquei minhas mãos sobre a cabeça do inventor, ainda cantando e balbuciando frases incompreensíveis. Seus olhos se desanuviaram quando eu impus-lhe as mãos. Ele piscou algumas vezes e entrou na conversa com o golem.

Diante de tantas perguntas de K, eu disse que estávamos ali para investigar as minas e encontrar um artefato. Também disse que nós poderíamos ajudá-lo e que, se ele quisesse, também nos ajudaria, já que ele conhecia melhor as minas melhor que nós. Ele aceitou e nós tínhamos um aliado dali para frente, pelo menos nas Minas Heldret.

Tallaka era a anã inventora, auxiliada por K. Ele deixou escapar que ela usava um artefato diferente para moldar o aço rubi e fazer os experimentos. Bom, era isso que procurávamos e por causa disso que estávamos explorando a caverna. Ele só não sabia que havia algo do outro lado do corredor, como se só tivesse sido construído depois de ele ser desativado. O que era estranho.

Edward tentou abrir a tal porta do lado esquerdo do corredor de entrada do andar, mas havia uma resistência. E ele e Stefan perceberam que algo pesado estava travando a porta. Assim, convocamos o mais forte do grupo, no caso o crocodilo, para que ele abrisse a porta.

De onde eu estava, não conseguia ver o que tinha lá dentro, só ouvi barulhos e uma leve iluminação vermelha. Os sons não eram amigáveis. Algo se ativou lá dentro. Quando vi Stefan sacando e acendendo uma bomba, entendi que a coisa estava ficando feia. Pelo menos, ele estava atirando contra o que deveria ser um inimigo e não contra os amigos.

O barulho foi ensurdecedor, mas, diferentemente do segundo andar, nada caiu sobre as nossas cabeças com o estrondo da bomba. O que quer que fosse nosso inimigo, atacou quem estava mais próximo, o bárbaro, que só ficou atordoado com a surpresa do ataque e apanhou bastante. Eu precisava curá-lo. Então, avancei para o lado Kroll e fiz uma prece a Allihanna. Magia fluiu de mim para curá-lo, mas não adiantou muito.

Só tive tempo de alertar o grupo sobre 3 golens de aço rubi que eu consegui ver na sala e uma das criaturas já bateu no Kroll. Joseph começou a tocar e cantar para, com sua magia, nos ajudar naquele momento. Foi então que uma das criaturas avançou e pisou em cima do Kroll e, simplesmente, tentou me bater. Desviei de um golpe mas o outro ia me atingir, quando enrijeci meu corpo e como que uma capa protetora surgiu sobre a minha pele. Ele até me acertou, mas só deixou um leve arranhão.

Toshinori pediu que todos saíssem do caminho naquele corredor para que ele pudesse ir para cima dos golens. Edward também gritou para que fizéssemos isso, só assim o paladino poderia fazer o que ele faz de melhor.

Stefan acendeu outra bomba e jogou dentro da sala. Só consegui ver um dos construtos, de fato, sofrendo, mas, ainda assim, ele avançou pelo corredor, como se eu não estivesse no caminho. Mas ele não bateu em mim, e sim, no bardo. Foi uma grande pancada e ele caiu.

Apesar de Kroll estar respirando e não estar sangrando, ainda estava caído e machucado. Outro golem avançou, mas Edward tentou bloquear com seu escudo, mas, ainda assim, se feriu um pouco.

Vi, então, que não eram 3, eram 4 construtos. Além disso, as forças já se esvaíam de nós, o que sentimos quando nem todos podiam mais usar magia. Estávamos com sérios problemas.


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Até breve!

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Épico e aquático – 3 grandes problemas vermelhos

Os Desafiantes estão diante de uma nova ameaça e vão ter trabalho pela frente. Confira esse novo capítulo do diário da Helga.


Trolls vermelhos com enxertos de aço rubi. Era tudo o que a gente precisava, claro! 3 grandes problemas vermelhos.

Joseph já começou a tocar seu alaúde élfico e uma sensação positiva tomou conta do ambiente, apesar do que estávamos prestes a enfrentar. Stefan já se antecipou e, finalmente, fez algo útil: atirou em um dos trolls, o que estava ao nosso lado.

Mas os que estavam próximos ao Toshinori e ao Edward já começaram a bater e a tentar dilacerar os meninos. Além disso, começaram a avançar sobre o restante de nós.

O nobre Edward estava bem machucado. Cambaleando, ele gritou para que batêssemos em retirada e veio para perto de onde eu estava, ao lado da porta da sala. O bárbaro obedeceu imediatamente: agarrou o bardo e saiu correndo com ele pelo corredor para longe da sala.

Com sua cabeça quente, Toshinori já derrubou um dos trolls e esbravejou contra ele também. Ele saiu correndo também pelo corredor e ativou sua aura azul e já consegui sentir um pouco mais de energia para resistir ao que viria pela frente.

Foi só o tempo de o paladino passar e o troll ao nosso lado acertou Edward e Stefan e o nobre caiu. Imediatamente fiz uma prece a Allihanna e senti a magia de cura fluir de mim  em direção ao Edward. Quando tive certeza de que foi suficiente, saí correndo também para onde estava o resto do grupo.

Só ouvi mais um tiro do Stefan atrás enquanto corria. Quando cheguei ao lado de Joseph, ele tinha conjurado suas magias para deixar a arma do Kroll brilhando. DO JEITO QUE ELE GOSTA.

Stefan também correu para o meu lado e a briga entre os trolls e Toshinori, no meio do corredor, e Edward era bem audível. Me virei no instante que ouvi um ataque e vi que Ed seria golpeado. Levantei as mãos e lancei sobre ele uma espécie de escudo mágico, como um toque divino de Allihanna.

Vi que Joseph fez a mesma coisa quando ele viu que o troll ia tentar com o outro braço um ataque em Edward. O bardo está aprendendo a copiar as magias que eu faço. Isso pode ajudar bastante a gente, como ajudou naquele momento com Ed, que não tomou nenhum dano dos golpes do troll. Depois disso, o nobre também veio correndo para o meu lado na outra sala, do outro lado do corredor.

O bárbaro não se aguentou, claro, e correu novamente pelo corredor para tentar atingir o troll com seu machado de guerra. Ele conseguiu, aparentemente. Só ouvi os sons de cortes, Dia de Megalokk.

Foi o suficiente para que Toshinori só desse o golpe final com seu bico de corvo. Não vi muita coisa, obviamente, porque eram os três mais altos e fortes do grupo que estavam no corredor na minha frente. Só ouvia os gritos de ordens do paladino, os barulhos de batalha e armas brandindo.

No desespero, eu tentei consagrar a área onde estávamos para que a magia de cura fosse mais efetiva. O que eu não contava era que nós ainda estávamos sobre o símbolo de Khalmyr, logo atrás, na sala onde tínhamos cumprido o desafio. Foi uma medida desesperada e impensada. Não deu certo e a iluminação da magia não durou nem 10 segundos e se enfraqueceu até apagar.

Daí eu tomei um susto com o Stefan ao meu lado, simplesmente, atirando com sua arma na direção do troll que estava do outro lado do corredor. Olhei bem atravessada para ele, com cara de quem estava meio surda pelo barulho e não gostou nada disso. O Stefan sabe ser bem insuportável. Mas eu fiquei aliviada quando olhei para o Joseph e não tinha sido ele o alvo.

Joseph completou a fileira que fizemos da sala de Heredrimm pelo corredor até a entrada da outra sala. Acho que ele conjurou alguma magia sobre o Kroll. Mas o bárbaro apanhou e caiu com um estrondo. Edward ao meu lado bradava ordens de combate aos meninos e nos incentivava a continuar. Com uma luz azul, acredito que o Kroll tenha sido estabilizado pelo Toshinori, que continuava batendo na criatura.

O troll sobressalente estava resistindo e eu ouvi mais gritos. O paladino caiu e eu precisei escolher quem curar primeiro. Precisei conjurar a magia de cura e com devoção redobrada a fim de alcançar o Kroll que estava a quase 5 metros de distância de mim.

Não consegui curar Toshinori, mas percebi que Joseph me observava. Ele recitou palavras arcanas e a mesma luz que emanou de mim até o Kroll, também saiu de Joseph até o paladino. Stefan atirou mais uma vez, mas acho que ele não acertou.

Foi quando, de repente, o troll veio em nossa direção pelo corredor, como se não tivesse ninguém no caminho. A criatura entrou na sala com o símbolo de Khalmyr e tentou bater em mim e no Edward, mas ela não me acertou e houve tempo para que eu protegesse, ainda, o nobre com um escudo divino, como antes.

Nesse momento, eu não via mais nada, apenas ouvia gritos e sons de armas. Os meninos estavam de pé e nos defendendo. No entanto, no meio de todos os gritos, consegui discernir o som do bárbaro descendo seu machado sobre uma criatura que não sobreviveu ao golpe.

Fiz mais uma prece a Allihanna e abençoei os desafiantes de Yuvalin que, imediatamente, foram tocados por aquela luz que saiu das minhas mãos. Minha esperança era que meus amigos se sentissem mais fortes e capazes. Acho que consegui porque Stefan acertou uma bala no troll e Joseph deixou a criatura fascinada por ele, perdendo momentaneamente suas feições e ações hostis.

Foi quando eu reparei que a ferida que o Stefan tinha acabado de fazer na criatura simplesmente se fechou. Era só o que faltava.

Joseph queria que todos se preparassem para atacar, se recuperando enquanto a criatura estava fascinada, no entanto, Kroll estava um pouco furioso por toda aquela luta não ter acabado ainda. Ele veio correndo e desferiu golpes e mordidas. O paladino aproveitou a oportunidade para enfiar o bico de corvo no inimigo. Parecia uma coreografia entre os dois e eles, juntos, eliminaram o último troll.

Com o fim do combate, ficamos um tempo olhando para tudo em silêncio para tentar entender que tipo de criaturas eram aquelas e o que tinha acabado de acontecer. Todos os olhos se voltaram para Stefan. Ele seria muito mais insuportável se começasse a explicar, com certeza, e eu já me preparei para ouvir.


Assista ao vídeo sobre essa parte da história no canal do Qual é a do RPG?https://youtu.be/ZGGGhkr38yM?si=CCD7he3nl66t-T2C

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Épico e aquático – Nada pode estragar meu dia

Depois de tanta emoção envolvida no dia da Helga, é hora de continuar a missão. Confira como se saem os Desafiantes de Yuvalin depois que a vida começa a voltar ao normal.


Eu estava nas nuvens. Acordar naquela manhã foi belo ao lado do Goro. Allihanna me abençoou de uma forma que eu não imaginava ser possível. Mas acordar depois daquela noite também me deixou um pouco feroz. Sim, eu queria mais. E Goro não me negou isso.

Mas precisávamos ir para as nossas atividades. Então, tomamos juntos um breve café da manhã na casa do Goro e saímos: ele para a reconstrução da Kanpeki e eu para o Parque Normandia, onde encontraria a equipe.

Com os Desafiantes, passamos pelos estábulos, que foram pouquíssimo afetados pela tempestade, e nos encaminhamos para as Minas Heldret. Entramos no elevador, puxamos a alavanca e começamos a descer. À medida que descia, aquela sensação de claustrofobia aumentava e eu precisava me manter focada na missão e em Allihanna, para não enlouquecer.

Percebi que algumas pedras estavam meio desalinhadas e o elevador deu uma arranhada. Deveria ser o segundo andar que explodiu. E, então, chegamos ao terceiro andar, recebidos por um brilho azulado nas paredes. O chão era ladrilhado e bem acabado, diferentemente dos demais andares por onde passamos. As luzes azuis eram produzidas por cristais.

Bem à nossa frente tinha uma porta. Stefan tomou a dianteira e começou a analisar a porta. Me aproximei e notei uma porta aberta do lado direito. E havia um corredor do outro lado. Eu estava logo atrás do Stefan quando decidimos que ele deveria abrir a porta de pedra à frente. Imediatamente, vimos um construto, que despertou e assumiu posição de luta, se aproximando de nós. Minha noite foi boa demais para eu ficar mal com isso, nada me abalaria hoje.

Construto encontrado no terceiro andar

Saí da direção do construto o mais rápido possível porque, sabe como é, luta não é o meu forte. Então, ele atacou o primeiro que viu: Edward. Naquele momento, eu olhei para o lado e vi os olhos do Stefan começarem a ficar daquele jeito que é um prenúncio de algo bem ruim.

Mas agora não! Nada podia estragar meu dia hoje! Apesar de todo o caos que foi a Tempestade Rubra em Yuvalin, Allihanna me abençoou, talvez, pelo trabalho que fizemos em favor do povo, e eu consegui curar Stefan. Coloquei minhas mãos sobre ele e ele saiu daquele estado de maluco.

Kroll parecia estar feliz. Megalokk estava no comando. Ele acertou o autômato o suficiente para que já começasse a sair alguns raios elétricos. Stefan atirou, mas a bala só ricocheteou. Pelo menos estava lutando contra o alvo certo.

Joseph tocou alguns acordes com seu alaúde élfico e deu para notar que ficamos bem mais concentrados e inspirados. Ficou claro quando Toshinori derrubou o construto e enfiou o bico de corvo diretamente no núcleo dos circuitos. Tínhamos certeza de que o autômato não se mexeria mais.

O inventor, obviamente, se abaixou e começou a analisar detalhadamente o construto. Ele teria sido ativado quando a porta abriu. Toshinori sugeriu, então, que algo interessante não estaria mais protegido agora.

Foi quando eu olhei mais atentamente para Edward e reparei que ele estava fraco e ferido. Evoquei uma canção de cura, afinal, aquele dia estava pedindo mais canções, e o toque mágico que saiu das minhas mãos sobre suas costas cobriu suas feridas e curou-as imediatamente. Notei também que Joseph estava observando e que repetiu o gesto com as mãos sobre Edward, restaurando-lhe o que faltava de fôlego. Ele agradeceu.

O mais perto de um agradecimento que recebi do Stefan por tê-lo tirado de seu transe foi ele dizer que gostou do toque diferente que recebeu das minhas mãos. Limitei-me a responder que era um segredo meu e que a noite tinha sido boa.

Antes de seguirmos em frente, Stefan seguiu rapidamente pelo corredor da esquerda para analisar outra porta que havia lá. Mas Toshinori insistiu em seguir por onde estava o autômato. Então, Edward e Toshinori entraram primeiro, porque, segundo eles, caso acontecesse algo, nós não estaríamos todos apertados em um corredor estreito.

Antes de abrir a porta no final do corredor, Ed tentou ler o que estava escrito nela, mas Stefan (o que sabe ser bem insuportável), leu primeiro: Heredrimm. Na língua dos anões, aquele que foi o líder do Panteão, o Deus da Justiça, Khalmyr.

Eu estava muito longe, praticamente de volta ao elevador, então não via quase nada. Só ouvi um barulho como se algo estivesse se fechando e Edward gritou para que entrássemos logo. Conseguimos entrar a tempo apenas 4: Ed, Joseph, Stefan e eu. E uma placa, como se fosse uma outra porta, se fechou atrás de nós. No chão, havia desenhado uma grande balança, símbolo de Khalmyr.

Símbolo de Khalmyr

Do outro lado, havia uma porta trancada, mas sem fechadura. Todos começamos a investigar como sair dali, analisar o que tinha acontecido. Era como se a porta que se fechou tivesse nos dado uma chance para algo. O piso também tinha algo de diferente, alguns afundavam quando passávamos.

O inventor matou a charada e nos orientou a cada um se posicionar em uma ponta do desenho, com dois de cada lado da sala. Imediatamente, a porta começou a se abrir novamente.

E, então, veio o discurso de explicação do grande gênio, nos orientando a fazer uma fila e andarmos em linha reta até a outra porta que se destravou quando nos posicionamos. Mas não aconteceu como o inventor previu e nada se fechou atrás de nós quando Toshinori e Kroll entraram na sala.

Edward abriu a porta do outro lado da sala. Virou-se para nós e avisou sobre corpos de trolls que estavam lá presos. Se eram corpos, poderíamos avançar. Mas, antes que eu entrasse na sala, olhando apenas através da porta, vi que o troll vermelho próximo a Toshinori, simplesmente, abriu os olhos.


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Épico e aquático – Honra e paixão

Muita emoção toma conta do dia de homenagens aos cidadãos de Yuvalin após a passagem da Tempestade Rubra. Confira mais um capítulo do diário de Helga Iris, a sereia Druida.


Respirei fundo e comecei:

Povo de Yuvalin, vocês que me receberam tão bem, vocês que nos receberam tão bem aqui, somos um povo diverso nessa cidade. Somos várias raças, fazemos coisas diferentes, trabalhamos em coisas diferentes.

Mas algo nos une: a vontade de permanecer aqui, a vontade de agirmos uns pelos outros. Isso não mudou!

Hoje, estamos tristes. Hoje, nós estamos arrasados diante de tudo o que aconteceu. Mas nós precisamos olhar para frente! Nós precisamos nos lembrar destes que foram, com carinho, com amor, com respeito.

Nós precisamos olhar para frente! Olhar para o horizonte e ver que há mais, há mais para acontecer, há mais para celebrarmos, há mais coisas para vivermos. E viver em homenagem a estes que foram.

Vamos celebrar a vida em homenagem a estes que nos deixaram! Viva por você e por este seu amigo, seu vizinho, seu líder, seu parente, seu cônjuge, seu filho. Viva por ele com amor e dedicação total.

Porque hoje nós devolvemos esses cidadãos ao coração da cidade, mas nós vamos continuar fazendo essa cidade bater com o nosso coração.

Apesar do improviso, acho que fiz uma homenagem digna aos que se foram. Logo depois de deixar o palco, a forja já estava trabalhando e tocando as batidas do coração. Choro e lamento por todo lado.

Rei Joss fez uma aparição em um dos cantos do Parque quando olhei, acenou para mim confirmando minha fala e, simplesmente, desapareceu quando uma pessoa passou na sua frente.

Edward também discursou logo em seguida e eu ouvi o Stefan gritando “Morte à Tormenta”, com coro de Toshinori.

As velas viraram balões e os cidadãos soltaram no céu. O cinzento dia de Yuvalin se tornou colorido com tantos balõezinhos. Aquele arco-íris era um símbolo de que após a tempestade viria a bonança. Era o que todos nós desejávamos ardentemente.

Balões de luzes

Senti um abraço vindo por trás enquanto eu observava o céu iluminado. Apesar do primeiro sobressalto, percebi que era Goro e ele me falou ao pé do ouvido que o seu mestre sempre havia amado o arco-íris. Ficamos abraçados em silêncio por um tempo apenas observando as luzes no céu e as cinzas que subiam da forja.

Quando já começávamos a sair, Ezequias confirmou que precisávamos encontrar o artefato, mas que ele entendia que deveria ficar pela cidade. Nós confirmamos que continuaríamos e que ele estaria conosco mesmo que não presencialmente.

Saí abraçada com Goro, tentando consolá-lo. Ele estava silencioso até chegarmos em uma casinha simples no Distrito da Bigorna. Ele morava junto com seu mestre e, apesar de não ter a arquitetura tamuraniana, a mobília da casa foi totalmente inspirada para que tivesse um pouquinho da terra deles lá. Era como se eu tivesse entrado em um portal para Tamu-ra.

Ele tinha o olhar vago, sentou-se e falou sobre a restauração da Kanpeki. A história deles se misturava à da loja. Eu disse a ele que continuar o trabalho lá seria honrar o legado de seu mestre. Ele se aproximou de mim e, segurando muito forte a minha mão, pediu encarecidamente que eu tomasse muito cuidado, que ele não aguentaria perder mais alguém importante para ele.

Depois de um tempo em silêncio eu respondi que meu trabalho de ajudar a cidade incluía correr riscos. Mas eu faria o máximo possível para mantê-lo vivo e me manter viva também. Por outro lado, ele me respondeu que não saberia se ele mesmo conseguiria se manter vivo se me perdesse.

Ruborizei, é óbvio. Principalmente, depois de ele completar dizendo que sua vida talvez perdesse total sentido já que ele perdeu seu mestre, mas que, a partir daquele momento, eu era a pessoa mais importante para ele.

E, então, de repente, ele se ajoelhou e pegou minha mão. É extremamente difícil descrever o que eu senti quando o vi fazendo aquilo. Meu coração disparou e só não suei em bicas porque isso não é muito comum para sereias, nossa troca de ar é um pouco diferente com as guelras e escamas.

Ele beijou minha mão e me pediu em namoro. Era difícil organizar todas as emoções. me limitei a responder que sim. Chamam de borboletas no estômago ou talvez eu estivesse feliz e chocada ao mesmo tempo. Sei que, dentro de mim, eu ria como uma criança ouvindo histórias de seu avô.

Ele se levantou ao ouvir minha resposta e me deu um beijo arrebatador. Um beijo molhado, sincero e de esperança. Ao nos afastarmos, ele colocou meu cabelo por trás das orelhas e disse que me deixaria descansar, mas para que eu voltasse no dia seguinte. Eu respondi algo, como sempre estaria lá por ele, nem lembro direito. Foi tanta emoção que minhas pernas estavam bambas. Meus joelhos tremiam e acho que fiquei levemente tonta.

Ele colocou a mão sobre o meu colo e disse que sempre estaria junto comigo, no meu coração. Coloquei minhas mãos sobre a dele e acenei com a cabeça, concordando. Um conflito se apoderou de mim naquele momento. Eu não queria ir embora, queria ficar ali com ele, queria que o tempo parasse para nós, ali. No entanto, não descansar, e ao ar livre, poderia comprometer tudo o que seria feito na missão no dia seguinte.

Então, eu decidi ficar.

Helga e Goro

Foi uma noite mágica. Além do misto de emoções que eu estava sentindo por todo aquele dia e tudo o que fizemos juntos ali, foi como ver um arco-íris diferente do que vimos à tarde. Eu estava eufórica, estava nas nuvens.

Era a primeira vez que me entregava a um homem e consegui notar que Goro também estava descobrindo o corpo de uma mulher. E que honra ser o meu corpo.

Nossa primeira noite juntos foi tão bela, tão carinhosa e totalmente mágica. Fomos, sem dúvida, abençoados por nossos deuses.

Mesmo que isso trouxesse consequências para meu desempenho na missão nas minas no dia seguinte, eu não mudaria absolutamente nada. Foi perfeito!


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Até breve!

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Épico e aquático – As sobras da guerra

Depois da tempestade vem a bonança? Não para os Desafiantes de Yuvalin! Confira o novo capítulo do diário de Helga Iris, a sereia druida.


Yuvalin é uma cidade forte. As garras corrompidas da Tormenta atravessaram a nossa alma, mas cá estávamos os sobreviventes para recomeçar.

Na Guilda dos Mineradores, Ezequias estava com olhos vagos e, no meio de todo o burburinho na sala, ele pediu silêncio e que ficássemos apenas ele e nós, os Desafiantes de Yuvalin. Colocou as mãos na cabeça e desabou, começou a chorar.

Ficamos em silêncio por alguns instantes e Edward se aproximou do amigo, ainda quieto, para consolá-lo. Eu estava de cabeça baixa e fazendo carinho na Noah, ela sentia a amargura em todos e também chorava baixinho. Levantei a cabeça e vi a cena. Então, a incentivei a ir tentar levar consolo também, afinal, animais têm essa incrível capacidade de nos animar.

Não adiantou muito, apesar de ele ter parado um pouco de chorar e voltado a falar. Ele fez carinho em Noah por uns instantes e desabafou. Achava que, se tivesse ficado na cidade, em vez de ir conosco para as Minas Heldret, ele poderia ter evitado algo. Tentei argumentar com ele, pois pensar nos “e se…” não levaria ninguém a lugar algum. O passado não pode ser mudado.

Edward também argumentou, falando sobre os verdadeiros culpados. O peso da liderança, que eu mal comecei a sentir, recaía dolorosamente sobre os ombros de Ezequias. Fatalmente, ele dizia, a culpa seria atribuída a ele. Em sua ausência, pequenos relatos chegaram sobre coisas estranhas por toda a cidade. Ele acreditava que poderia ter feito algo se estivesse ali.

Só venceríamos, de verdade, quando a Tormenta fosse destruída. Precisávamos encontrar a tal ferramenta-artefato. No entanto, ainda havia muito o que fazer na cidade antes de voltarmos às Minas. Sugeri que iniciássemos o mais rápido possível um plano de contingência, para a reconstrução de Yuvalin.

Nisso, eis que Peter Vahrim entra pela porta da sala de Ezequias. Eu tomei um susto, obviamente. Era a última pessoa que eu esperava ver naquele momento e situação. Mas foi ele a quem nosso chefe recorreu para designar funções para nós. Conhecendo o “Senhor P.”, achei melhor me manter focada em fazer carinho na Noah e não olhar tanto para ele.

Iríamos ajudar em diversos setores antes do funeral coletivo e do memorial em homenagem às vítimas. Peter me designou para ir até o Templo de Lena, a deusa criança, Deusa da Vida, para cuidar dos feridos. Edward, Kroll, Toshinori e Trovão da Tormenta foram para o setor de redução de danos, para encontrar sobreviventes nos escombros. Stefan e Joseph iriam para o setor de psicologia para animar aqueles que estavam sofrendo.

Só na cabeça do Peter, em uma situação delicada como essa, delegar uma função tão absurda ao Stefan. A função em si não era absurda, o Stefan sim. Ràthania ajudaria com ilusões, mas, ainda assim, não fazia o menor sentido. Joseph fez uma cara de nojo e ninguém poderia tirar a razão dele. Esperava, com toda sinceridade, que Stefan não piorasse tudo.

Yuvalin parecia um verdadeiro cenário de guerra

Cheguei ao Templo e, rapidamente, uma clériga me abordou me perguntando se eu era curandeira. Fiz que sim com a cabeça e ela me direcionou para um galpão lotado. Muita gente ferida física e, principalmente, emocionalmente. Comecei a andar pelos corredores e a conversar com algumas pessoas. Olhava nos olhos delas para checar o quanto elas precisavam de ajuda. Levei Noah para brincar com algumas crianças, tentando fazer com que houvesse mais esperança naquele cenário de guerra.

Ao cuidar de uma pessoa, percebia que outras pessoas ao redor se sentiam melhor. Vi que fazia a diferença ali. Conseguia inspirar os feridos e outros curandeiros a cuidar uns dos outros. Apesar de ainda encontrar muitas pessoas bem machucadas, mentalmente, as pessoas pareciam mais dispostas e menos tristes.

Ao final do dia de muito trabalho, Ezequias nos convocou de volta à Guilda. Ele nos informou sobre o funeral coletivo no dia seguinte pela manhã, no Parque Normandia. Também pediu que Edward e eu levássemos palavras de consolo ao povo. Prontamente, me coloquei à disposição.

Ele tinha, ainda, uma notícia bem ruim para nos passar e isso se mostrou claramente quando ele tirou os óculos e seus olhos vermelhos demonstraram cansaço. O segundo andar das Minas Heldret foi completamente explodido. Provavelmente, aquele a quem a jovem havia nos pedido para encontrar, que Ezequias expulsou da Guilda, deve ter ficado com remorso. Eu achava que Toshinori tinha explodido todas as bombas, mas não foi o caso.

O chefe nos agradeceu mais uma vez e nos dispensou até o dia seguinte. Me despedi de todos e saí acompanhada da Noah. Dei uma volta pela cidade para ver como tudo estava e, claro, fui procurar pelo Goro. Precisava saber se ele estava vivo. Passei tanto tempo cuidando de todos, que ele estava em meus pensamentos, mas não pude ir vê-lo antes.

De longe, vi que a oficina não existia mais. Eu gelei. Foi como se tivessem me dado um soco no peito. Meus joelhos já ameaçavam fraquejar quando avistei uma silhueta ajoelhada diante do antigo prédio da Kanpeki. Consegui identificar que era Goro, com seus cabelos longos e presos em um rabo de cavalo, todo machucado e com as roupas rasgadas. Ele estava fazendo preces a Lin-Wu, em total reverência.

Eu me aproximei, me mantive em silêncio e em estado de reverência também. Em apoio. Ele se assustou um pouco com a aproximação de alguém, mas, quando notou que era eu, ele começou a chorar e voltou ao que estava fazendo. Apenas sussurrou que o seu mestre não havia sobrevivido.

Imediatamente, as lágrimas também me vieram aos olhos e tentei consolá-lo com um abraço. Ele me disse que levaria o caixão de seu mestre no funeral e me perguntou se eu estaria lá. Também não quis que eu tratasse de suas feridas, ele só queria ficar sozinho e até meu abraço, ao me despedir, não foi tão bem recebido. Enquanto eu o deixava ali, fazendo suas preces, meu coração doía. Fui, então, em direção ao Distrito do Carvão, observando e ajudando como podia quem eu encontrava pelo caminho.

Lágrimas de dor e de impotência

O dia foi longo e doloroso. Precisava renovar minhas forças e, assim como fiz diante de Lin-Wu momentos antes, agora, estava diante da minha deusa, Allihanna, suplicando que houvesse descanso para corpo e alma. Não só meu, mas de todos aqueles que sofriam naquele momento. Por sua graça, adormeci.

De manhã, uma procissão se encaminhava para o Distrito da Forja. Enquanto eu andava até o Parque Normandia, começou a chover novamente. Dessa vez, pelo menos, era só chuva. Nesse momento, todos concordamos silenciosamente que aqueles que se foram não voltariam mais.

O Parque estava lotado, muito mais que quando houve o discurso de Ezequias. Parecia ter tanto tempo desde aquele episódio. Era impensável que estaríamos naquela situação agora. Rostos machucados, gente rica e gente pobre… todos estavam ali. Reconheci algumas figuras e a grande união de toda a cidade.

Ezequias discursou sobre o palco. Suas palavras eram sobre amor, sobre o luto que é o amor que perdura. Também falou sobre vingança contra a Tempestade Rubra.

Enquanto fazia seu discurso, soldados entraram carregando caixões, quase que a perder de vista. Eles e outros cidadãos levavam os caixões para a forja, o coração de Yuvalin. Havia um grande coral para homenagear os mortos naquele momento organizado por Joseph. Eles cantaram logo após o discurso de Ezequias e antes que ele me chamasse para falar.

Era minha vez de consolar o que era inconsolável.


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Até breve!

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