Uma animação genialmente elementar, meu caro (sem spoilers)

Elementos é um filme genial. Como basicamente toda produção da Pixar, a animação ultrapassou – em muito – todas as minhas expectativas e se configurou, para mim, um dos melhores romances desde há bastante tempo.

Sim, romance. É uma história sobre isso. E parte da genialidade está no fato de não ser nem dramático demais e nem supérfluo, o filme encontrou o equilíbrio perfeito que permite que, tanto crianças quanto adultos se divirtam – muito – e se apaixonem pela história e pelos personagens.

Esse equilíbrio é fundamental para manter o espectador interessado na história do começo até o final. Não é nada tão bobinho assim! Muito pelo contrário, há cenas que – certeza – apenas adultos entendem.

O longa é empolgante pela sua animação e extremamente divertido. A dublagem brasileira é essencial para criar um clima de comédia contextualizada, com várias piadas que a gente vai entender e rir muito.

Os personagens são carismáticos e, mais uma vez, contextualizados com a própria essência e interação dos elementos: água, terra, ar e fogo. Inclusive, há uma brilhante crítica social desenhada em vários diálogos e cenários do filme.

Enquanto isso, as motivações de cada personagem não deixam a desejar em absoluto. Tudo é muito bem desenvolvido e trabalhado dentro dos 144 minutos de exibição, o que desperta emoções diferentes e abundantes nos espectadores. É muito, muito fácil ir do choro ao riso – e vice-versa – em poucos segundos.

A trilha sonora abrilhanta a aventura, sendo essencial para criar essas emoções diversas. Outro fator fundamental no despertar das emoções é a própria animação e coloração.

A Pixar é mestre em fazer personagens que, teoricamente, não teriam qualquer tipo de emoção serem retratados em momentos de pura alegria, ou tristeza, ou raiva, enfim. Como falamos no post O que faz a Pixar ir ao infinito e além. E as cores servem para traduzir de forma criativa essas emoções.

Personagens fogo são bem esquentadinhos e explosivos. Já os baseados no elemento terra são bem calmos e tranquilos. Personagens ar são representados como nuvens, que ora estão na mais plena paz e ora estão turbulentos como uma tempestade. E a água é extremamente sensível a qualquer sentimento, quase sempre chorando, seja de alegria ou de tristeza.

Além disso, o filme é educativo, porque se utiliza das possibilidades dos elementos não só para contar uma história bonita, mas para explicar questões do dia a dia, como a criação de produtos comuns – desde o vidro até câmaras de ar.

Os detalhes são mais que meros detalhes nesse filme. O enredo, a animação, os personagens, as piadas e a trilha sonora contribuem para um grande sucesso que, infelizmente, sofre com as disputas mesquinhas do estúdio com a Disney. Não se deixe levar pelos discursos sem sentido, esse é um filme genial.

Convido você, leitor do Qual é a das quintas? a se aventurar neste novo mundo elementar, se divertir, chorar e se apaixonar, como eu me apaixonei. Garanto que você não vai se arrepender.

(Texto escrito a 4 mãos, porque isso era elementar)

O estranho mestre doutor da Baker Street

Esqueça tudo o que você já aprendeu até hoje! Para cair de cabeça nesse universo completamente novo da Marvel no cinema, você precisa aprender a alcançar ideias novas, místicas e até mágicas. O Qual é a das quintas? conta para você neste post algumas das impressões da superprodução marveliana, Doutor Estranho.

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Antes de qualquer coisa, devo dizer que nossa preocupação neste post não será com a história dos quadrinhos. As observações a seguir não estão relacionadas à história original, apenas ao filme.

Doutor Estranho – Acredito que o papel principal tenha caído como uma luva para Benedict Cumberbatch. Quem está acostumado a vê-lo interpretando o “investigador amador” da Baker Street 221b pode perceber inúmeras referências (me digam que isso não é coisa da minha cabeça), basta ter alguma atenção. Foi uma boa escolha. Cheguei a imaginar Martin Freeman entrando em cena (na verdade, acho que ele apareceu no filme errado da Marvel), ou o Mestre Doutor Strange começar a ver detalhes minuciosos de tudo à la Sherlock Holmes.

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Os efeitos especiais são magníficos,se você tem a oportunidade de ver em um 3D de boa qualidade, ou num IMAX (melhor ainda), por favor, veja. A equipe do filme explorou muito bem o que podemos chamar de psicodelismo. Tudo se encaixa muito bem, inclusive a trilha sonora que, posso dizer, é mais interessante que muitos outros filmes da Marvel (excetuando-se, é claro, Guardiões da Galáxia).

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Ainda tive o privilégio de rever algumas cenas, pois no cinema onde assisti ao filme teve queda de energia (duas vezes). Particularmente, uma delas é bem interessante, quando Strange conhece sua Capa Vermelha. A primeira impressão sobre a personagem foi: é o Tapete Mágico do Aladdin.

O filme é bom, pode não ser o melhor da série, mas, sem dúvida, é um dos melhores. Vale a pena gastar algumas horinhas (e um dinheirinho) para assistir ao filme. E não se esqueça das cenas pós-crédito! A Marvel adora (nós também). Um dia vão acabar fazendo um filme só com as cenas pós-crédito, mas isso é papo para outro post.

Aline Gomes

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A Força Despertou… Você já pôde sentir?

É até difícil escrever sobre Star Wars: O Despertar da Força. Como eu costumo escrever aqui no Qual é a das quintas? sobre os filmes, já fico pensando, no decorrer do filme, as palavras que vou usar nos meus textos. E Star Wars não foi diferente. Mas conforme as letrinhas foram subindo (e o cinema que eu fui fez todo mundo ver até o final dos créditos), as palavras foram sumindo. Vamos tentar…

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Pra começar, surpresa. Um monte de onomatopeias, tipo “uau”, definiriam bem esse filme. Como os trailers deixaram um monte de incógnitas e coisas que faziam nossa mente divagar, tudo o que aconteceu no longa é surpreendente. Inclusive, naquela cena… Brincadeira! NADA DE SPOILERS AQUI! Se você vai com a visão de que vai ser bom, eu te digo: é melhor.

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Eu quase chorei já logo que apareceu a primeira tela. Cara, sente só a emoção percorrer todo o seu corpo e quase explodir sua cabeça. Aplausos e gritos estiveram presentes em toda a sessão (acho que em todas as sessões – pelo menos no Brasil). Não tem como não vibrar em cada cena.

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O filme é cheio de referências. Mas antes que você imagine isso, apesar de ser da Disney, não… não é a Marvel. Estamos diante de um clássico, com uma história boa e com efeitos especiais infinitamente melhores que na década de 1990.

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Dá pra chorar? Dá. Flui quase tão naturalmente quanto rir nas (muitas) cenas engraçadas. Dá pra fazer “awnt” também, em vários momentos. Você entra na trama de um jeito que não parece que você é um mero espectador.

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Sobre a trilha sonora… Bom, você sabe. A emoção da coisa está nela. Afinal, John Williams sabe como ninguém como fazer você viver a história só pela música. Se você fechar os olhos, você já se imagina dentro de um caça atirando nas naves da Primeira Ordem. Não se trata só de música, todos os efeitos sonoros criam uma atmosfera intransponível, ou seja, nem que você queria, sua mãe fale, seu cachorro lata, você conseguirá se desvencilhar do filme.

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Quero ver de novo, e de novo e de novo. É uma experiência que eu super indico. Se você não assistiu aos últimos episódios, pode não entender muito (na verdade, quase nada). Mas veja! Veja todos! Veja a evolução de cada personagem. De gente que não precisa falar uma única palavra quando aparece e ser aplaudido de pé. Que a força esteja com você!

Aline Gomes

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O som das grandes histórias

Os filmes são capazes de atrair a atenção de muitas pessoas. As mantêm entretidas e até estáticas em frente a uma tela, seja ela pequena ou grande, com histórias de aventura, de romance, que nos fazem rir e nos fazem chorar. Conseguem transmitir ideais, sonhos, fantasias e alcançam um grande número de pessoas ao redor de todo o mundo. Contam histórias de verdade e histórias de mentira. Mas a sétima arte estaria incompleta sem a primeira.

O cinema é marcado pelo uso da música como fator de grande relevância desde a sua criação. Em toda a sua composição, o cinema mudo trazia uma trilha sonora. E as músicas eram responsáveis por toda a emoção dos filmes.

Os tão amados musicais inspiraram gerações, revelaram grandes atores e grandes músicas. Muitos filmes são lembrados mais pelas músicas que os compõem do que pelas próprias histórias. E grandes grupos foram consagrados pelas suas músicas nos filmes – e cabe também dizer que muitos filmes só fizeram sucesso porque sabia-se de sua trilha sonora.

Desde os clássicos, como os primeiros filmes de Mickey Mouse, até os mais tecnologicamente preparados, há a presença de envolventes melodias e canções cheias de significado. Por outro lado, se a trilha é ruim, as chances de o filme ser mal qualificado aumentam.

Sob regência do maestro Hans Zimmer, por exemplo, temos diversas trilhas de filmes como Piratas do Caribe e Batman – O Cavalheiro das Trevas. As músicas criam um ambiente para o desenvolvimento das cenas, fazendo com que o espectador sinta como se estivesse vivendo aquilo.

Os filmes da Marvel também possuem ótimas trilhas sonoras, sendo a maioria do gênero rock, o que combina muito com os personagens, como o célebre Homem de Ferro.

A verdade é que os filmes, sem suas consagradas trilhas, jamais seriam tão bons (ou tão ruins). Os filmes de terror, por exemplo, se fossem secos, sem música, jamais causariam tanto medo ou suspense como causam. Ou um filme romântico sem uma dança ou uma música que embale os sonhos, encontros e desencontros do casal, não faz tanto sentido.

O que dá o medo e desperta a emoção no público é a música. E isso começa a fazer parte da vida das pessoas de tal forma que as músicas que elas ouvem nas histórias se tornam as músicas dos seus próprios encontros e desencontros.

Conta pra mim uma trilha sonora que faz parte da sua vida!

Até mais!

Aline Gomes