Épico e aquático – A Noah, com carinho

Essa é a homenagem que a sereia druida, Helga Iris, deixou em seu diário para o nobre e honrado Noah. A missão foi para um caminho sem volta e todos sentiram, a seu modo, essa dor.

Confira tudo o que aconteceu pelos olhos entre lágrimas de Helga na última missão dos Desafiantes de Yuvalin.


Como é possível conhecer, amar e perder alguém em tão pouco tempo?

Ele se foi!

É impossível acreditar que ele não estará conosco no nosso encontro na Guilda pela manhã.

Mesmo caladão, era bem visível o esforço que ele fazia para cuidar da equipe com sua força samurai e nos proteger. E eu sei bem o quanto ele me protegeu e cuidou de mim, especialmente.

Noah, o trog samurai caladão

Noah nos deixou da forma mais terrível: sucumbiu em um ataque zumbi. Para me proteger, ele se colocou entre mim e a turba.

E a missão falhou. Esse foi um dia para se esquecer. Mas, em honra e memória a Noah, o trog e bravo aprendiz de samurai, quero me lembrar de como ele foi valente.

Ele mesmo nos levou a escolher a missão,  depois de sairmos do Parque Normandia naquele dia e irmos para a Guilda. Depois, fomos conhecer a Adina Astor, uma hynne de cabelo castanho bagunçado, com óculos enormes e que gosta bastante de falar, na Astor Cartografia e Geologia.

A missão parecia simples: escoltar Adina e sua máquina de análise de solo para um lugar chamado Tarrafet que, de acordo com a história, seria assombrado por mortos-vivos por causa de uma maldita espada. Não era história, os antigos moradores da cidade eram realmente mortos-vivos.

A viagem foi longa e confesso que foi até divertido ver Stefan pagando por não ter participado da última missão ao passar a viagem inteira ouvindo a Adina falar sem parar. Ele estava com uma cara tão incrivelmente mal-humorada. Só conseguia pensar: bem-feito!

Mas meus olhos estavam no rio. Por praticamente todo o caminho estávamos ladeados por um rio e eu queria muito nadar. Tanto que, chegando em um local de descanso, a primeira coisa que fiz foi pular e nadar. Não sei o quanto meus companheiros repararam nisso, afinal, eles sabem que sou uma sereia.

Quando Adina começou a trabalhar com a máquina pela manhã, o barulho foi o suficiente para atrair várias turbas de mortos-vivos. Estávamos muito distantes uns dos outros e nossa ação não surtia muito efeito.

Foi então que, num ato de coragem e fúria, Noah se colocou à frente e foi completamente destruído. Ali, na minha frente. Eu me enfureci com isso e controlei as plantas para imobilizar os zumbis, mas era tarde demais… Noah não estava mais lá.

Os mortos-vivos atacaram a máquina de Adina e ela explodiu. Então, ela fugiu e não havia mais qualquer motivo para continuar ali.

Nós fugimos. Eu pulei na água e nadei até a carroça da Adina. Toshinori estava muito ferido, mas todo o restante dos Desafiantes de Yuvalin estava voltando para casa.

Abatidos, Toshinori fez um discurso, como sempre, Joseph chorava calado. Stefan e eu estávamos quietos, pensativos. Até Adina não estava tão falante (principalmente depois que eu gritei para ela calar a boca).

Stefan levantou sua arma em direção à cabeça de Adina, que conduzia a carroça. Quando percebi, me coloquei entre a arma e o alvo e tentei persuadir Stefan a não fazer o que quer que ele estivesse pensando. Toshinori também puxou a arma para si e, aparentemente, Stefan mudou de ideia.

Depois de descansarmos em silêncio, prosseguimos viagem até Yuvalin. Adina nos pagou, apesar de não termos concluído a missão.

Decidimos, então, prestar uma homenagem a Noah, indo até a Kanpeki Espadas Especiais, lugar onde ele com certeza ficaria feliz outra vez.

Conversei com Goro Okazaki, assistente de Hatori Muramune, a quem ajudamos em uma missão, e expliquei o que tinha acontecido. Prontamente, ele e o senhor Muramune entenderam nosso pedido e nos levaram a uma sala com um altar a Lin-Wu, deus a quem Noah era devoto. Havia uma espada sobre o altar e Goro jogou ervas sobre ela.

Os discursos foram lindos, mas não consigo lembrar, apenas me lembro de um rápido vislumbre de Noah ajoelhando-se com a espada empunhada e feliz. Como um samurai que sempre quis ser.

Depois dessa singela homenagem, fomos à Guilda buscar mais uma missão. Stefan estava estranhamente mais amigável e solícito, devia ser pelo momento triste, mas ajudou com os rituais fúnebres e se dispôs a nos ajudar com a compra de um item que nos ajudaria na missão seguinte. Além de dizer, sabiamente, que precisávamos seguir, como aventureiros, como Noah gostaria que fosse.

Decidimos dar mais dois dias de luto e descanso para a equipe e, cada um, foi viver este momento como achou melhor. Eu fui para o leito do rio, como sempre, e conversei com o Rei Joss sobre o ocorrido. Ele me consolou pela perda e aconselhou a seguir em frente.

Passei esses dois dias meditando, prestando homenagens e tentando, de alguma forma, manter-me conectada a Noah. Sei que ele continuará comigo, na minha mente e no meu coração, como ele gostaria, se tivesse tido tempo para isso.


1 minuto de silêncio pelo trog caladão.

O que será que vem por aí agora, sem Noah?

Continue ligada/ligado aqui no blog para mais aventuras da Helga Iris, a sereia druida, e os Desafiantes de Yuvalin.

Até breve!

Saiba mais sobre a Helga nos posts abaixo:

Épico e aquático – Tudo deu errado, conforme o esperado – Parte 2

Ficou na curiosidade no último post, né? Sim! Agora, você vai descobrir como essa história continua depois que a Helga Iris, a sereia druida do grupo Desafiantes de Yuvalin, consegue sair do quase coma (SERÁ?).

Mas antes, se você não faz ideia do que estamos falando, leia antes:


Senti uma força tomando todo o meu corpo e abri os olhos. Pelo que entendi, foi Toshinori quem me curou. Nesse momento, a batalha estava insana (a prova de que todos da equipe precisam estar vivos e cooperando para a coisa toda não degringolar).

Ao meu lado estava Noah, o trog, tentando controlar uma das estátuas, mas sofrendo bastante. Então, me levantei e, com um certo esforço, consegui usar magia para curá-lo. Esse esforço me custou algo muito caro: minha identidade sereia.

Enquanto canalizava magia para ajudar Noah, minhas escamas começaram a aparecer e, pelo visto, todos perceberam. Mas não me arrependo! Noah precisava de mim. E ele me ajudou. Então, criei uma capa protetora para ele com magia.

Ainda consegui criar uma capa protetora também para Toshinori e curei. Depois disso, e de várias tentativas frustradas de tiro de Stefan, Noah aplicou um golpe mortal na última estátua e a batalha acabou.

Silêncio.

Decidimos investigar o local. Tentar entender o porquê de aqueles construtos estarem ali é importante, porque, com certeza, seria algo precioso. E era. Antes, aço-rubi, mas agora, uma porta encantada nos separava do que quer que fosse. E não conseguimos abrir.

Convenci a equipe a sair logo da mina e respirar. Todos precisávamos descansar e eu precisava MUITO de um banho e uma noite de céu estrelado.

Mas antes de sairmos, como minha pele ainda tinha escamas e eu estava cansada demais para arrumar isso, Stefan insinuou que eu era um tipo de peixe. Após um breve diálogo com o contramestre da mina Haldor, acredito que tanto Stefan quanto Toshinori tenham descoberto a verdade. Mas eu desconversei.

Haldor nos levou à taverna Pombo de Ouro onde, adivinhe, Joseph e Toshinori arrumaram confusão com um sujeito muito mal encarado. Pelo menos, me alimentei e tomei duas doses de hidromel pagas pelo próprio Haldor.

Voltando para a guilda, dividimos nosso pagamento entre os cinco e decidimos nossa próxima missão, que já será amanhã ao meio-dia. Vamos nos encontrar às 8h na guilda para os detalhes. Quero ver com eles se dividimos uma essência de mana, já que sou eu que apago o incêndio da equipe usando magia.

Tudo o que eu quero é um banho de rio e um céu estrelado para dormir bem.


Continue acompanhando a aventura de Helga aqui no blog!

Até breve!

P.S.: Já ouviu o episódio do Qual é a dos podcasts? em que falamos sobre o filme Dungeons & Dragons e explicamos mais sobre RPG? Ouça agora mesmo!

Épico e aquático – Tudo deu errado, conforme o esperado – Parte 1

Depois de uma breve pausa, Helga Iris volta a escrever em seu diário de aventureira da Guilda dos Mineradores de Yuvalin, em Arton. Não sabe do que eu estou falando? Leia os links a seguir:

Vamos à primeira parte do resumo da aventura mais recente.


Foi um dia memorável – apesar de eu ter um branco de uma parte dele.

Como a equipe combinou de começar a missão apenas às 17h na Mineradora Heldret, eu aproveitei para relaxar. Comi o que a natureza me concedeu, deitei na grama e olhei para o céu, meditei e organizei minha mente para a missão.

Imaginei (e foi certeiro) que precisaria usar bastante magia essa noite.

O mais estranho (por que não dizer bizarro?) foi eu ter aproveitado para nadar bastante e ser eu mesma por tantas horas e, sabe-se lá como, eu tive um princípio de afogamento. Você já viu uma sereia se afogar? Pois bem, Dia de Nimb, o deus do Caos.

Passado o susto, voltei a me preparar para a missão e, no horário combinado, encontrei a equipe e fomos até as minas.

Fomos recebidos pelo contramestre Haldor que nos levou para um passeio pelos trilhos acima da cidade. Não sei se eu externei minha euforia com isso, mas me sentia uma criança. A paisagem era incrível e o vento gelado no rosto me fez esquecer qualquer problema naquele dia.

Até entrar na mina.

Entramos e, antes que eu pudesse examinar a situação, Toshinori, o paladino, pisou em uma pedra solta que ativou quatro constructos enormes. Estátuas controladas por magia, que, soubemos depois, estavam protegendo algo precioso.

Da batalha mesmo eu me lembro de já começar consagrando o lugar porque vi que a coisa ia ficar feia. E, então, muita coisa deu errado.

Basicamente, todos se feriram gravemente por uma das estátuas – EU INCLUSIVE. Antes de eu apagar, me lembro de ter curado Stefan, o inventor, e, logo em seguida, ele ser ferido gravemente outra vez.

Joseph, o bardo, tentou fascinar as estátuas e até conseguiu, mas não por muito tempo. Foi quando ela veio para cima de mim e eu apaguei por um tempo.

CONTINUA


No próximo post, você lerá a parte 2. Não perca!