5 filmes sobre viagens no tempo

Mas que não têm como ponto central a viagem no tempo. O Qual é a das Quintas? preparou uma lista de filmes (que, particularmente, eu amo) que narram suas histórias com a viagem no tempo como plano de fundo.

Você já deve ter percebido aqui no blog o quanto esse tema é recorrente, mas não podemos deixar essas belezuras passarem sem comentar. Então, vamos a elas – cuidado com os possíveis spoilers!

Questão de tempo

Questão de tempo (2013)

Um dos meus filmes favoritos, super fofo e emocionante. A trama principal é que na família de Tim Lake (Domhnall Gleeson) os homens podem viajar no tempo (para o passado). Ele experimenta corrigir alguns erros que ele mesmo comete e deixar sua vida mais interessante. Se vê em situações que o fazem refletir sobre as questões da própria vida e precisa seguir as regras do jogo ou terá consequências complicadas.

Faz de tudo para conquistar Mary (Rachel McAdams) e para ter momentos felizes e memoráveis com sua família, desfrutando de tudo de melhor que a vida que ele sempre sonhou pode oferecer. Os momentos tristes e ruins, comuns a todas as pessoas, ele faz questão de viver apenas uma vez.

Projeto Adam

Projeto Adam (2022)

Lançado recentemente na Netflix, o filme conta a história de Adam (Ryan Reynolds) que encontra seu eu 30 anos no passado (Walker Soobell), enquanto foge de uma perseguição ao tentar procurar por sua esposa, Laura (Zoe Saldaña).

O Adam de 12 anos acabou de perder o pai e, um tanto revoltado com a vida, tem algumas dificuldades para se relacionar com a mãe, Ellie (Jennifer Garner). Adams das duas linhas temporais se envolvem nessa aventura divertida e repleta de emoção sobre relações familiares.

Alice através do espelho

Alice através do espelho (2016)

Tempo é o grande vilão para Alice (Mia Wasikowska), enquanto ela tenta ajudar o Chapeleiro Maluco (Johnny Depp) e, também, o grande sonho de seu pai. Ela provoca uma grande confusão ao viajar no mar do Tempo (Sacha Baron Cohen), em direção ao passado, tentando mudar situações para que outras não aconteçam.

O alerta sobre as consequências de se tentar o mudar o passado, na verdade, dá lugar à ideia de que o tempo anda para frente e que não é possível mudar algo que já aconteceu, só a forma como acontece, talvez.

Meia-noite em Paris

Meia-noite em Paris (2011)

O romance sobre o escritor que sonha em ter vivido na Paris dos anos 1920, em meio à toda a proliferação da arte europeia, traz um dilema para Gil (Owen Wilson) sobre querer viver no passado e deixar sua vida no presente, com sua noiva, Inez (Rachel McAdams).

Ele sonha com as inspirações que Paris pode oferecer, enquanto sua noiva não está na mesma onda. Nisso, misteriosamente, durante um passeio pela cidade, Gil é convidado por desconhecidos a ir a uma festa. Tudo normal até ele se dar conta que está com seus maiores ídolos, de volta à década dos sonhos. Será que foi tudo um sonho? Será mesmo?

Interestelar

Interestelar (2014)

A ficção-científica não é exatamente sobre viagem no tempo, mas oferece várias ideias e teorias muito interessantes sobre ele. Para salvar a humanidade das consequências de seus próprios feitos, Cooper (Matthew McConaughey) embarca rumo ao espaço desconhecido com cientistas para descobrir algum planeta que pudesse ser o novo lar da população mundial.

A esperança de Cooper é voltar e salvar os filhos, mas há uma série de complicações durante a viagem, que implicam em alterações temporais decorrentes de anomalias relacionadas à gravidade. No entanto, pode haver uma forma de salvar a todos através de uma comunicação por magnetismo com a própria filha, mesmo que o tempo para eles passe de forma diferente. O eu dele do futuro se comunica com a filha no tempo que já aconteceu para ele. Confuso? Assista para entender.

São muitos os filmes que abordam essa temática e espero, em breve, retornar para contar mais para você. E, se quiser, podemos conversar mais sobre viagens no tempo e aceito indicações de outros filmes do gênero também.

Até breve!

Aline Gomes

E se… a gente viajasse no tempo?

Quando se trata de viagem no tempo, é mais difícil me conter em um único post. Inspirada no tema da última publicação aqui do blog (Dark e algumas reflexões que vão além do tempo), continuo desbravando a ideia falando sobre um livro: A máquina do tempo, de H.G. Wells.

O livro teve sua primeira edição publicada em 1895 e é um dos primeiros do gênero. H.G. Wells é, junto com Júlio Verne, considerado um dos pais da ficção-científica no mundo. Ambos se tornaram responsáveis por iniciar o contato de muitas pessoas leigas com as possibilidades que a ciência poderia trazer para o dia a dia delas. Na mente dos autores brotou um “e se…” e as histórias foram surgindo, cheias de imaginação com uma dose de real possibilidade. Muitas das criações futurísticas de autores e roteiristas de séculos passados já se tornaram realidade e outras, não estão tão distantes mais.

Algo que me chamou a atenção no livro é que o autor não apenas narra uma história que pode acontecer um dia, mas ele faz duras críticas à sociedade em que vive o personagem principal, o Viajante no tempo. São críticas tão atuais que nos dão a ideia de que, de fato, apesar de termos evoluído tecnologicamente, como sociedade não avançamos nem um pouco.

É um livro relativamente pequeno e de fácil leitura. Além disso, se você é tão apaixonado por questões relacionadas ao tempo como eu (ou mais que eu, até), pode se encantar com a riqueza de detalhes. Não há tantos detalhes sobre a máquina em si, mas sobre a viagem, o que ver, o que sentir, as reflexões sobre o futuro da humanidade, os medos. A história é envolvente do começo ao fim e nos estimula a pensar em possibilidades para o presente e para o futuro.

O tema é tão interessante, que já virou enredo de diversos filmes, outros livros, série, como falamos em vários posts aqui do Qual é a das quintas?. Temos heróis que viajam no tempo, advogados, cientistas (claro), estudantes… será que o próximo pode ser eu ou você?

Sem spoilers, o narrador conta a experiência do Viajante (nada de nomes) que desenvolveu e construiu uma máquina que o possibilitou viajar para um futuro bem distante. O cenário, apesar de ser familiar ao personagem, está bem diferente de como ele vê na sua era e a humanidade caminhou para uma realidade de tal evolução (se posso chamar assim ao que teria ocorrido), que há uma separação extremamente clara de classes sociais com distinções físicas, culturais, linguísticas, entre outras diferenças. Não havia um objetivo de, ao viajar para tal período, ter uma visão rápida e geral e retornar, porém, algumas questões se entrepõem e dificultam seu retorno, oferecendo grandes perigos e desgastes físicos e emocionais.

“Mesmo quando a inteligência e a força houverem desaparecido, a gratidão e a ternura mútua sobreviverão no coração do homem” (H.G. Wells, A máquina do tempo).

Se você também se interessa por ficção-científica em todas as suas vertentes, eu te convido a iniciar uma conversa comigo sobre o tema. Estou desenvolvendo um projeto e a primeira fase dele é uma pesquisa bem rápida. Clique aqui para responder. Obrigada.

Aline Gomes

Conheça nossa página no Facebook.