Viagem animada através do AranhaVerso

Se tem uma expectativa que não me decepciona, na real, é com as produções de Homem-Aranha. Através do AranhaVerso é mais uma realidade multiversalmente incrível.

Miles Morales retorna para continuar sendo o amigo da vizinhança enquanto precisa lidar com a ida próxima para a faculdade e seu relacionamento com os pais. Além disso, tanto Miles, em seu universo, como Gwen Stacy, no dela, sentem muita falta de terem um ao outro.

Afinal, a vida de um aranha é solitária. Ter outro aranha para falar sobre os assuntos em comum faz bastante diferença.

Gwen e Miles enfrentam alguns dos mesmo dilemas: isolamento, a falta de amigos, segredos que não podem contar para pais policiais, vilões (ênfase em “vilões”), entre outros. E, então, eles resolvem dar um jeitinho.

E vivem uma aventura empolgante e emocionante.

Eu não chorei, porque, meus amigos sabem, eu não sou muito de chorar no cinema. Mas não é nem um pouco impossível chorar assistindo ao filme.

A trama do multiverso não é, assim, uma grande novidade, mas a animação explora isso com genialidade de diversas formas. Principalmente, por meio de traçados e colorações diferentes.

A animação em si é um personagem do filme. É preciso apreciá-la. As emoções da história são contadas, inclusive, pelas mudanças de cores, traços, balões e movimentos.

Por uma parte considerável do filme, você pode ficar apontando para a tela e falando “Caramba! É o Homem-Aranha do universo tal”, ou “É aquele da animação X”, ou “A cena do outro filme”… Aproveite esses momentos.

Piadas e bom-humor premiam o filme, afinal, é um filme do Homem-Aranha, não faz sentido você passar horas vendo algo sem rir um pouquinho. Então, aproveite as excelentes piadas contadas.

Como se não bastasse isso tudo, a trilha sonora dá um show à parte e contribui para que você fique preso à cadeira do cinema do começo ao final do filme, sem nem lembrar que tem um celular.

No entanto, infelizmente acaba. No caso dessa história, ela só vai acabar no próximo filme. A produção encerra essa parte da trama de forma magnífica, porque me deixou ao mesmo tempo estarrecida, empolgada e com raiva. Principalmente com a última palavra que aparece antes das letrinhas subirem: CONTINUA.

OBS.: Você pode ser trouxa como eu e esperar pelas cenas pós-crédito e só esperar mesmo, sendo trouxa, porque, pelo menos no cinema que eu fui, elas não existiram.

Com certeza vamos falar mais sobre o AranhaVerso por aqui. Continue conosco!

Até breve!

Invasão amarela – também amamos vilões

Recorde de bilheteria, Minions agora são ainda mais reverenciados que nos dois filmes da franquia Meu malvado favorito. Apesar de muitos não aguentarem mais ouvir falar do filme, ou dos pequenos seres amarelos, o Qual é a das quintas? escreve sobre a animação que tem levado crianças, pais, tios, avós… para o cinema.

Official-Minions-Artwork-for-appearances

O último post do Qual é a das quintas? tem como título Nossos malvados favoritos, em que eu falo sobre os vilões que tanto amamos. É exatamente o mesmo sentimento nutrido pelas cabecinhas amarelas. Eles adoram vilões. De verdade. Veneram. O sentido da vida para eles é ser servo de um grande vilão. Não só de um grande vilão, do maior vilão de todos.

Kevin, Bob e Stuart se aventuram mundo a dentro para terem um sentido para a vidinha desses seres milenares. Desde que o mundo é mundo eles, como alguns dos mais simples seres da Pré-História, estão ao lado de quem é mais forte. Isso dá segurança a eles. Quando, por motivos de segurança, eles se escondem do mundo, vivem uma vida depressiva e precisam de uma motivação. E esses três vão em busca do maior vilão de todos.

Eles podem até escolher, pois conhecem vários numa conferência só para vilões. Mas escolhem e são escolhidos por ninguém mais, ninguém menos que Scarlet Overkill, a mais venerada vilã de todos os tempos. E os Minions são encarregados de roubar uma coisinha, pouca coisa, a coroa da Rainha da Inglaterra. Entre muitos desafios, risadas e um quase choro, os Minions se tornam heróis. Inclusive, heróis de vilões.

Se você não aguenta mais ver bichinhos amarelos espalhados por aí, desculpa, mas sempre terão crianças (ou adultos) loucos por festas, brinquedos, pelúcias… Se você gosta deles, sinta-se feliz porque essa febre não vai acabar nem tão cedo. E se você ainda não viu o filme, não perca a oportunidade de rir.

Aline Gomes

Conheça nossa página no Facebook: facebook.com/qualeadasquintas

Nossos malvados favoritos

Pela linha natural das coisas, no eixo narrativo, os mocinhos existem para serem amados e os vilões, para serem odiados. Mas, analisando os filmes que mais amamos, podemos perceber que não é bem assim que acontece. Você já percebeu o quanto as pessoas gostam de vilões e as vezes até deixam de lado o mocinho? Você pode estar incluso nesse grupo.

Comecemos com um clássico: Darth Vader. O Lorde Negro que simplesmente colocou medo em (quase) todos no Império é um dos personagens mais amados no mundo inteiro. Medo? Até que pode existir um pouquinho, mas ele é um ser, digamos, carismático. Vai dizer que em uma festa à fantasia você nunca quis ir de Vader?

Vader

Pelo título deste post, eu sei que devemos falar do Gru. Ele é vilão. Mas é o vilão mocinho. Difícil entender. A questão é que há vilões que o desafiam. Mas eles também conquistam o coração da criançada e dos adultos também, com suas trapalhadas. Mas o Gru deixou de ser vilão. Ainda assim, ele sempre foi amado.

Gru

O meu favorito é o Loki. Sim. O vilão que tem mais fangirls que o herói. Não há como não se apaixonar por ele, por piores que sejam seus planos de dominar o mundo. Creio que ele nem seja um vilão, mas é um personagem que cativa a todos com seu poder de persuasão e depois apanha para caramba, que só quer atrapalhar e brincar com a vida das pessoas.

287654_Papel-de-Parede-Apenas-Loki-Thor-O-Mundo-Sombrio_1920x1080
Caberia aqui, também, falar de Ultron, do Barbossa, do Coringa… Sim, você pode amar o Batman, mas o Coringa conquistou seu coração também. Em um post antigo eu me referi à Malévola: entre a mocinha e a vilã, exatamente porque ela faz essa ponte entre o nosso ódio pela bruxa que amaldiçoou a princesa e se tornou a mocinha que a galera se apaixonou fácil (afinal, é a Angelina Jolie que a interpreta).

mal10

No fundo, no fundo, não importa o quanto a gente ame o mocinho, sempre haverá espaço para um vilão. Da mesma forma que há momentos que sentimos ódio do mocinho por n motivos, o vilão também nos conquista. Entenda, mocinho, não é nada contra você… Só há muito amor envolvido.

Aline Gomes

Conheça nossa página no Facebook: facebook.com/qualeadasquintas