Tudo menos Os Cavaleiros do Zodíaco

Jão Rosa no comando outra vez.

O filme trata de tudo, menos Os Cavaleiros do Zodíaco, já que a primeira cena é bem fiel ao filme e nome de alguns dos personagens. Se está procurando uma adaptação do anime que tanto gostava de assistir quando criança, ESQUEÇA! Isso aqui deveria ser considerado crime.

Em alguns momentos do filme eu me perguntava por que eu tinha parado para assistir aquilo. Os diálogos são totalmente expositivos (uma criança de 3 anos consegue entender tudo), o protagonista é whatever, aliás, nem ele entendeu o motivo de estar nessa história toda (eu entendi, ele é gado, igualzinho no anime), o Sean Bean faz exatamente o que ele faz em todos os filmes (spoiler) e a Saory é chata igualzinho (ela aparece no filme).

A história

Em um mundo fantástico onde pessoas de armadura possuem poderes além do normal, um jovem se vê na incumbência de proteger uma antiga deusa grega, que ele não liga, de perigos que ele não se importa só porque sim.

Os Cavaleiros do Zodíaco

Pois bem…

Você deve estar se perguntando “Bah, pelo menos o CGI é bom, né?”. Rapaz, se você gosta de algo no nível de Matrix 2, vai amar, tem uns bonecão mal renderizados, umas lutas sem pé nem cabeça com personagem voando sem motivo algum além de desafiar as leis da física.

O que me deixou mais desencantado é o fato de tentarem criar uma história totalmente diferente sem nem ao menos se darem ao trabalho de criar boas relações entre os personagens. Nenhum deles tem uma motivação real que faça sentido para uma sequência.

A falta de urgência no filme tira a melhor cartada que o filme poderia ter. No filme O Senhor dos Anéis, a história é passada na velocidade da luz, para dar a quem assiste uma ideia de ˜Se não resolverem logo o problema, todos morrem˜, diferente do livro que há mais calma nos protagonistas. Porém, aqui o protagonista tem tempo de ser levado para o outro lado do mundo para ser treinado enquanto os vilões já fazem suas vilanzices.

Esse filme é a prova de que Einstein estava certo, o tempo é totalmente relativo já que o filme custou para acabar, já que, nem mesmo com um elenco de peso, esse filme me deixou menos bored. Merece uma nota segunda de manhã.

Épico e aquático – Construtos e mais construtos

O terceiro andar das Minas Heldret esconde algo importante porque perigos não faltam. Confira mais um capítulo do diário da sereia druida, Helga Iris.


Mas o gênio não soube explicar direito. Só disse que algum armeiro muito bom deve ter feito experiências com partes de trolls e aço rubi. Bom, isso parecia meio óbvio, mas ok.

Os meninos queriam arrancar as partes dos trolls mortos (o metal, claro, mas também a carne – não pergunte) e continuamos investigando as salas. Stefan encontrou alguns papéis escritos em língua anã e pôs-se a ler. Foi, então, que entendemos que as folhas eram um diário de uma anã sobre seus experimentos entre seres vivos e objetos forjados de aço rubi.

Resolvi investigar também para saber se havia alguma ameaça. Fiz uma prece a Allihanna e uma grande paz me invadiu. Entendi que nada realmente ameaçaria o grupo ali. Então, mais aliviada, usei magia para curar os meninos feridos. Minha conexão com a deusa estava forte e senti a energia fluindo de mim para Toshinori e Kroll apenas com um toque de minhas mãos.

Depois de estudar um pouco os trolls, Stefan analisou, sorrindo, o colar com o símbolo sagrado de Valkaria, soltando um “talvez”. Notei que, não apenas eu, mas o grupo inteiro esboçou uma expressão de alívio nos rostos. Seria um vislumbre de mudança no inventor para que, finalmente, ele abandonasse sua devoção ao Deus do Caos? Que Valkaria o conduza!

Isso nos deixou mais animados, apesar da luta que travamos momentos antes. Voltamos ao corredor de entrada do andar e retomamos nossa exploração do terceiro andar. Como a porta da esquerda ainda estava fechada, avançamos pelo lado direito.

Com uma nova prece a Allihanna, solfejando palavras de louvor e súplica, tentei detectar alguma ameaça do outro lado da porta. PAZ. Edward abriu-a e entramos. As luzes que, do lado de fora, eram azuis, ali eram vermelhas. Outras folhas do diário da anã estavam sobre a escrivaninha. Havia também um baú e uma mesa de construção, com metais e engrenagens.

Toshinori abriu o baú e encontramos alguns tibares de ouro lá dentro. O paladino olhou para Edward e perguntou se era assim que o nobre se sentia todo dia. Ele respondeu que o que achamos daria para pagar o café da manhã. (ES)Nob-r-es!

Stefan avistou uma porta cuja fechadura se parecia com a chave que ele havia encontrado recentemente, bem diferente. Ela tinha uma pirâmide na ponta e o buraco da fechadura se encaixava perfeitamente. Assim, ouvimos a porta se abrindo e, do outro lado, um construto de metal, que se ativou imediatamente.

Ouvimos o construto gritar pedindo para falar com Tallaka. Toshinori tentou interceder em nosso favor, dizendo que estávamos ali em paz. Por outro lado, aquele que estava bem na porta porque a abriu estava cantando que era um amendobobo. Independentemente do que aquilo significasse na mente do louco, eu sabia que Stefan estava, mais uma vez, confuso e que precisava de ajuda para voltar ao normal. Logo quando a gente tinha que agir em paz com o construto.

O Stefan sabe ser bem insuportável.

Supliquei para que o Kroll saísse da frente para que eu conseguisse ao menos tocar o inventor para tirá-lo desse transe. Edward e Toshinori estavam negociando com o construto. Ele, chamado de K, estava fazendo várias perguntas sobre o que tinha acontecido, sobre a guerra dos anões, em que ano estávamos. Edward entregou o diário que encontramos para o golem.

K, o golem

Enquanto isso, puxado pela camisa para o meu lado, eu coloquei minhas mãos sobre a cabeça do inventor, ainda cantando e balbuciando frases incompreensíveis. Seus olhos se desanuviaram quando eu impus-lhe as mãos. Ele piscou algumas vezes e entrou na conversa com o golem.

Diante de tantas perguntas de K, eu disse que estávamos ali para investigar as minas e encontrar um artefato. Também disse que nós poderíamos ajudá-lo e que, se ele quisesse, também nos ajudaria, já que ele conhecia melhor as minas melhor que nós. Ele aceitou e nós tínhamos um aliado dali para frente, pelo menos nas Minas Heldret.

Tallaka era a anã inventora, auxiliada por K. Ele deixou escapar que ela usava um artefato diferente para moldar o aço rubi e fazer os experimentos. Bom, era isso que procurávamos e por causa disso que estávamos explorando a caverna. Ele só não sabia que havia algo do outro lado do corredor, como se só tivesse sido construído depois de ele ser desativado. O que era estranho.

Edward tentou abrir a tal porta do lado esquerdo do corredor de entrada do andar, mas havia uma resistência. E ele e Stefan perceberam que algo pesado estava travando a porta. Assim, convocamos o mais forte do grupo, no caso o crocodilo, para que ele abrisse a porta.

De onde eu estava, não conseguia ver o que tinha lá dentro, só ouvi barulhos e uma leve iluminação vermelha. Os sons não eram amigáveis. Algo se ativou lá dentro. Quando vi Stefan sacando e acendendo uma bomba, entendi que a coisa estava ficando feia. Pelo menos, ele estava atirando contra o que deveria ser um inimigo e não contra os amigos.

O barulho foi ensurdecedor, mas, diferentemente do segundo andar, nada caiu sobre as nossas cabeças com o estrondo da bomba. O que quer que fosse nosso inimigo, atacou quem estava mais próximo, o bárbaro, que só ficou atordoado com a surpresa do ataque e apanhou bastante. Eu precisava curá-lo. Então, avancei para o lado Kroll e fiz uma prece a Allihanna. Magia fluiu de mim para curá-lo, mas não adiantou muito.

Só tive tempo de alertar o grupo sobre 3 golens de aço rubi que eu consegui ver na sala e uma das criaturas já bateu no Kroll. Joseph começou a tocar e cantar para, com sua magia, nos ajudar naquele momento. Foi então que uma das criaturas avançou e pisou em cima do Kroll e, simplesmente, tentou me bater. Desviei de um golpe mas o outro ia me atingir, quando enrijeci meu corpo e como que uma capa protetora surgiu sobre a minha pele. Ele até me acertou, mas só deixou um leve arranhão.

Toshinori pediu que todos saíssem do caminho naquele corredor para que ele pudesse ir para cima dos golens. Edward também gritou para que fizéssemos isso, só assim o paladino poderia fazer o que ele faz de melhor.

Stefan acendeu outra bomba e jogou dentro da sala. Só consegui ver um dos construtos, de fato, sofrendo, mas, ainda assim, ele avançou pelo corredor, como se eu não estivesse no caminho. Mas ele não bateu em mim, e sim, no bardo. Foi uma grande pancada e ele caiu.

Apesar de Kroll estar respirando e não estar sangrando, ainda estava caído e machucado. Outro golem avançou, mas Edward tentou bloquear com seu escudo, mas, ainda assim, se feriu um pouco.

Vi, então, que não eram 3, eram 4 construtos. Além disso, as forças já se esvaíam de nós, o que sentimos quando nem todos podiam mais usar magia. Estávamos com sérios problemas.


Assista ao vídeo sobre essa parte da história no canal do Qual é a do RPG?: https://youtu.be/_cqjsy_IleE?si=N8sKpQvNQhcxyHe_

Continue aqui no Blog para saber o que acontece nos próximos capítulos desta jornada.

Até breve!

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Épico e aquático – O necromante

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Épico e aquático – A traição

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Rebel Moon e o filme sem fogo

Sim, sou eu de novo, Jão Rosa, criador do Alfredo, O Óbvio. Vim trazer mais filmes ruins para vocês assistirem quando estiverem em um encontro com alguém que não gostam.

Assistir a Rebel Moon foi uma das melhores – piores – experiências que já tive. O diretor Zack Snyder queria escrever um filme de Star Wars, mas ganhou um sonoro “não” dos produtores, então ele resolveu se juntar com a Netflix e criar o próprio, porém faltou uma coisinha boba: MOTIVAÇÃO.

Um filme com as conexões mais desconexas, personagens cativantes que não cativam e storytelling pobre deixam claro que o antigo manda-chuva da DC não sabe o que é escrever uma boa história.

Rebel Moon

O resumo

Uma aldeia de agricultores em um pequeno planeta é invadida pelo império intergalático e recebem a incumbência de entregar a maior parte de sua colheita ou todos perecerão. Para proteger esse grupo de simples pessoas, um dos aldeões é, na verdade, uma antiga guerreira, que junta um grupo de foras da lei para defender o povo que a acolheu.

Pois bem… 

Nesse cosmos, somos apresentados à protagonista que tem um passado obscuro e misterioso, que será descoberto ao longo da história… Nah, ela vai contar tudo numa boa em dois encontros na lareira, e é isso. Passado de alguém? Deixa, os personagens vão te contar tudo da forma mais explanatória possível.

Não há uma profundidade nas relações, nem no momento em que os personagens são chamados para a missão, nem depois, quando vão vivendo as aventuras juntos.

O vilão é apenas mais um vilão malvado, que faz malvadezas sem nada de novo para acrescentar. Temos mais referências ao Naz—mo, porém sem nada que acrescente ou motive essa referência.

A fotografia é linda, porém, os maneirismos de Snyder, o fizeram priorizar tanto os momentos épicos, que uma simples areia caindo, uma briga de bar ou um cara escorregando em uma banana eram dignos de câmera lenta.

Por esse motivo, esse filme merece uma nota terça-feira à tarde.

Épico e aquático – 3 grandes problemas vermelhos

Os Desafiantes estão diante de uma nova ameaça e vão ter trabalho pela frente. Confira esse novo capítulo do diário da Helga.


Trolls vermelhos com enxertos de aço rubi. Era tudo o que a gente precisava, claro! 3 grandes problemas vermelhos.

Joseph já começou a tocar seu alaúde élfico e uma sensação positiva tomou conta do ambiente, apesar do que estávamos prestes a enfrentar. Stefan já se antecipou e, finalmente, fez algo útil: atirou em um dos trolls, o que estava ao nosso lado.

Mas os que estavam próximos ao Toshinori e ao Edward já começaram a bater e a tentar dilacerar os meninos. Além disso, começaram a avançar sobre o restante de nós.

O nobre Edward estava bem machucado. Cambaleando, ele gritou para que batêssemos em retirada e veio para perto de onde eu estava, ao lado da porta da sala. O bárbaro obedeceu imediatamente: agarrou o bardo e saiu correndo com ele pelo corredor para longe da sala.

Com sua cabeça quente, Toshinori já derrubou um dos trolls e esbravejou contra ele também. Ele saiu correndo também pelo corredor e ativou sua aura azul e já consegui sentir um pouco mais de energia para resistir ao que viria pela frente.

Foi só o tempo de o paladino passar e o troll ao nosso lado acertou Edward e Stefan e o nobre caiu. Imediatamente fiz uma prece a Allihanna e senti a magia de cura fluir de mim  em direção ao Edward. Quando tive certeza de que foi suficiente, saí correndo também para onde estava o resto do grupo.

Só ouvi mais um tiro do Stefan atrás enquanto corria. Quando cheguei ao lado de Joseph, ele tinha conjurado suas magias para deixar a arma do Kroll brilhando. DO JEITO QUE ELE GOSTA.

Stefan também correu para o meu lado e a briga entre os trolls e Toshinori, no meio do corredor, e Edward era bem audível. Me virei no instante que ouvi um ataque e vi que Ed seria golpeado. Levantei as mãos e lancei sobre ele uma espécie de escudo mágico, como um toque divino de Allihanna.

Vi que Joseph fez a mesma coisa quando ele viu que o troll ia tentar com o outro braço um ataque em Edward. O bardo está aprendendo a copiar as magias que eu faço. Isso pode ajudar bastante a gente, como ajudou naquele momento com Ed, que não tomou nenhum dano dos golpes do troll. Depois disso, o nobre também veio correndo para o meu lado na outra sala, do outro lado do corredor.

O bárbaro não se aguentou, claro, e correu novamente pelo corredor para tentar atingir o troll com seu machado de guerra. Ele conseguiu, aparentemente. Só ouvi os sons de cortes, Dia de Megalokk.

Foi o suficiente para que Toshinori só desse o golpe final com seu bico de corvo. Não vi muita coisa, obviamente, porque eram os três mais altos e fortes do grupo que estavam no corredor na minha frente. Só ouvia os gritos de ordens do paladino, os barulhos de batalha e armas brandindo.

No desespero, eu tentei consagrar a área onde estávamos para que a magia de cura fosse mais efetiva. O que eu não contava era que nós ainda estávamos sobre o símbolo de Khalmyr, logo atrás, na sala onde tínhamos cumprido o desafio. Foi uma medida desesperada e impensada. Não deu certo e a iluminação da magia não durou nem 10 segundos e se enfraqueceu até apagar.

Daí eu tomei um susto com o Stefan ao meu lado, simplesmente, atirando com sua arma na direção do troll que estava do outro lado do corredor. Olhei bem atravessada para ele, com cara de quem estava meio surda pelo barulho e não gostou nada disso. O Stefan sabe ser bem insuportável. Mas eu fiquei aliviada quando olhei para o Joseph e não tinha sido ele o alvo.

Joseph completou a fileira que fizemos da sala de Heredrimm pelo corredor até a entrada da outra sala. Acho que ele conjurou alguma magia sobre o Kroll. Mas o bárbaro apanhou e caiu com um estrondo. Edward ao meu lado bradava ordens de combate aos meninos e nos incentivava a continuar. Com uma luz azul, acredito que o Kroll tenha sido estabilizado pelo Toshinori, que continuava batendo na criatura.

O troll sobressalente estava resistindo e eu ouvi mais gritos. O paladino caiu e eu precisei escolher quem curar primeiro. Precisei conjurar a magia de cura e com devoção redobrada a fim de alcançar o Kroll que estava a quase 5 metros de distância de mim.

Não consegui curar Toshinori, mas percebi que Joseph me observava. Ele recitou palavras arcanas e a mesma luz que emanou de mim até o Kroll, também saiu de Joseph até o paladino. Stefan atirou mais uma vez, mas acho que ele não acertou.

Foi quando, de repente, o troll veio em nossa direção pelo corredor, como se não tivesse ninguém no caminho. A criatura entrou na sala com o símbolo de Khalmyr e tentou bater em mim e no Edward, mas ela não me acertou e houve tempo para que eu protegesse, ainda, o nobre com um escudo divino, como antes.

Nesse momento, eu não via mais nada, apenas ouvia gritos e sons de armas. Os meninos estavam de pé e nos defendendo. No entanto, no meio de todos os gritos, consegui discernir o som do bárbaro descendo seu machado sobre uma criatura que não sobreviveu ao golpe.

Fiz mais uma prece a Allihanna e abençoei os desafiantes de Yuvalin que, imediatamente, foram tocados por aquela luz que saiu das minhas mãos. Minha esperança era que meus amigos se sentissem mais fortes e capazes. Acho que consegui porque Stefan acertou uma bala no troll e Joseph deixou a criatura fascinada por ele, perdendo momentaneamente suas feições e ações hostis.

Foi quando eu reparei que a ferida que o Stefan tinha acabado de fazer na criatura simplesmente se fechou. Era só o que faltava.

Joseph queria que todos se preparassem para atacar, se recuperando enquanto a criatura estava fascinada, no entanto, Kroll estava um pouco furioso por toda aquela luta não ter acabado ainda. Ele veio correndo e desferiu golpes e mordidas. O paladino aproveitou a oportunidade para enfiar o bico de corvo no inimigo. Parecia uma coreografia entre os dois e eles, juntos, eliminaram o último troll.

Com o fim do combate, ficamos um tempo olhando para tudo em silêncio para tentar entender que tipo de criaturas eram aquelas e o que tinha acabado de acontecer. Todos os olhos se voltaram para Stefan. Ele seria muito mais insuportável se começasse a explicar, com certeza, e eu já me preparei para ouvir.


Assista ao vídeo sobre essa parte da história no canal do Qual é a do RPG?https://youtu.be/ZGGGhkr38yM?si=CCD7he3nl66t-T2C

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Épico e aquático – Nada pode estragar meu dia

Depois de tanta emoção envolvida no dia da Helga, é hora de continuar a missão. Confira como se saem os Desafiantes de Yuvalin depois que a vida começa a voltar ao normal.


Eu estava nas nuvens. Acordar naquela manhã foi belo ao lado do Goro. Allihanna me abençoou de uma forma que eu não imaginava ser possível. Mas acordar depois daquela noite também me deixou um pouco feroz. Sim, eu queria mais. E Goro não me negou isso.

Mas precisávamos ir para as nossas atividades. Então, tomamos juntos um breve café da manhã na casa do Goro e saímos: ele para a reconstrução da Kanpeki e eu para o Parque Normandia, onde encontraria a equipe.

Com os Desafiantes, passamos pelos estábulos, que foram pouquíssimo afetados pela tempestade, e nos encaminhamos para as Minas Heldret. Entramos no elevador, puxamos a alavanca e começamos a descer. À medida que descia, aquela sensação de claustrofobia aumentava e eu precisava me manter focada na missão e em Allihanna, para não enlouquecer.

Percebi que algumas pedras estavam meio desalinhadas e o elevador deu uma arranhada. Deveria ser o segundo andar que explodiu. E, então, chegamos ao terceiro andar, recebidos por um brilho azulado nas paredes. O chão era ladrilhado e bem acabado, diferentemente dos demais andares por onde passamos. As luzes azuis eram produzidas por cristais.

Bem à nossa frente tinha uma porta. Stefan tomou a dianteira e começou a analisar a porta. Me aproximei e notei uma porta aberta do lado direito. E havia um corredor do outro lado. Eu estava logo atrás do Stefan quando decidimos que ele deveria abrir a porta de pedra à frente. Imediatamente, vimos um construto, que despertou e assumiu posição de luta, se aproximando de nós. Minha noite foi boa demais para eu ficar mal com isso, nada me abalaria hoje.

Construto encontrado no terceiro andar

Saí da direção do construto o mais rápido possível porque, sabe como é, luta não é o meu forte. Então, ele atacou o primeiro que viu: Edward. Naquele momento, eu olhei para o lado e vi os olhos do Stefan começarem a ficar daquele jeito que é um prenúncio de algo bem ruim.

Mas agora não! Nada podia estragar meu dia hoje! Apesar de todo o caos que foi a Tempestade Rubra em Yuvalin, Allihanna me abençoou, talvez, pelo trabalho que fizemos em favor do povo, e eu consegui curar Stefan. Coloquei minhas mãos sobre ele e ele saiu daquele estado de maluco.

Kroll parecia estar feliz. Megalokk estava no comando. Ele acertou o autômato o suficiente para que já começasse a sair alguns raios elétricos. Stefan atirou, mas a bala só ricocheteou. Pelo menos estava lutando contra o alvo certo.

Joseph tocou alguns acordes com seu alaúde élfico e deu para notar que ficamos bem mais concentrados e inspirados. Ficou claro quando Toshinori derrubou o construto e enfiou o bico de corvo diretamente no núcleo dos circuitos. Tínhamos certeza de que o autômato não se mexeria mais.

O inventor, obviamente, se abaixou e começou a analisar detalhadamente o construto. Ele teria sido ativado quando a porta abriu. Toshinori sugeriu, então, que algo interessante não estaria mais protegido agora.

Foi quando eu olhei mais atentamente para Edward e reparei que ele estava fraco e ferido. Evoquei uma canção de cura, afinal, aquele dia estava pedindo mais canções, e o toque mágico que saiu das minhas mãos sobre suas costas cobriu suas feridas e curou-as imediatamente. Notei também que Joseph estava observando e que repetiu o gesto com as mãos sobre Edward, restaurando-lhe o que faltava de fôlego. Ele agradeceu.

O mais perto de um agradecimento que recebi do Stefan por tê-lo tirado de seu transe foi ele dizer que gostou do toque diferente que recebeu das minhas mãos. Limitei-me a responder que era um segredo meu e que a noite tinha sido boa.

Antes de seguirmos em frente, Stefan seguiu rapidamente pelo corredor da esquerda para analisar outra porta que havia lá. Mas Toshinori insistiu em seguir por onde estava o autômato. Então, Edward e Toshinori entraram primeiro, porque, segundo eles, caso acontecesse algo, nós não estaríamos todos apertados em um corredor estreito.

Antes de abrir a porta no final do corredor, Ed tentou ler o que estava escrito nela, mas Stefan (o que sabe ser bem insuportável), leu primeiro: Heredrimm. Na língua dos anões, aquele que foi o líder do Panteão, o Deus da Justiça, Khalmyr.

Eu estava muito longe, praticamente de volta ao elevador, então não via quase nada. Só ouvi um barulho como se algo estivesse se fechando e Edward gritou para que entrássemos logo. Conseguimos entrar a tempo apenas 4: Ed, Joseph, Stefan e eu. E uma placa, como se fosse uma outra porta, se fechou atrás de nós. No chão, havia desenhado uma grande balança, símbolo de Khalmyr.

Símbolo de Khalmyr

Do outro lado, havia uma porta trancada, mas sem fechadura. Todos começamos a investigar como sair dali, analisar o que tinha acontecido. Era como se a porta que se fechou tivesse nos dado uma chance para algo. O piso também tinha algo de diferente, alguns afundavam quando passávamos.

O inventor matou a charada e nos orientou a cada um se posicionar em uma ponta do desenho, com dois de cada lado da sala. Imediatamente, a porta começou a se abrir novamente.

E, então, veio o discurso de explicação do grande gênio, nos orientando a fazer uma fila e andarmos em linha reta até a outra porta que se destravou quando nos posicionamos. Mas não aconteceu como o inventor previu e nada se fechou atrás de nós quando Toshinori e Kroll entraram na sala.

Edward abriu a porta do outro lado da sala. Virou-se para nós e avisou sobre corpos de trolls que estavam lá presos. Se eram corpos, poderíamos avançar. Mas, antes que eu entrasse na sala, olhando apenas através da porta, vi que o troll vermelho próximo a Toshinori, simplesmente, abriu os olhos.


Assista ao vídeo sobre essa parte da história no canal do Qual é a do RPG?: https://youtu.be/ZGGGhkr38yM?si=CCD7he3nl66t-T2C

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Até breve!

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Épico e aquático – Honra e paixão

Muita emoção toma conta do dia de homenagens aos cidadãos de Yuvalin após a passagem da Tempestade Rubra. Confira mais um capítulo do diário de Helga Iris, a sereia Druida.


Respirei fundo e comecei:

Povo de Yuvalin, vocês que me receberam tão bem, vocês que nos receberam tão bem aqui, somos um povo diverso nessa cidade. Somos várias raças, fazemos coisas diferentes, trabalhamos em coisas diferentes.

Mas algo nos une: a vontade de permanecer aqui, a vontade de agirmos uns pelos outros. Isso não mudou!

Hoje, estamos tristes. Hoje, nós estamos arrasados diante de tudo o que aconteceu. Mas nós precisamos olhar para frente! Nós precisamos nos lembrar destes que foram, com carinho, com amor, com respeito.

Nós precisamos olhar para frente! Olhar para o horizonte e ver que há mais, há mais para acontecer, há mais para celebrarmos, há mais coisas para vivermos. E viver em homenagem a estes que foram.

Vamos celebrar a vida em homenagem a estes que nos deixaram! Viva por você e por este seu amigo, seu vizinho, seu líder, seu parente, seu cônjuge, seu filho. Viva por ele com amor e dedicação total.

Porque hoje nós devolvemos esses cidadãos ao coração da cidade, mas nós vamos continuar fazendo essa cidade bater com o nosso coração.

Apesar do improviso, acho que fiz uma homenagem digna aos que se foram. Logo depois de deixar o palco, a forja já estava trabalhando e tocando as batidas do coração. Choro e lamento por todo lado.

Rei Joss fez uma aparição em um dos cantos do Parque quando olhei, acenou para mim confirmando minha fala e, simplesmente, desapareceu quando uma pessoa passou na sua frente.

Edward também discursou logo em seguida e eu ouvi o Stefan gritando “Morte à Tormenta”, com coro de Toshinori.

As velas viraram balões e os cidadãos soltaram no céu. O cinzento dia de Yuvalin se tornou colorido com tantos balõezinhos. Aquele arco-íris era um símbolo de que após a tempestade viria a bonança. Era o que todos nós desejávamos ardentemente.

Balões de luzes

Senti um abraço vindo por trás enquanto eu observava o céu iluminado. Apesar do primeiro sobressalto, percebi que era Goro e ele me falou ao pé do ouvido que o seu mestre sempre havia amado o arco-íris. Ficamos abraçados em silêncio por um tempo apenas observando as luzes no céu e as cinzas que subiam da forja.

Quando já começávamos a sair, Ezequias confirmou que precisávamos encontrar o artefato, mas que ele entendia que deveria ficar pela cidade. Nós confirmamos que continuaríamos e que ele estaria conosco mesmo que não presencialmente.

Saí abraçada com Goro, tentando consolá-lo. Ele estava silencioso até chegarmos em uma casinha simples no Distrito da Bigorna. Ele morava junto com seu mestre e, apesar de não ter a arquitetura tamuraniana, a mobília da casa foi totalmente inspirada para que tivesse um pouquinho da terra deles lá. Era como se eu tivesse entrado em um portal para Tamu-ra.

Ele tinha o olhar vago, sentou-se e falou sobre a restauração da Kanpeki. A história deles se misturava à da loja. Eu disse a ele que continuar o trabalho lá seria honrar o legado de seu mestre. Ele se aproximou de mim e, segurando muito forte a minha mão, pediu encarecidamente que eu tomasse muito cuidado, que ele não aguentaria perder mais alguém importante para ele.

Depois de um tempo em silêncio eu respondi que meu trabalho de ajudar a cidade incluía correr riscos. Mas eu faria o máximo possível para mantê-lo vivo e me manter viva também. Por outro lado, ele me respondeu que não saberia se ele mesmo conseguiria se manter vivo se me perdesse.

Ruborizei, é óbvio. Principalmente, depois de ele completar dizendo que sua vida talvez perdesse total sentido já que ele perdeu seu mestre, mas que, a partir daquele momento, eu era a pessoa mais importante para ele.

E, então, de repente, ele se ajoelhou e pegou minha mão. É extremamente difícil descrever o que eu senti quando o vi fazendo aquilo. Meu coração disparou e só não suei em bicas porque isso não é muito comum para sereias, nossa troca de ar é um pouco diferente com as guelras e escamas.

Ele beijou minha mão e me pediu em namoro. Era difícil organizar todas as emoções. me limitei a responder que sim. Chamam de borboletas no estômago ou talvez eu estivesse feliz e chocada ao mesmo tempo. Sei que, dentro de mim, eu ria como uma criança ouvindo histórias de seu avô.

Ele se levantou ao ouvir minha resposta e me deu um beijo arrebatador. Um beijo molhado, sincero e de esperança. Ao nos afastarmos, ele colocou meu cabelo por trás das orelhas e disse que me deixaria descansar, mas para que eu voltasse no dia seguinte. Eu respondi algo, como sempre estaria lá por ele, nem lembro direito. Foi tanta emoção que minhas pernas estavam bambas. Meus joelhos tremiam e acho que fiquei levemente tonta.

Ele colocou a mão sobre o meu colo e disse que sempre estaria junto comigo, no meu coração. Coloquei minhas mãos sobre a dele e acenei com a cabeça, concordando. Um conflito se apoderou de mim naquele momento. Eu não queria ir embora, queria ficar ali com ele, queria que o tempo parasse para nós, ali. No entanto, não descansar, e ao ar livre, poderia comprometer tudo o que seria feito na missão no dia seguinte.

Então, eu decidi ficar.

Helga e Goro

Foi uma noite mágica. Além do misto de emoções que eu estava sentindo por todo aquele dia e tudo o que fizemos juntos ali, foi como ver um arco-íris diferente do que vimos à tarde. Eu estava eufórica, estava nas nuvens.

Era a primeira vez que me entregava a um homem e consegui notar que Goro também estava descobrindo o corpo de uma mulher. E que honra ser o meu corpo.

Nossa primeira noite juntos foi tão bela, tão carinhosa e totalmente mágica. Fomos, sem dúvida, abençoados por nossos deuses.

Mesmo que isso trouxesse consequências para meu desempenho na missão nas minas no dia seguinte, eu não mudaria absolutamente nada. Foi perfeito!


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Até breve!

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Mágico como o chocolate Wonka

Venha comigo e você estará em um mundo de pura imaginação! Essa não é só a letra de uma das músicas principais do soundtrack de Wonka (2023), mas também é algo que define muito o filme: IMAGINAÇÃO.

De forma leve, o longa entrega um tipo de composição que eu, particularmente, sentia saudade de ver no cinema. Sim, eu cansei um pouco da fórmula mágica de super-heróis que dominou as telonas nos últimos anos. Wonka me fez voltar para antes de tudo isso, para quando eu era criança.

Sob a direção de Paul King e estrelado por Timothée Chalamet (Willy Wonka), o filme traz uma história prévia à que conhecemos de A Fantástica Fábrica de Chocolate. No entanto, não é relacionado ao filme de Tim Burton, com Johnny Depp no papel principal, mas ao de 1971, do diretor Mel Stuart e o Willy de Gene Wilder.

Trata-se de um musical que, às vezes, casa com a história, mas às vezes não. Entretanto, as músicas são empolgantes e do tipo que ficam presas na sua cabeça. Também te levam a querer dançar um pouco.

Com um leve toque steampunk no visual, Wonka é o melhor chocolateiro do mundo e carrega sua fábrica portátil para todos os lados. Porém, precisa enfrentar muito mais desafios do que esperava para fazer seus chocolates e se tornar famoso e rico com a venda deles.

Isso acontece porque ele é inocente demais e não enxerga a maldade no mundo. Sua inteligência e resiliência o levam, mesmo assim, junto com seus novos amigos, a não desistir de seu sonho.

Essa inocência torna o filme algo leve e divertido para toda a família, exatamente do tipo que eu sentia falta há tantos anos. Me trouxe um sentimento nostálgico, de surpresa. Me levou para o tempo que eu parava à tarde para assistir à fita de vídeo da Mary Poppins.

O filme é sobre família, sonho, magia e emoção. Você vê magia em tudo e se surpreende com a naturalidade com que as coisas simplesmente acontecem em cena.

Não digo que a atuação seja impecável, mas todo esse sentimento te faz esquecer que são atores interpretando personagens na telona. Você entra na história, encontra referência, ri, se emociona e torce para que tudo dê certo, afinal, ele vai ter uma fábrica, não é?

Os personagens em si são muito simples e fáceis de entender e gostar ou desgostar. Apesar disso, você não consegue desgostar totalmente daqueles que seriam os vilões da história. O casting é sensacional e você pode ter certeza de que vai se divertir só de vê-los na tela.

Minha nota, em dias da semana, é sexta-feira à tarde, depois de fazer os deveres de casa e sentar para assistir a uma fita de vídeo que aqueça o coração.

Conta para mim o que achou do filme. Já viu?

Aline Gomes

Épico e aquático – As sobras da guerra

Depois da tempestade vem a bonança? Não para os Desafiantes de Yuvalin! Confira o novo capítulo do diário de Helga Iris, a sereia druida.


Yuvalin é uma cidade forte. As garras corrompidas da Tormenta atravessaram a nossa alma, mas cá estávamos os sobreviventes para recomeçar.

Na Guilda dos Mineradores, Ezequias estava com olhos vagos e, no meio de todo o burburinho na sala, ele pediu silêncio e que ficássemos apenas ele e nós, os Desafiantes de Yuvalin. Colocou as mãos na cabeça e desabou, começou a chorar.

Ficamos em silêncio por alguns instantes e Edward se aproximou do amigo, ainda quieto, para consolá-lo. Eu estava de cabeça baixa e fazendo carinho na Noah, ela sentia a amargura em todos e também chorava baixinho. Levantei a cabeça e vi a cena. Então, a incentivei a ir tentar levar consolo também, afinal, animais têm essa incrível capacidade de nos animar.

Não adiantou muito, apesar de ele ter parado um pouco de chorar e voltado a falar. Ele fez carinho em Noah por uns instantes e desabafou. Achava que, se tivesse ficado na cidade, em vez de ir conosco para as Minas Heldret, ele poderia ter evitado algo. Tentei argumentar com ele, pois pensar nos “e se…” não levaria ninguém a lugar algum. O passado não pode ser mudado.

Edward também argumentou, falando sobre os verdadeiros culpados. O peso da liderança, que eu mal comecei a sentir, recaía dolorosamente sobre os ombros de Ezequias. Fatalmente, ele dizia, a culpa seria atribuída a ele. Em sua ausência, pequenos relatos chegaram sobre coisas estranhas por toda a cidade. Ele acreditava que poderia ter feito algo se estivesse ali.

Só venceríamos, de verdade, quando a Tormenta fosse destruída. Precisávamos encontrar a tal ferramenta-artefato. No entanto, ainda havia muito o que fazer na cidade antes de voltarmos às Minas. Sugeri que iniciássemos o mais rápido possível um plano de contingência, para a reconstrução de Yuvalin.

Nisso, eis que Peter Vahrim entra pela porta da sala de Ezequias. Eu tomei um susto, obviamente. Era a última pessoa que eu esperava ver naquele momento e situação. Mas foi ele a quem nosso chefe recorreu para designar funções para nós. Conhecendo o “Senhor P.”, achei melhor me manter focada em fazer carinho na Noah e não olhar tanto para ele.

Iríamos ajudar em diversos setores antes do funeral coletivo e do memorial em homenagem às vítimas. Peter me designou para ir até o Templo de Lena, a deusa criança, Deusa da Vida, para cuidar dos feridos. Edward, Kroll, Toshinori e Trovão da Tormenta foram para o setor de redução de danos, para encontrar sobreviventes nos escombros. Stefan e Joseph iriam para o setor de psicologia para animar aqueles que estavam sofrendo.

Só na cabeça do Peter, em uma situação delicada como essa, delegar uma função tão absurda ao Stefan. A função em si não era absurda, o Stefan sim. Ràthania ajudaria com ilusões, mas, ainda assim, não fazia o menor sentido. Joseph fez uma cara de nojo e ninguém poderia tirar a razão dele. Esperava, com toda sinceridade, que Stefan não piorasse tudo.

Yuvalin parecia um verdadeiro cenário de guerra

Cheguei ao Templo e, rapidamente, uma clériga me abordou me perguntando se eu era curandeira. Fiz que sim com a cabeça e ela me direcionou para um galpão lotado. Muita gente ferida física e, principalmente, emocionalmente. Comecei a andar pelos corredores e a conversar com algumas pessoas. Olhava nos olhos delas para checar o quanto elas precisavam de ajuda. Levei Noah para brincar com algumas crianças, tentando fazer com que houvesse mais esperança naquele cenário de guerra.

Ao cuidar de uma pessoa, percebia que outras pessoas ao redor se sentiam melhor. Vi que fazia a diferença ali. Conseguia inspirar os feridos e outros curandeiros a cuidar uns dos outros. Apesar de ainda encontrar muitas pessoas bem machucadas, mentalmente, as pessoas pareciam mais dispostas e menos tristes.

Ao final do dia de muito trabalho, Ezequias nos convocou de volta à Guilda. Ele nos informou sobre o funeral coletivo no dia seguinte pela manhã, no Parque Normandia. Também pediu que Edward e eu levássemos palavras de consolo ao povo. Prontamente, me coloquei à disposição.

Ele tinha, ainda, uma notícia bem ruim para nos passar e isso se mostrou claramente quando ele tirou os óculos e seus olhos vermelhos demonstraram cansaço. O segundo andar das Minas Heldret foi completamente explodido. Provavelmente, aquele a quem a jovem havia nos pedido para encontrar, que Ezequias expulsou da Guilda, deve ter ficado com remorso. Eu achava que Toshinori tinha explodido todas as bombas, mas não foi o caso.

O chefe nos agradeceu mais uma vez e nos dispensou até o dia seguinte. Me despedi de todos e saí acompanhada da Noah. Dei uma volta pela cidade para ver como tudo estava e, claro, fui procurar pelo Goro. Precisava saber se ele estava vivo. Passei tanto tempo cuidando de todos, que ele estava em meus pensamentos, mas não pude ir vê-lo antes.

De longe, vi que a oficina não existia mais. Eu gelei. Foi como se tivessem me dado um soco no peito. Meus joelhos já ameaçavam fraquejar quando avistei uma silhueta ajoelhada diante do antigo prédio da Kanpeki. Consegui identificar que era Goro, com seus cabelos longos e presos em um rabo de cavalo, todo machucado e com as roupas rasgadas. Ele estava fazendo preces a Lin-Wu, em total reverência.

Eu me aproximei, me mantive em silêncio e em estado de reverência também. Em apoio. Ele se assustou um pouco com a aproximação de alguém, mas, quando notou que era eu, ele começou a chorar e voltou ao que estava fazendo. Apenas sussurrou que o seu mestre não havia sobrevivido.

Imediatamente, as lágrimas também me vieram aos olhos e tentei consolá-lo com um abraço. Ele me disse que levaria o caixão de seu mestre no funeral e me perguntou se eu estaria lá. Também não quis que eu tratasse de suas feridas, ele só queria ficar sozinho e até meu abraço, ao me despedir, não foi tão bem recebido. Enquanto eu o deixava ali, fazendo suas preces, meu coração doía. Fui, então, em direção ao Distrito do Carvão, observando e ajudando como podia quem eu encontrava pelo caminho.

Lágrimas de dor e de impotência

O dia foi longo e doloroso. Precisava renovar minhas forças e, assim como fiz diante de Lin-Wu momentos antes, agora, estava diante da minha deusa, Allihanna, suplicando que houvesse descanso para corpo e alma. Não só meu, mas de todos aqueles que sofriam naquele momento. Por sua graça, adormeci.

De manhã, uma procissão se encaminhava para o Distrito da Forja. Enquanto eu andava até o Parque Normandia, começou a chover novamente. Dessa vez, pelo menos, era só chuva. Nesse momento, todos concordamos silenciosamente que aqueles que se foram não voltariam mais.

O Parque estava lotado, muito mais que quando houve o discurso de Ezequias. Parecia ter tanto tempo desde aquele episódio. Era impensável que estaríamos naquela situação agora. Rostos machucados, gente rica e gente pobre… todos estavam ali. Reconheci algumas figuras e a grande união de toda a cidade.

Ezequias discursou sobre o palco. Suas palavras eram sobre amor, sobre o luto que é o amor que perdura. Também falou sobre vingança contra a Tempestade Rubra.

Enquanto fazia seu discurso, soldados entraram carregando caixões, quase que a perder de vista. Eles e outros cidadãos levavam os caixões para a forja, o coração de Yuvalin. Havia um grande coral para homenagear os mortos naquele momento organizado por Joseph. Eles cantaram logo após o discurso de Ezequias e antes que ele me chamasse para falar.

Era minha vez de consolar o que era inconsolável.


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Até breve!

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Épico e aquático – Duelo vermelho

Muita coisa em jogo agora. Os Desafiantes de Yuvalin precisam defender a cidade da tempestade rubra.


O papel de Joseph no combate era vital. Alaúde contra violino. Ele já começou desafiando o bardo da Tormenta ao contar detalhes sobre seu envolvimento com Micalatéia, a irmã de Hermanoteu. Joseph revelou diante de todos ter engravidado a moça e desaparecido em seguida. Imagino que ela não deve ter sido a única.

Hermanoteu teria se desesperado ao perder a irmã, que morreu no parto do filho de Joseph, mas disse ter encontrado em Aharadak uma nova chance. Ele se tornou um sacerdote do Deus da Tormenta. A coisa só piorava.

Hermanoteu

Eles começaram a duelar e Joseph fez um solo bem mais interessante. Tentei começar consagrando nossa área para que eu pudesse colaborar, mas com todos aqueles olhos (símbolo sagrado de Aharadak) marcados nas peles, roupas e em pingentes, a magia de Allihanna se desfez instantaneamente. A natureza pura da minha deusa não poderia estar em um ambiente tão corrompido.

Mal tive tempo para reagir e comecei a sentir a chuva de sangue causando estragos na minha pele. Além disso, os cultistas começaram a avançar sobre mim e aqueles gritos me enlouqueciam. Um dos corrompidos degolou um refém na minha frente e foi uma cena tão terrível que eu me senti um lixo completo no meio daquele combate.

Kroll estava furioso e, com o machado, dilacerou uns cinco. Toshinori se juntou a mim e a sua aura sagrada e suas palavras animadoras nos deixou mais dispostos a resistir à corrupção da Tormenta. O que quer que Stefan tenha feito também deu certo e Edward gritou palavras de incentivo para nós e para os reféns, como uma torcida, e de intimidação contra os asseclas. O Trovão da Tormenta puxou suas espadas em chamas e dilacerou outros corrompidos. Quase saía faísca do violino, mas Joseph continuava tocando poderosamente seu alaúde.

Eu continuei sendo inútil para a equipe e para a cidade. Como me envergonho do meu papel nessa batalha!

Enquanto tentava desviar dos cultistas, puxei algumas raízes e galhos da praça para tentar segurá-los, mas isso não foi o suficiente para que toda aquela turba avançasse e outros cidadãos não fossem degolados na minha frente.

Eu estava tonta, não via nada direito. Kroll, Toshinori e Trovão continuavam arrasando os cultistas ao nosso redor e Stefan subiu em um telhado, atirando e matando mais alguns. Edward berrava ordens contra os inimigos.

Eu estava desesperada. Não sabia mais o que fazer. Finalmente, ergui minhas mãos e magia fluiu de mim sobre os mortos-vivos na área e os matei. Matei bem matado. Eles não voltaram mais. Finalmente, fiz algo útil.

Além de matar novamente os mortos-vivos, ainda, curei meus amigos que estavam feridos naquele banho de sangue e corrupção. Os cultistas não apenas nos machucavam com suas carapaças e garras, mas também tentavam nos enlouquecer com seus gritos, com aquela aparência absurda e matando os cidadãos de Yuvalin na nossa frente para nos intimidar ainda mais.

Os meninos continuavam batendo e apanhando, já sem muitas forças, mas permaneciam bravamente contra os corrompidos ao nosso redor. Enquanto isso, a música era praticamente ensurdecedora e Joseph parecia fazer sua melhor apresentação. Ele brilhava! E seu alaúde também emitia uma luz. Era visível que Hermanoteu já começava a sucumbir diante da atuação do nosso bardo.

Isso chamou a minha atenção por tempo demais, porque, logo depois, falhei novamente tentando conjurar uma magia que não funcionou. Parecia que os mortos-vivos sobressalentes iam morrer de novo, no entanto, minha magia de consagração não conseguiu se sustentar. Eles, então, continuaram, mesmo se arrastando no chão, tentando me atacar.

Parecia até que Allihanna queria me abandonar depois de eu tentar canalizar magia com tantos símbolos de Aharadak por perto. O que me salvou foi Trovão. Ele conseguiu falar com as plantas e elas se enroscaram nos símbolos e os esconderam ou arrancaram. Assim, finalmente, toquei o chão e ele emanou um brilho, consagrando a nossa área e matando alguns mortos-vivos.

Toshinori me ajudou nesse momento, me incentivando a continuar porque estava funcionando finalmente. Stefan também tentou ajudar – ACREDITE – mas ele estava muito longe e os gritos ferozes dos nossos inimigos e a música me impediram de ouvir.

Foi então que Joseph conseguiu! Ele começou a tocar uma melodia e as notas ganharam forma física e machucaram bastante Hermanoteu, que caiu fraco demais para reagir. Se arrastando em direção ao nosso bardo, o tal sacerdote de Aharadak foi abandonado por seu deus e não aguentou dizer mais do que 10 palavras. E morreu.

Os asseclas ficaram desesperados e começaram a correr como formigas quando chega a chuva. Os meninos não deixaram, obviamente. De repente, o palco se desfez. A chuva de sangue também parou e o tempo abriu. Então, começamos a analisar os estragos.

Era avassalador ver quantas pessoas mortas ao nosso redor. Tanta gente foi afetada na cidade. Nós andávamos e eu chorava. Encontramos Cassia próxima ao corpo de Cassandra e, quando ela nos viu, começou a convulsionar. Imediatamente, corremos Joseph e eu ao encontro dela e ajudamos a aplacar suas convulsões com técnica e magia. Quando ela parou de tremer, de seus olhos vertiam lágrimas.

Assim como ela, toda a cidade cantava uma canção em uníssono: o choro.


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Até breve!

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Épico e aquático – Invasão vermelha

Algo de errado não está certo em Yuvalin e, agora, Helga e os Desafiantes de Yuvalin precisam lidar com um inimigo extremamente poderoso: a Tempestade Rubra.


É doloroso pensar no quanto a Tormenta é capaz de destruir sonhos e a vida em Arton. Mais do que nunca, combatê-la é uma questão de honra, de amor ao próximo e a si mesmo.

Foi como se os sonhos acabassem todos de uma vez, lavados pela chuva de céu vermelho. Chuva de sangue. Tormenta.

Os animais não estavam normais, o Distrito do Carvão estava mais silencioso que o normal e, conforme eu entrava mais na cidade, tudo estava profundamente silencioso, ninguém nas ruas. Isso não era Yuvalin. Foi quando o primeiro trovão soou no céu. Uma luz amarela deu lugar a um céu vermelho. Em seguida, veio a chuva. Ácida. Ferrosa. Sangue.

E, então, Yuvalin se tornou um caos completo.

Comecei a ouvir gritos e risos de desespero. O que era silêncio, se tornou uma cacofonia trágica. Apesar de o Distrito do Carvão ser mais calmo, eu sabia que, quanto mais próximo à forja central, mais intensa deveria estar a chuva rubra e, é claro, o caos.

Mergulhei no canal e entrei na cidade. A água parecia um filtro para aquele céu vermelho. Lembrei-me das histórias que Goro contou sobre a chegada da Tormenta em Tamu-ra e fui tentar encontrar um abrigo na cidade. O primeiro lugar que eu pensei em ir, é claro, foi a Kanpeki.

As lojas ainda estavam fechadas e eu vi o desespero, muita gente correndo e gritando. Uma senhora se jogou no rio como quem quer se afogar, gritando sobre como era lindo: “Oh Aharadak!”. Sim, o deus da Tormenta. Ela, claramente, estava se corrompendo e eu, num ato de desespero, puxei minha maleta de medicamentos e tentei fazer algo, mas era inútil. Ela já estava corrompida e nenhuma solução mundana transformaria aquele quadro.

Levantei a cabeça e senti o cheiro mais forte. Vi pessoas corrompidas, com carapaças, desfiguradas. Todas gritavam e corriam e arrastavam outras pessoas para um lado da cidade. Os olhos humanos têm muita dificuldade até de aguentar uma visão como essa.

Saí do rio e fui procurar a equipe na Guilda dos Mineradores. Nas proximidades, muitos desses seres corrompidos estavam em uma grande balbúrdia. Um deles se aproximou de mim e de Stefan, que já estava lá também procurando pela equipe. O ser montava um lobo e era difícil aguentar olhar para ele por muito tempo. Ruivo, braços vermelhos, mas ele parecia ser diferente dos outros.

Ele disse que queria acabar logo com a Tormenta. Stefan e eu conversamos com ele. Eu ainda estava confusa, perguntei suas intenções, mas nem conseguimos falar muito, pois um bando de corrompidos partiu para cima de nós. Me protegi, pois sabia que meus ataques seriam inúteis, no entanto, Stefan e o ser corrompido montado no lobo, com sua espada flamejante, lutaram contra o bando. Ele estava do nosso lado, então. Usei magia para tentar nos proteger no meio de toda aquela bagunça.

Era difícil, porque a chuva estava ficando mais forte e densa e já começava a afetar nossos corpos, menos o tal lefou montado no lobo. Trovão da Tormenta, como ele se autointitulou.

Enquanto enfrentávamos os cultistas de Aharadak, um guarda de Yuvalin, Fletcher, nos avisou para irmos à praça. As ordens eram de todos os aventureiros irem para lá, no Distrito da Bigorna. Stefan me olhou, perguntando se iríamos para a tal praça, e eu concordei, dizendo que se era onde estavam as pessoas que precisavam de ajuda, sim, deveríamos ir para lá. Lutávamos andando pelo caminho, pois não podíamos parar e muitos cultistas estavam nos atacando.

Pela bondade dos deuses, ao virar uma esquina, encontramos os demais Desafiantes de Yuvalin. Estávamos todos ali reunidos no meio daquela bagunça. Óbvio que eles estranharam nosso novo colega. Kroll já estava preparado para atacar, mas estacou quando Stefan confirmou que o Trovão estava ao nosso lado. Precisei confirmar, porque o Stefan nem sempre é confiável.

De repente, do alto de uma árvore um cultista se jogou para cima de mim com uma adaga. Só que ele foi interrompido ainda no ar e atirado e arrastado no chão por uma mancha branca e cinzenta. Era um lobo que o atacou e arrancou partes do seu corpo para me defender. Mas não era um lobo qualquer, era a Noah. Ela me encontrou e me defendeu.

Noah, minha nova companheira

Não pude esconder meu alívio e alegria em ser encontrada por ela. Comecei a fazer carinho em sua cabeça, ela sorria e arfava, se espreguiçou perto de mim, pediu mais carinho e abanou o rabo. Conversei um pouco com ela, rapidamente. Disse que a protegeria com a minha vida e ela também me protegeria. Mas precisávamos continuar o caminho.

Falei com o pessoal que deveríamos ir até a tal praça para ajudar as pessoas que estavam a caminho. Enquanto todos confirmávamos que realmente faríamos isso, Stefan foi até àquela placa que dizia apontar para o que se queria ver, ela estava a poucos metros de onde nos encontramos.

Quando a seta parou, houve um clarão e vimos uma silhueta, uma silhueta grávida com uma adaga nas mãos. Era Cassandra, a mulher do Drrrun, e ela gritava “Oh grande Aharadak! Muito obrigada!”. Ela enfiou a adaga na própria barriga e arrancou seu bebê. Em seguida, se jogou do alto onde estava.

Foi uma cena aterradora! Eu me desesperei e acho que a equipe toda. Queria curá-la, mas estava muito longe. Corremos para encontrá-la, e o bebê, e a vimos morta, estatelada no chão. A Noah cheirou e lambeu o bebê e ouvi uma tosse bem baixinha. Ela ficava olhando para o bebê e para mim para que eu fizesse algo.

Joseph chegou para me ajudar, pegou o bebê e eu identifiquei que ela só não respirava. Fiz uma prece a Allihanna e minhas mãos brilharam sobre o bebê. Imediatamente ele começou a chorar e eu chorei junto, emocionada e aliviada. Uma anã viu a cena e veio nos ajudar, levando o bebê para dentro de uma casa, enquanto os moradores daquela área apenas nos incentivavam: “Vão, Desafiantes! Vinguem-nos!”

Olhei ao redor para ver se a equipe estava toda reunida. Stefan estava afastado, analisando o local do incidente da Cassandra. Com gritos, um homem tentava proteger a própria família, gritando para que não chegássemos perto nem deles e nem de Cassandra. Então, partimos para a praça.

Quanto mais nos aproximávamos da praça, mais alto ouvíamos gritos em uníssono de um idioma muito antigo, de louvor: “Seja engrandecido, ó grande Aharadak!”. Tudo parecia um grande funeral, com música e os gritos.

A praça estava lotada. Muitas pessoas pareciam estar lá por vontade própria, mas outras estavam sob ameaça. Mais à frente, em um grandioso palco feito de matéria vermelha, estava um homem, tocando violino.

A praça

Ele emitia fumaça, sua pele era meio aberta. É até difícil descrever. Ele gritou nos desejando boas-vindas e exaltando Aharadak. Apontou para Joseph e, imediatamente, ele foi arrastado em direção ao palco, com uma pressão muito forte que todos nós pudemos sentir.

Muitos cultistas avançaram para cima do restante de nós. Pude observar em alguns deles características que se assemelhavam muito a de pessoas que eu conhecia. Percebi, depois de alguns segundos, que aquele grupo de aventureiros que desapareceu dias atrás e que não fomos procurar, eles haviam sucumbido à Tormenta. Inclusive o tal minotauro, de quem eu nunca gostei muito.

Estávamos cercados pelos asseclas da Tormenta e, enquanto isso, ainda precisávamos combater o ex-cunhado de Joseph, que estava no palco: Hermanoteu.


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Até breve!

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