Pets em Ação! – A aventura não tão incrível de Gracie e Pedro

Prepare-se para uma aventura cheia de confusões, trapalhadas e, é claro, muita amizade! Entre malas extraviadas e uma jornada que parece não ter fim, esses bichinhos vão embarcar em uma viagem cheia de emoção, risadas e muita fofura. Sim! Isso tem muita cara de Sessão da Tarde porque é um típico filme para se assistir numa terça-feira à tarde.

Já comecei com a pontuação comum do Qual é a das quintas? para dizer que Pets em Ação! (Gracie and Pedro: Pets to the Rescue) é um ótimo filme para se assistir de férias no sofá quando as crianças não podem sair para brincar.

Peto em Ação!

A história gira em torno de uma família que ama seus pets e os considera muito mais que animais domésticos. Quando eles vão se mudar de cidade, o gato (Pedro) e a cadelinha (Gracie) que estão sempre brigando, criam uma grande confusão nas esteiras de bagagem, perdendo, assim, o voo que os levaria junto com os humanos ao destino. A partir daí, eles mesmos decidem encontrar a nova casa enquanto os tutores iniciam uma busca para recuperá-los.

Essa é a típica animação B, com aquele 3D que causa um pouco de estranhamento se você está acostumado com animações da Disney e da Illumination. Nota: não vá assistir ao filme achando se tratar de Pets: A vida secreta dos bichos, porque não é.

Quando a sessão acabou, uma criança que estava sentada à minha frente no cinema falou que amou o filme. Logo, eu entendo que o objetivo foi cumprido. Esse é um filme bom para crianças, pois tem bichinhos, aventura, situações cômicas, família e amizade. Além disso, destaca o protagonismo infantil, uma vez que os adultos fazem quase nada para resolver, ao passo que são as crianças que melhor solucionam os problemas.

Apesar de eu analisar como um roteiro um pouco fraco, com falas e situações previsíveis, abri um sorriso quando tudo se solucionou. É uma história divertida e mantém o ritmo. A sala de cinema também não colaborou muito porque, por duas vezes, exatamente no mesmo momento do filme, que era o ápice da história, a tela apagou e permaneceu só o áudio.

Como disse no começo, de segunda a sexta, esse é um filme terça-feira à tarde, para deixar as crianças assistindo nas férias no sofá. Não é ruim, mas deve ser assistido pelo público certo.

Crítica publicada por mim no site do nosso parceiro Terra Nérdica: https://terranerdica.com.br/index.php/2024/08/14/critica-pets-em-acao/

Heróis incríveis retornam às telonas

[PODE CONTER SPOILER] Eu sei que estou há muito tempo sem postar aqui no Qual é a das Quintas?, mas sabe como é a vida de estudante… ou você acaba com a faculdade ou ela acaba com você. Principalmente, depois que você começa a estagiar ou a trabalhar e aí a vida fica mais cheia de coisa para fazer. Entretanto, eu não vim falar sobre mim. Vim falar sobre Os Incríveis 2, um filme incrível, desculpe a piada infame.

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Esse sofrimento todo que os filmes que temos que esperar muito tempo para assistir à continuação, refilmagem ou live-action tem sido recompensado, porque estão sendo, no geral, maravilhosos. Eu acabo indo ao cinema com aquele medo de que vão estragar minhas expectativas, porém, eles [os filmes] têm me surpreendido muito.

Pelo trailer e comentários antes da estreia, a gente sabia mais ou menos de onde ia surgir a história. Mas o que mais surpreende é a riqueza de detalhes. Apesar de a trama ser um pouco previsível e de alguns diálogos no decorrer serem maçantes, o desenvolvimento é claro, objetivo e, acima de tudo, divertido.

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Creio que a maior qualidade dos dois filmes seja os detalhes, tanto no roteiro, como na animação. O The New York Times comenta que os criadores da Disney Pixar levaram 6 meses para deixar o movimento dos cabelos da Violeta perfeitos durante a produção do primeiro longa. E eles não deixaram a peteca cair. Temos marcas de expressão, roupas, acessórios e objetos perfeitamente desenhados.

O final do primeiro filme deixou algumas pontas que esperávamos ver o desenvolvimento no segundo. É o caso do Zezé. Afinal, ele tem poderes? Quais poderes? Será que Helena e Roberto sabiam disso? Outras questões, como desdobramento da vida de todos os personagens, o encontro da Violeta com o Toninho Rodrigues, se ele agora seriam heróis e a sociedade aceitaria novamente tudo isso, que ficaram sem resposta, encheram nossos corações de expectativa.

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Vocês sabem que eu amo referências e Os Incríveis 2 é cheio delas. No primeiro filme, a animação já abusa da contextualização, a começar pelos nomes brasileiros e o sotaque do piloto de avião, na versão brasileira. No segundo, é extremamente divertido ouvir Raul Gil e Evaristo Costa dublando e fazendo comentários que estão diretamente ligados ao trabalho deles. As piadas e a própria história estão cheias de referências a quadrinhos, outros filmes, programas de televisão, movimentos sociais e até política, independente do idioma em que você assista.

Além de tudo isso, estamos falando de uma história que tem ambientação na década de 1960 (observe os aparelhos de TV), mas com total linguagem e tecnologia contemporâneas, talvez até à frente do nosso tempo.

Houve algumas críticas, porém, à contextualização. Já falamos aqui no blog sobre filmes que, apesar de serem animações, não são filmes infantis. A associação é sempre feita, temos incontáveis exemplos, mas nem sempre é real. O lúdico existe, sim, em Os Incríveis 2, contudo, não quer dizer que uma criança entenda algumas situações e piadas e até mesmo não fique assustada com algumas expressões.

O curta da Pixar, apresentado no começo, é muito fofinho. É uma história que já mostra a questão da família (tema super relevante quando se trata de Os Incríveis), do relacionamento, da necessidade de haver amor, parece que para introduzir e ambientar o expectador, contextualizando o primeiro longa e o que vem na sequência.

O Qual é a das Quintas? recomenda Os Incríveis 2 e aguarda ansiosamente uma continuação esperando que ela realmente exista e que não leve mais 14 anos para ser lançada. É bom para assistir com a família toda, desde o mais novo, até o mais velho. Sem arrependimento!

Aline Gomes

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Descobrindo a vida secreta dos nossos melhores amigos

Você sabe o que seu(s) bebê(s) de 4 patas fazem quando você não está em casa? Não só os de 4 patas, mas os que voam, os que nadam, os que pulam… Pets – A vida secreta dos bichos matou a curiosidade de muita gente e o Qual é a das quintas?, é claro, não poderia deixar de comentar. Demorou um pouquinho, mas vamos falar sobre nossos melhores amigos.

 

A fidelidade e o amor dos animais domésticos contagia os humanos. Em Pets – A vida secreta dos bichos, podemos entender um pouco do que aconteceria com um bichinho que é deixado pelo seu humano quando ele sai para trabalhar. O filme revela o pensamento dos animais, suas dúvidas, seus medos, seus desejos, nos fazendo acreditar que essas situações são as mais reais possíveis.

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Cheio de aventuras e emoção, Pets é uma animação engraçada, dócil, mas não é daqueles filmes tristes de animais. Apesar do enredo apontar situações que se parecem bastante com as dos filmes tristes, a história mostra o empoderamento animal e a gestão de problemas feita por eles próprios. Assim, nada é triste, mas é divertido e emocionante.

Pets – A vida secreta dos bichos é um filme que fala de amizade. Seja humano-animal, seja animal-animal. Nessa animação, cães são amigos de gatos, peixes, gaviões. Até os bichos que não aceitam ser domesticados e querem exterminar a raça humana se rendem ao cuidado e ao carinho dos ditos donos (humanos).

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O conjunto da produção faz um filme de sucesso. Isso é perceptível pelo tempo de exibição nas salas de cinema do Brasil, por exemplo. Mais do que isso, Pets é um filme para toda a família e para todos os animais. Não tem como se arrepender de assistir.

Aline Gomes

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O Pequeno Príncipe – A história que não tem nada de pequena

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”.

Permita-me mostrar neste post, caro leitor, minhas impressões sobre um filme que mostra o quanto é importante refletir sobre o que, provavelmente, muitos de nós lemos quando ainda crianças. O Pequeno Príncipe é rico em todos os aspectos, nos mínimos detalhes. Isso diz respeito tanto ao livro, de Antoine de Saint-Exupéry, quanto ao filme.

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À princípio, quando você começa a assistir, pensa se tratar da tradução fiel do livro para a tela. Até o momento quando começa-se a contar a história de uma garotinha. Aí você percebe a beleza do roteiro. Os momentos que contam a história do livro, são cenas absolutamente fiéis e que retratam a imaginação do leitor perfeitamente.

Quanto à garotinha… Não deveríamos esquecer, jamais, que crianças precisam ser crianças. Essa é a mensagem do filme, basicamente. E, o mais importante, não podemos esquecer que somos ou fomos quando crianças, mesmo quando nos tornamos adultos.

“O essencial é invisível para os olhos”.

Quando crescemos, acreditamos saber o que é essencial. Mas o filme, assim como o livro, mostra que os adultos não sabem de nada. Que deveriam continuar pensando como crianças e não obrigando crianças a ser adultas.

A animação é perfeita. As cenas que retratam o livro foram feitas em stop motion e levaram bastante tempo para serem feitas. O colorido mostra as emoções de cada cena. Muito bem feito.

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A trilha sonora… noooossa… que trilha sonora! Espetacular! – Uma particularidade: meus pais adoraram a música da raposa com o principezinho. – Primeira coisa que eu pensei: “onde consigo essas músicas?”

O filme é carregado de emoção do início até o final. Você chora? Muito. Tipo, muito mesmo. Não que seja triste, é simplesmente emocionante.

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“A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar”.

Sobre os mínimos detalhes que eu falei no início, não lembro de ver créditos descendo ao invés de subir. Sério mesmo. E olha que eu assisto aos créditos (mania de quem vê muitos filmes como Piratas do Caribe ou da Marvel). Tudo é feito para você se emocionar e ficar extasiado do princípio até o final dos créditos, literalmente.

Se você deve assistir? Com toda certeza! Você e toda a sua família! Papais e mamães, não esqueçam que seus filhos devem ser crianças e nunca esqueçam a criança que vocês foram. Eles, os seus filhos, as crianças, serão ótimos adultos!

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Aline Gomes

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Especial Dia da Mulher: De donzelas a heroínas‏

Essa história de que a mocinha do filme é sempre a donzela indefesa parece ter ficado de lado há algum tempo. Observando bem as animações, podemos ver, ao longo dos anos, como as nossas heroínas mudaram e se tornaram ainda mais fortes. O Especial Dia da Mulher, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, traz a evolução de princesas e mocinhas dos filmes de animação para que você possa ter um panorama de quem elas eram e quem se tornaram.

Para começar, Branca de Neve. De 1937, Branca de Neve e os Sete Anões é o primeiro longa em animação do mundo Walt Disney. A lenda da princesa que perdeu o pai e foi perseguida pela madrasta ao saber que a menina era a mais bela que existia ganhou o coração de todos. Ela não perdeu o coração, pelo menos. Entretanto, tão indefesa que era, precisou se abrigar da floresta que lhe punha medo na casa de sete anões. Ao entrar num sono profundo, somente um príncipe (que ela nunca viu) poderia salvá-la.

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Em 1950, Cinderela nos enchia de grande encanto e angústia. Ao se tornar empregada em sua própria casa e ter uma madrasta e duas meio-irmãs malvadas, sua vida se resume ao sonho de mudar, de sair dali. Com ajuda de seus bichinhos ela vive cantarolando, mas tudo vira um pesadelo com as ações da madrasta. Nem ir ao baile para todas as moças do reino lhe fora permitido. Até que ela é ajudada pela Fada Madrinha e o príncipe se apaixona por ela no baile. E é ele que a salva dos poderes maléficos da madrasta.
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Alice no País das Maravilhas, adaptação do livro de Lewis Carroll, de 1951, traz uma mocinha que está descobrindo um mundo de imaginação. Ela embarca sozinha em aventuras e perigos nunca vividos antes por ninguém. Isso marca para ela o crescimento, mostra que ela já pode estar preparada para sair da infância e se desenvolver.
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Em A Bela Adormecida, de 1959, Aurora é uma das princesas mais indefesas da Walt Disney. Ela é amaldiçoada, tem que ir morar com as fadas isolada do mundo, entra num sono profundo ao tocar numa simples roca e é salva por um príncipe, que canta com ela na floresta uma vez. Acho que não há mais o que dizer sobre sua indefensabilidade.
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Pulando para 1989, Ariel sai do fundo do mar em busca de uma aventura e tanto. A Pequena Sereia resolve se tornar humana para viver coisas novas e fazer seu príncipe se apaixonar por ela. Com um único detalhe, ela perdeu sua linda voz para uma bruxa. Apenas com o beijo do seu amor ela retomaria a voz. Nesse caso, ela precisou mesmo da ajuda de muita gente para continuar sequer viva.
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Em 1991, conhecemos uma garota que realmente sabia cuidar de si. E melhor, ainda sabia cuidar dos outros. Bela era uma garota completamente à frente do seu tempo. Enquanto os camponeses almejavam apenas continuar sendo camponeses, ela fez de tudo para salvar o seu pai e não se abateu ante à Fera. A Bela e a Fera é um lindo romance que exalta a beleza de uma simples camponesa que muda o coração de um monstro.
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Jasmine é uma princesa que tem pulso firme. Em 1992, o ladrão Aladdin e ela se apaixonam e ela não quer mais fazer o que é mandada fazer. Também não aceita muito bem mentiras, mas mesmo assim, dá seu coração ao príncipe Ali, que na verdade é Aladdin transformado pelo Gênio.
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Uma índia que defende seu povo e sua floresta de colonos, porém se apaixona por um deles. Essa é Pocahontas, de 1995. Sua vida é na terra, é cuidar da terra e defender seu mundo.
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Meg não sabe se trabalha em favor de Hades ou de Hércules, mas seu coração decide salvá-lo, abrindo mão da própria vida. Claro que ele teve que ir buscá-la no Mundo Inferior depois… Na animação de 1997, Hércules decide não ser um deus para viver ao lado do seu grande amor.
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Ela salvou toda a China dos hunos. Em 1998, Mulan, a heroína da China, vai no lugar do pai para o campo de treinamento e para a guerra. Em uma sociedade extremamente machista, ela quer encontrar quem realmente é. Mal sabia ela que, com a ajuda de um minidragão e um grilo, ela seria considerada uma verdadeira guerreira, o soldado das montanhas.
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Em 2001, um modelo bem diferente de princesa abre espaço na DreamWorks. Fiona é a princesa que precisa ser salva de uma torre e casar com seu amor verdadeiro para quebrar a maldição. E quem é que a salva? Um ogro. Shrek e ela são muito parecidos em comportamento, e isso sem saber que a maldição incluía ser uma ogra todas as noites. Uma garota que não volta muito atrás, mas tem seu coração roubado por um ogro, fica como ogra por amor.
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Tiana tem sonhos. Em A Princesa e o Sapo, de 2009, a princesa que beija um príncipe em forma de sapo também vira um sapo. Juntos, eles tem que correr atrás da quebra dessa maldição. É ela quem salva o príncipe. Ambos se apaixonam e acreditam que mesmo sendo sapos podem ser felizes porque têm um ao outro.
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Astrid é uma guerreira. Nasceu para combater dragões. Junto de Soluço, entretanto, ela descobre que pode ser amiga dos dragões e domá-los. A animação de 2010, Como Treinar o seu Dragão, mostra uma garota que não vê tempo ruim, mas faz de tudo por uma aventura e não tem medo do que vem por aí.
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Ainda em 2010, Rapunzel ganha os nossos corações sendo uma garota inocente que almeja liberdade em Enrolados. Com ajuda de José, ela encontra seus pais verdadeiros e tira a bruxa do mapa. E mais, ela salva o rapaz apenas com uma lágrima milagrosa.
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Para encerrar, não podíamos, em hipótese alguma, deixar de falar sobre Mérida. A jovem que chegou às telas em 2012 com Valente tem mais atitude no reino que os pretendentes que seus pais escolheram para ela. Ela salva sua mãe da maldição e sozinha convence a todos sobre o que é melhor para o reino.
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Acredito que estamos bem servidos de heroínas ao longo dos anos. Muitas mocinhas, donzelas aparentemente indefesas conquistaram seu espaço no cinema e em nossos corações. Fica aqui a homenagem do Qual é a das quintas? a todas as garotas que, assim como eu, se espelham nessas grandes heroínas para fazer diferença.

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