A (nova) revolução dos bichos

A fábula de George Orwell ganhou mais uma adaptação para longa-metragem e, dessa vez, dirigida por Andy Serkis em uma animação dramática e sarcástica. A maior parte das perguntas que vi sobre o filme é se ele é fiel ao livro: não, não é, já adianto.

A Revolução dos Bichos de 2026 é uma adaptação da história original, possuindo muitos elementos bem diferentes. A história se ambienta nos dias atuais ou, talvez, muito mais no futuro, tem drones, Ferraris, shoppings.

Lucky (Gaten Matarazzo) é o personagem central da trama, um filhote inteligente vivendo na fazenda que está prestes a ser vendida por dívidas. Quando a porca Bola de Neve (Laverne Cox) descobre que os animais estão a caminho de um matadouro, os animais se unem para eliminar o inimigo em comum e até o dono da fazenda, o sr. Jones, junto com o pessoal do banco e do matadouro são expulsos. Assim, os animais instituem a Fazenda dos Animais.

Em essência, lá no fundo, a história até que se mantém: as regras básicas começam a ser distorcidas e os porcos fazem o “trabalho dos porcos”, não podendo se misturar com os outros animais, que fazem todo o trabalho pesado da fazenda. Lucky também sabe ler, mas não sabe em quem acreditar e sempre acha que está fazendo tudo pelo bem dos animais, quando, na verdade, é massa de manobra de Napoleão (Seth Rogen), como todos os outros.

A animação apresenta Freida Pilkington (Glenn Close), vizinha do Sr. Jones, dona de um império de fazendas, bilionária, e que deseja a qualquer custo a Fazenda dos Animais. Outros personagens com um super destaque e cenas divertidas e choráveis são Boxer/Sansão (Woody Harrelson), o cavalo trabalhador incansável que é melhor amigo de Lucky; o burro idoso e cínico Benjamin (Kathleen Turner), com falas sarcásticas e consciência plena; Carl/Carlos (Jim Parsons), uma ovelha que, depois que foi tosada acidentalmente, passa a perceber que algo está errado, achando que está ficando maluco; e a porquinha Brisa (Iman Vellani), por quem Lucky era apaixonado, vendo ao longo do tempo que o jovem porco se corrompeu.

Jim Parsons também interpreta as outras ovelhas do rebanho, que apenas repetem cegamente o que os porcos dizem. O diretor Andy Serkis também interpreta o galo Randolph. Vale lembrar que estes são os dubladores da versão original em inglês e, para ouvi-los você deve assistir legendado (o que deve ser bem pouco provável de encontrar nos cinemas brasileiros).

A trilha sonora é incrível e envolvente, dando ainda mais vida aos cenários e cores de acordo com os momentos do filme, o que contribui para o tom das cenas (uma mais alegre, outra mais sombria, outra mais reflexiva). A animação é bem feita, possui muitos detalhes, o 3D é excelente.

A reflexão de que fazer o que é melhor para todos e não apenas alguns ser difícil, porém necessário, é misturada àquele sentimento doloroso de impotência diante das injustiças. Como as animações são tidas para crianças (o que nem sempre é real), as mais novinhas podem apenas ver como algo divertido e bonitinho, mas as mais velhas já podem começar a entender levemente essas reflexões. Adultos, geralmente, conseguem ver bem mais que isso (se você for um adulto consciente, claro).

Em dias da semana, A Revolução dos Bichos (2026) seria uma terça-feira à tarde, num dia de férias das crianças. O filme possui muitas qualidades, é bem amarrado, não é só divertidinho e te deixa reflexivo, porém deixa a desejar na essência da história original. Talvez, ele deixe meio superficial diante de tudo o que poderia oferecer ao público. Você pode assistir ao filme, mas nunca deixar de ler o livro.

Texto publicado originalmente no portal Terra Nérdica: https://terranerdica.com.br/index.php/2026/05/25/critica-a-revolucao-dos-bichos-2026/

Pets em Ação! – A aventura não tão incrível de Gracie e Pedro

Prepare-se para uma aventura cheia de confusões, trapalhadas e, é claro, muita amizade! Entre malas extraviadas e uma jornada que parece não ter fim, esses bichinhos vão embarcar em uma viagem cheia de emoção, risadas e muita fofura. Sim! Isso tem muita cara de Sessão da Tarde porque é um típico filme para se assistir numa terça-feira à tarde.

Já comecei com a pontuação comum do Qual é a das quintas? para dizer que Pets em Ação! (Gracie and Pedro: Pets to the Rescue) é um ótimo filme para se assistir de férias no sofá quando as crianças não podem sair para brincar.

Peto em Ação!

A história gira em torno de uma família que ama seus pets e os considera muito mais que animais domésticos. Quando eles vão se mudar de cidade, o gato (Pedro) e a cadelinha (Gracie) que estão sempre brigando, criam uma grande confusão nas esteiras de bagagem, perdendo, assim, o voo que os levaria junto com os humanos ao destino. A partir daí, eles mesmos decidem encontrar a nova casa enquanto os tutores iniciam uma busca para recuperá-los.

Essa é a típica animação B, com aquele 3D que causa um pouco de estranhamento se você está acostumado com animações da Disney e da Illumination. Nota: não vá assistir ao filme achando se tratar de Pets: A vida secreta dos bichos, porque não é.

Quando a sessão acabou, uma criança que estava sentada à minha frente no cinema falou que amou o filme. Logo, eu entendo que o objetivo foi cumprido. Esse é um filme bom para crianças, pois tem bichinhos, aventura, situações cômicas, família e amizade. Além disso, destaca o protagonismo infantil, uma vez que os adultos fazem quase nada para resolver, ao passo que são as crianças que melhor solucionam os problemas.

Apesar de eu analisar como um roteiro um pouco fraco, com falas e situações previsíveis, abri um sorriso quando tudo se solucionou. É uma história divertida e mantém o ritmo. A sala de cinema também não colaborou muito porque, por duas vezes, exatamente no mesmo momento do filme, que era o ápice da história, a tela apagou e permaneceu só o áudio.

Como disse no começo, de segunda a sexta, esse é um filme terça-feira à tarde, para deixar as crianças assistindo nas férias no sofá. Não é ruim, mas deve ser assistido pelo público certo.

Crítica publicada por mim no site do nosso parceiro Terra Nérdica: https://terranerdica.com.br/index.php/2024/08/14/critica-pets-em-acao/

Descobrindo a vida secreta dos nossos melhores amigos

Você sabe o que seu(s) bebê(s) de 4 patas fazem quando você não está em casa? Não só os de 4 patas, mas os que voam, os que nadam, os que pulam… Pets – A vida secreta dos bichos matou a curiosidade de muita gente e o Qual é a das quintas?, é claro, não poderia deixar de comentar. Demorou um pouquinho, mas vamos falar sobre nossos melhores amigos.

 

A fidelidade e o amor dos animais domésticos contagia os humanos. Em Pets – A vida secreta dos bichos, podemos entender um pouco do que aconteceria com um bichinho que é deixado pelo seu humano quando ele sai para trabalhar. O filme revela o pensamento dos animais, suas dúvidas, seus medos, seus desejos, nos fazendo acreditar que essas situações são as mais reais possíveis.

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Cheio de aventuras e emoção, Pets é uma animação engraçada, dócil, mas não é daqueles filmes tristes de animais. Apesar do enredo apontar situações que se parecem bastante com as dos filmes tristes, a história mostra o empoderamento animal e a gestão de problemas feita por eles próprios. Assim, nada é triste, mas é divertido e emocionante.

Pets – A vida secreta dos bichos é um filme que fala de amizade. Seja humano-animal, seja animal-animal. Nessa animação, cães são amigos de gatos, peixes, gaviões. Até os bichos que não aceitam ser domesticados e querem exterminar a raça humana se rendem ao cuidado e ao carinho dos ditos donos (humanos).

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O conjunto da produção faz um filme de sucesso. Isso é perceptível pelo tempo de exibição nas salas de cinema do Brasil, por exemplo. Mais do que isso, Pets é um filme para toda a família e para todos os animais. Não tem como se arrepender de assistir.

Aline Gomes

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Animais que roubam a cena

Bichos sempre roubam a cena. Não importa quão importantes sejam as pessoas, se tiver um bichinho fofo ou engraçadinho por perto, ele vai chamar mais a atenção. O Qual é a das quintas? lembra, agora, vários animais que roubaram a cena nas animações e fizeram mais sucesso que qualquer um.

Você, talvez, já tenha conhecido o Geraldo. Ele é um cara que tá ali, pronto pra fazer tanto sucesso quanto a própria Dory. E ele nem precisou fazer muita coisa para brilhar.

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Sven é uma rena super bacana (quando quer), Olaf que o diga. Ele é a própria consciência de Kristoff e seu melhor amigo. É leal e companheiro, e um personagem muito engraçado também.

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Maximus é um cavalo policial. A função dele é capturar Flynn Rider, mas o coração mole acaba virando amigo dele e de Rapunzel.

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Archimedes é uma coruja que não gosta de ser incomodada, sob qualquer hipótese. Quando Merlin resolve envolvê-lo em suas peripécias magicocientíficas é um chá de mau humor a ser engolido pelos personagens.

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Banguela é o melhor amigo dragão que um viking poderia ter em Berk. Sério. Além de ser fofo, ele é leal e um tanto engraçado, um companheiro que todo guerreiro gostaria de ter. (Quer conhecer mais sobre ele e a turma toda? Leia nesses links: )

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Mesmo se tratando de um filme de animais, além dos animais pré-históricos já serem responsáveis por muitas das nossas risadas, Scrat, o esquilo de A Era do Gelo, rouba qualquer cena. No início, parecia só um personagem aleatório, mas se mostrou ser alguém enigmático, azarado e muito engraçado, tadinho…

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Nos filmes de animais, em geral, a maior parte dos personagens equilibra bem as cenas ou o animal principal é a grande estrela. A verdade é que animais serão sempre grandes estrelas. Se você tiver um bichinho de estimação em casa, cuide muito bem dele. Se você não tem, cuide para que os que estão na rua não sofram. Não maltrate os animais! Ame-os.

Aline Gomes

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