O Mandaloriano e Grogu como deve ser

O caçador de recompensas mais temido e o aprendiz mais fofo da galáxia saíram das telinhas da Disney+ para as telonas em um novo filme Star Wars, com a promessa de reviver o universo no cinema. A expectativa para dar certo é grande, mas será que vai chegar lá?

Antes de mais nada, O Mandaloriano e Grogu (Star Wars: The Mandalorian and Grogu) está, sim, anos luz à frente da trilogia ex-canônica. Isso, imagino eu, seja um critério para reacreditar no retorno do universo ao cinema. Pode ser comparado às trilogias canônicas? Aí é outra história.

O longa de mais de 2 horas é um grande episódio da série. Se passa imediatamente após o final da terceira temporada e age como uma quarta, mas em menor escala. Fiquei imaginando onde os episódios seriam cortados, mas a fluidez do filme é boa e, realmente, é melhor ser um filme do que mais uma temporada.

A linha de enredo do filme não tem nada de extraordinária, já foi a mesma de milhares de filmes, e da própria série, muito na pegada da jornada do herói. Não há nada de errado nisso, só não surpreende nesse sentido. A produção em si e o jeito Mando de resolver as coisas são o que dá tom ao filme.

Din Djarin/mandaloriano (Pedro Pascal) demonstra toda a sua habilidade como caçador em missão logo no começo do filme. Os primeiros minutos já são lá em cima, com ataques surpresa, tiros, explosões, sabotagem e, com a ajuda de Grogu, grandes escapadas. Mando é contratado pela Nova República para prender ex-líderes do Império, que não desistiram do antigo modo de fazer as coisas, como a gente já viu na série.

Grogu tem uma projeção muito maior nesse filme. Ele não apenas ajuda o seu tutor/responsável, mas toma atitude, resolve questões difíceis sozinho, está mais forte no uso da Força, tem um tempo razoável de tela, tudo isso sem perder a fofura. Muitas das cenas com ele são as mais divertidas.

Uma coisa que sempre me deixa chateada com SW é que, com tantos lugares diferentes e raças diversas, que são muito bem explorados nas animações e em algumas séries, as histórias dos filmes sempre voltam a apresentar os mesmos planetas e luas e explora muito pouco da diversidade racial do universo no eixo central da trama. Pelo menos, não há menções a qualquer Skywalker, o que me deixou realmente aliviada.

A fotografia é incrível, os cenários estão muito bem feitos e até o CGI está bom. A trilha sonora embala com a música oficial da série em pequenas variações dependendo dos cenários onde os personagens se encontram.

Além disso, o tempo inteiro há perseguições de naves, veículos com pernas, carros voadores, muitas explosões e tiros, lutas com blasters e armas variadas e (aí sim) raças diferentes. Claro que foi muito bom ver o Zeb/Garazeb Orrelios (Steven Blum) em ação, como nos velhos tempos, e também um certo cowboy que fez algumas aparições bem rápidas.

Há momentos para rir e para se emocionar um pouco. Uma sensação de que tudo pode dar errado o tempo todo, assim como em boa parte da série. Também ficou uma impressão de que algumas partes poderiam ser menores ou, até mesmo, cortadas e outras, que poderiam ser melhor desenvolvidas.

E não custa lembrar que esse é um filme de mandaloriano, não é Skywalker. Não espere coisas de Skywalker no meio desse filme, você não vai encontrar.

Em resumo, não é um filme ruim, ele é bom, vale a pena ser assistido. Se tiver grana para o IMAX, veja em IMAX porque, apesar das falhas no desenvolvimento da história, ainda é uma grande produção visual com efeitos incríveis.

Em dias da semana, considero esse filme um sábado de maratona de série. Sabe aquele dia chuvoso que você não tem nada para fazer e fica em casa assistindo a todos os episódios de uma vez? O Mandaloriano e Grogu é exatamente para esse dia. Como deve ser.

Texto publicado originalmente no portal Terra Nérdica: https://terranerdica.com.br/index.php/2026/05/19/critica-o-mandaloriano-e-grogu/

Maratona Star Wars – Um ano galático

Hello there!

Você já experimentou zerar a saga Star Wars com tudo o que foi produzido para cinema e TV? Resolvi fazer essa experiência desde que a Disney+ foi lançada no Brasil e conto o resultado para vocês.

Esperei, sim, até a Disney+ ser lançada no Brasil pelo simples fato de que seria mais fácil tudo estar reunido num só lugar. As desculpas se foram e iniciei, no final de 2020, uma maratona e tanto, que incluiu filmes e séries (live action e animação). Sobre os livros e jogos, a gente conversa depois 😉

Para começar, vamos à ordem cronológica que encontrei e foi meu guia para seguir nessa jornada:

  • Star Wars Episódio 1: A ameaça fantasma
  • Star Wars Episódio 2: O ataque dos clones
  • Star Wars The Clone Wars (as 6 primeiras temporadas)
  • Star Wars Episódio 3: A vingança dos Sith
  • Star Wars The Clone Wars (a 7ª temporada)
  • Star Wars The Bad Batch (1ª temporada lançada em 2021 exclusivamente na Disney+)
  • Han Solo: Uma história Star Wars
  • Star Wars Rebels (4 temporadas)
  • Rogue One: Uma história Star Wars
  • Star Wars Episódio 4: Uma nova esperança
  • Star Wars Episódio 5: O Império contra-ataca
  • Star Wars Episódio 6: O retorno de Jedi
  • The Mandalorian (2 temporadas)
  • O Livro de Boba Fett (1° episódio lançado exclusivamente na Disney+ em dezembro de 2021 e com novos lançamentos nas quartas-feiras pela plataforma)
  • Star Wars A Resistência (1ª temporada)
  • Star Wars Episódio 7: O despertar da Força
  • Star Wars Episódio 8: Os últimos Jedi
  • Star Wars A Resistência (2ª temporada)
  • Star Wars Episódio 9: A ascensão Skywalker

Ufa! Que lista! Não desanime! É possível e vale a pena (talvez não pela parte final, porque, assim como eu, você deve ter ficado um tanto chateado com o final – não sei se chateado é a palavra certa).

No entanto, o que me chamou a atenção em toda essa maratona foram as séries vistas em sequência com os filmes, o que fez tudo fazer muito sentido. Antes, pelos prequels (1-3), por exemplo, muita coisa ficava vaga e só nos filmes. The Clone Wars e suas 7 temporadas deram um rumo para a história bem consistente.

Esse intervalo dos filmes preenchido pelas séries é divertido e empolgante. Cada uma delas tem suas particularidades, as animações têm seus traços específicos, mas todas são bem envolventes.

Óbvio que há sempre aqueles episódios que fazem você querer desistir e pensar: “Eu realmente preciso assistir a isso?”. Mas não desista, há vários episódios e, com certeza, os últimos das últimas temporadas são emocionantes e empolgantes.

Como a maior parte das séries foram lançadas após os filmes, há vários easter eggs espalhados, com personagens velhos conhecidos aparecendo aqui e ali, lugares marcantes, droids e animais se encontrando com personagens das outras séries e dos filmes.

Foram mais de 28 horas só de filmes e mais de 120 horas de séries, isso equivale a quase uma semana inteira assistindo à Saga Star Wars. Isso sem contar ainda os episódios de O Livro de Boba Fett porque ainda não saíram todos eles.

Além disso, em 2021, a Disney também lançou Star Wars: Visions, produzida por um grupo seleto de criadores de animes. Sim, é Star Wars e, sim, é anime. A combinação é bem boa, viu?! Nesse caminho também parei para assistir e achei bem legal. São episódios de 15 minutos com histórias isoladas e cada um é produzido de um jeito diferente. Se você curte animes, dá uma conferida também.

Em Star Wars: Galaxy of Sounds, temos cenas dos filmes sem música, somente os sons. É uma homenagem que a Disney começou a fazer com Zenimation às equipes das animações e estendeu para Star Wars. Um jeito diferente de assistir à saga, bom para relaxar, principalmente.

Você também vai encontrar alguns episódios de LEGO: Star Wars. São bem divertidos e com histórias aleatórias com os personagens da saga.

Enfim, muita coisa, não é?! Espero ter motivado você a assistir a alguns desses conteúdos Star Wars. Foi cansativo e um tanto boring em muitos momentos, mas o saldo é MUITO positivo. Vale a pena, gente!

Fiz algumas avaliações dos filmes que pude ver no cinema e, se quiser ler, estão aqui: Rogue One: a esperança é a última que morre, A força despertou… Você já pôde sentir?. Também tenho um comentário sobre livros, com Uma nova esperança nas mãos dos leitores, e o Especial Maio Nérdico. Boa leitura!

Você já fez essa maratona alguma vez? Tem vontade de começar? Deixa aqui nos comentários.

Que a Força esteja com você!

Aline Gomes