Uma animação genialmente elementar, meu caro (sem spoilers)

Elementos é um filme genial. Como basicamente toda produção da Pixar, a animação ultrapassou – em muito – todas as minhas expectativas e se configurou, para mim, um dos melhores romances desde há bastante tempo.

Sim, romance. É uma história sobre isso. E parte da genialidade está no fato de não ser nem dramático demais e nem supérfluo, o filme encontrou o equilíbrio perfeito que permite que, tanto crianças quanto adultos se divirtam – muito – e se apaixonem pela história e pelos personagens.

Esse equilíbrio é fundamental para manter o espectador interessado na história do começo até o final. Não é nada tão bobinho assim! Muito pelo contrário, há cenas que – certeza – apenas adultos entendem.

O longa é empolgante pela sua animação e extremamente divertido. A dublagem brasileira é essencial para criar um clima de comédia contextualizada, com várias piadas que a gente vai entender e rir muito.

Os personagens são carismáticos e, mais uma vez, contextualizados com a própria essência e interação dos elementos: água, terra, ar e fogo. Inclusive, há uma brilhante crítica social desenhada em vários diálogos e cenários do filme.

Enquanto isso, as motivações de cada personagem não deixam a desejar em absoluto. Tudo é muito bem desenvolvido e trabalhado dentro dos 144 minutos de exibição, o que desperta emoções diferentes e abundantes nos espectadores. É muito, muito fácil ir do choro ao riso – e vice-versa – em poucos segundos.

A trilha sonora abrilhanta a aventura, sendo essencial para criar essas emoções diversas. Outro fator fundamental no despertar das emoções é a própria animação e coloração.

A Pixar é mestre em fazer personagens que, teoricamente, não teriam qualquer tipo de emoção serem retratados em momentos de pura alegria, ou tristeza, ou raiva, enfim. Como falamos no post O que faz a Pixar ir ao infinito e além. E as cores servem para traduzir de forma criativa essas emoções.

Personagens fogo são bem esquentadinhos e explosivos. Já os baseados no elemento terra são bem calmos e tranquilos. Personagens ar são representados como nuvens, que ora estão na mais plena paz e ora estão turbulentos como uma tempestade. E a água é extremamente sensível a qualquer sentimento, quase sempre chorando, seja de alegria ou de tristeza.

Além disso, o filme é educativo, porque se utiliza das possibilidades dos elementos não só para contar uma história bonita, mas para explicar questões do dia a dia, como a criação de produtos comuns – desde o vidro até câmaras de ar.

Os detalhes são mais que meros detalhes nesse filme. O enredo, a animação, os personagens, as piadas e a trilha sonora contribuem para um grande sucesso que, infelizmente, sofre com as disputas mesquinhas do estúdio com a Disney. Não se deixe levar pelos discursos sem sentido, esse é um filme genial.

Convido você, leitor do Qual é a das quintas? a se aventurar neste novo mundo elementar, se divertir, chorar e se apaixonar, como eu me apaixonei. Garanto que você não vai se arrepender.

(Texto escrito a 4 mãos, porque isso era elementar)

Viagem animada através do AranhaVerso

Se tem uma expectativa que não me decepciona, na real, é com as produções de Homem-Aranha. Através do AranhaVerso é mais uma realidade multiversalmente incrível.

Miles Morales retorna para continuar sendo o amigo da vizinhança enquanto precisa lidar com a ida próxima para a faculdade e seu relacionamento com os pais. Além disso, tanto Miles, em seu universo, como Gwen Stacy, no dela, sentem muita falta de terem um ao outro.

Afinal, a vida de um aranha é solitária. Ter outro aranha para falar sobre os assuntos em comum faz bastante diferença.

Gwen e Miles enfrentam alguns dos mesmo dilemas: isolamento, a falta de amigos, segredos que não podem contar para pais policiais, vilões (ênfase em “vilões”), entre outros. E, então, eles resolvem dar um jeitinho.

E vivem uma aventura empolgante e emocionante.

Eu não chorei, porque, meus amigos sabem, eu não sou muito de chorar no cinema. Mas não é nem um pouco impossível chorar assistindo ao filme.

A trama do multiverso não é, assim, uma grande novidade, mas a animação explora isso com genialidade de diversas formas. Principalmente, por meio de traçados e colorações diferentes.

A animação em si é um personagem do filme. É preciso apreciá-la. As emoções da história são contadas, inclusive, pelas mudanças de cores, traços, balões e movimentos.

Por uma parte considerável do filme, você pode ficar apontando para a tela e falando “Caramba! É o Homem-Aranha do universo tal”, ou “É aquele da animação X”, ou “A cena do outro filme”… Aproveite esses momentos.

Piadas e bom-humor premiam o filme, afinal, é um filme do Homem-Aranha, não faz sentido você passar horas vendo algo sem rir um pouquinho. Então, aproveite as excelentes piadas contadas.

Como se não bastasse isso tudo, a trilha sonora dá um show à parte e contribui para que você fique preso à cadeira do cinema do começo ao final do filme, sem nem lembrar que tem um celular.

No entanto, infelizmente acaba. No caso dessa história, ela só vai acabar no próximo filme. A produção encerra essa parte da trama de forma magnífica, porque me deixou ao mesmo tempo estarrecida, empolgada e com raiva. Principalmente com a última palavra que aparece antes das letrinhas subirem: CONTINUA.

OBS.: Você pode ser trouxa como eu e esperar pelas cenas pós-crédito e só esperar mesmo, sendo trouxa, porque, pelo menos no cinema que eu fui, elas não existiram.

Com certeza vamos falar mais sobre o AranhaVerso por aqui. Continue conosco!

Até breve!

A experiência de ler usando os sentidos

Dica do Qual é a das quintas?

Para ler, aparentemente, só precisaríamos de um dos cinco sentidos: a visão. Mas a experiência da leitura pode ficar muito mais rica se a gente puder imergir por completo na história.

Quando eu era mais nova, me lembro de ler livros, como A ilha do tesouro e Robinson Crusoe, sentada no tapete do meu quarto e ao som de ondas que colocava no computador (não existia Spotify).

Experiências assim me faziam quase que engolir os livros, pois ficava completamente imersa na história.

Anos depois, descobri as malinhas do Turista Literário, quando ganhei uma em um sorteio (sem merchan, pessoal). O livro era As mil noites (E. K. Johnston) e, dentro da caixa, vinham outros itens para cada um dos sentidos: uma playlist no Spotify, um sal, um kit de incenso, um pergaminho e ainda vinha uma squeeze.

As mil noites

Foi uma leitura intensa e muito prazerosa!

Nunca consegui me tornar assinante do Turista Literário, mas recomendo as experiências na hora da leitura.

Você pode escolher playlists que se adequem ao tema do livro, preparar um café ou itens que te lembrem da história e se inspirar com os itens que podem fazer parte da experiência.

Pratique isso e depois me conta como foi a experiência.

Até breve!

Aline Gomes

Filmes que você precisa assistir – Parte 3: Ilha do medo

O que você considera um filme de terror? A primeira reação que tive quando fui apresentada à lista de filmes que ainda não tinha assistido e olhei o nome Ilha do Medo (2010) foi “Eu não vou ver isso porque não assisto a filmes de terror”. Ainda bem que eu assisti ao filme. Não apenas assisti ao filme uma única vez, mas duas.

Ilha do Medo (Martin Scorsese) não é um daqueles filmes de terror, terror, sabe? (Acho que você entende o que quero dizer). Ele tem um clima de tensão, com uma sonoplastia muito marcante e jogos de luzes e enquadramentos que criam uma atmosfera propícia para você ficar preso na narrativa do começo ao final, mesmo com medo.

A história faz você criar zilhões de teorias conspiratórias sobre o que pode realmente estar acontecendo, mas você é surpreendido a cada nova verdade – ou mentira – contada no filme. E, mesmo assistindo pela segunda vez, fiquei refletindo se era isso mesmo.

Esses jogos de câmera, luzes e cenas que mencionei completam a atuação brilhante dos atores e fornecem detalhes que você não percebe até entender tudo, lá no final do filme. Leonardo DiCaprio, Mark Ruffalo, Ben Kingsley e Michelle Williams entregam TUDO!

Devo confessar que, em uma única semana, assistir a dois filmes em que o DiCaprio sonha com a mulher morta todas as noites foi too much, por isso tive que dar um tempo entre A origem (filme que você pode ler a crítica aqui) e Ilha do Medo e assistir de novo ao segundo.

Não vou dar detalhes da história, porque qualquer coisa que eu escrever aqui pode ser um big spoiler. Mas ela é a adaptação de um livro e se passa pouco após a II Guerra Mundial, na década de 1950, quando dois detetives vão investigar o desaparecimento de uma assassina em uma prisão para pacientes psiquiátricos. O agente federal Teddy Daniels (DiCaprio) precisa lidar com a investigação e com seus próprios medos e conflitos internos para conseguir sair vivo da ilha.

Esse filme mudou um pouco minha perspectiva de filmes de terror/suspense, apesar de eu ter fechado os olhos em alguns momentos – ou deixado semi-abertos.

Já assistiu? Conta pra mim o que achou.

Até a próxima!

Aline Gomes

O multiverso estranho e bem louco

Posso definir minha experiência com Doutor Estranho no Multiverso da Loucura como uma grande surpresa boa. Esse post não contém spoilers, mas te dá duas opções: querer muito assistir ou querer assistir só pra ver qual é. Em todo caso, assistir ao filme é a melhor opção.

A Marvel inaugurou um novo tempo para suas histórias, tanto no cinema como nas séries. Os personagens têm profundidade, com histórias que fazem você querer mais e mais. Além disso, aquela fórmula mágica de muitas cores e risadas, característica dos filmes do MCU, parece ter ficado para trás.

Doutor Estranho 2, conta histórias mais profundas dos personagens, que você encontra em determinadas HQs (e naquele livro que eu falei no último post que um dia vou escrever sobre ele), tem seu lado mais sombrio e sangrento. Sim, a Marvel não está mais escondendo os sanguinhos (Cavaleiro da Lua está aí para provar isso).

O filme tem, inclusive, algumas cenas mais pesadas nesse sentido. Sam Raimi explorou bem esse lado e trouxe uma pegada até mais de suspense para o filme, com vários sustinhos em diversos momentos.

O longa é recheado de referências – das que fariam o Capitão América dar saltos de emoção (em todos os universos). Algumas delas arrancam sorrisos, lágrimas e até gritos.

Mas lembre-se: não é o Homem-Aranha: Sem volta pra casa, por isso, não espere vibrar ou chorar com algumas cenas. Isso é só um aviso, porque muita gente pode acreditar agora que esse filme está na mesma pegada que o do miranha, mas não está.

A trilha sonora me chamou a atenção, foi bem planejada e encaixa muito bem em tudo. Há uma cena que deixa isso muito claro (mas não vou dizer qual é… vai lá no cinema e assiste).

Com relação aos efeitos, bom, é um filme do Doutor Estranho, cheio de magia e muitos universos envolvidos, os efeitos precisam ser, no mínimo, razoáveis. E eles são realmente bons. Vá ver em IMAX, se puder.

A Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen) mostra a que veio nesse filme, com uma motivação bem consistente (perfeita para o fim de semana de Dia das Mães). O retrato que é feito de Strange (Benedict Cumberbatch) mostra um cara cheio de erros, medos e uma paixão por Christine (Rachel McAdams) que precisa controlar para proteger o multiverso. América (Xochitl Gomez) tem uma excelente apresentação como personagem e também é trabalhada para você crescer junto com ela em cena.

Sem mais detalhes ou delongas, você pode conferir o ponto de vista (sem spoilers) do canal Apenas JR:

E também pode me contar nos comentários o que achou do filme.

Dica para encerrar esse post: façam terapia.

Até a próxima!

Aline Gomes

Maratona Star Wars – Um ano galático

Hello there!

Você já experimentou zerar a saga Star Wars com tudo o que foi produzido para cinema e TV? Resolvi fazer essa experiência desde que a Disney+ foi lançada no Brasil e conto o resultado para vocês.

Esperei, sim, até a Disney+ ser lançada no Brasil pelo simples fato de que seria mais fácil tudo estar reunido num só lugar. As desculpas se foram e iniciei, no final de 2020, uma maratona e tanto, que incluiu filmes e séries (live action e animação). Sobre os livros e jogos, a gente conversa depois 😉

Para começar, vamos à ordem cronológica que encontrei e foi meu guia para seguir nessa jornada:

  • Star Wars Episódio 1: A ameaça fantasma
  • Star Wars Episódio 2: O ataque dos clones
  • Star Wars The Clone Wars (as 6 primeiras temporadas)
  • Star Wars Episódio 3: A vingança dos Sith
  • Star Wars The Clone Wars (a 7ª temporada)
  • Star Wars The Bad Batch (1ª temporada lançada em 2021 exclusivamente na Disney+)
  • Han Solo: Uma história Star Wars
  • Star Wars Rebels (4 temporadas)
  • Rogue One: Uma história Star Wars
  • Star Wars Episódio 4: Uma nova esperança
  • Star Wars Episódio 5: O Império contra-ataca
  • Star Wars Episódio 6: O retorno de Jedi
  • The Mandalorian (2 temporadas)
  • O Livro de Boba Fett (1° episódio lançado exclusivamente na Disney+ em dezembro de 2021 e com novos lançamentos nas quartas-feiras pela plataforma)
  • Star Wars A Resistência (1ª temporada)
  • Star Wars Episódio 7: O despertar da Força
  • Star Wars Episódio 8: Os últimos Jedi
  • Star Wars A Resistência (2ª temporada)
  • Star Wars Episódio 9: A ascensão Skywalker

Ufa! Que lista! Não desanime! É possível e vale a pena (talvez não pela parte final, porque, assim como eu, você deve ter ficado um tanto chateado com o final – não sei se chateado é a palavra certa).

No entanto, o que me chamou a atenção em toda essa maratona foram as séries vistas em sequência com os filmes, o que fez tudo fazer muito sentido. Antes, pelos prequels (1-3), por exemplo, muita coisa ficava vaga e só nos filmes. The Clone Wars e suas 7 temporadas deram um rumo para a história bem consistente.

Esse intervalo dos filmes preenchido pelas séries é divertido e empolgante. Cada uma delas tem suas particularidades, as animações têm seus traços específicos, mas todas são bem envolventes.

Óbvio que há sempre aqueles episódios que fazem você querer desistir e pensar: “Eu realmente preciso assistir a isso?”. Mas não desista, há vários episódios e, com certeza, os últimos das últimas temporadas são emocionantes e empolgantes.

Como a maior parte das séries foram lançadas após os filmes, há vários easter eggs espalhados, com personagens velhos conhecidos aparecendo aqui e ali, lugares marcantes, droids e animais se encontrando com personagens das outras séries e dos filmes.

Foram mais de 28 horas só de filmes e mais de 120 horas de séries, isso equivale a quase uma semana inteira assistindo à Saga Star Wars. Isso sem contar ainda os episódios de O Livro de Boba Fett porque ainda não saíram todos eles.

Além disso, em 2021, a Disney também lançou Star Wars: Visions, produzida por um grupo seleto de criadores de animes. Sim, é Star Wars e, sim, é anime. A combinação é bem boa, viu?! Nesse caminho também parei para assistir e achei bem legal. São episódios de 15 minutos com histórias isoladas e cada um é produzido de um jeito diferente. Se você curte animes, dá uma conferida também.

Em Star Wars: Galaxy of Sounds, temos cenas dos filmes sem música, somente os sons. É uma homenagem que a Disney começou a fazer com Zenimation às equipes das animações e estendeu para Star Wars. Um jeito diferente de assistir à saga, bom para relaxar, principalmente.

Você também vai encontrar alguns episódios de LEGO: Star Wars. São bem divertidos e com histórias aleatórias com os personagens da saga.

Enfim, muita coisa, não é?! Espero ter motivado você a assistir a alguns desses conteúdos Star Wars. Foi cansativo e um tanto boring em muitos momentos, mas o saldo é MUITO positivo. Vale a pena, gente!

Fiz algumas avaliações dos filmes que pude ver no cinema e, se quiser ler, estão aqui: Rogue One: a esperança é a última que morre, A força despertou… Você já pôde sentir?. Também tenho um comentário sobre livros, com Uma nova esperança nas mãos dos leitores, e o Especial Maio Nérdico. Boa leitura!

Você já fez essa maratona alguma vez? Tem vontade de começar? Deixa aqui nos comentários.

Que a Força esteja com você!

Aline Gomes

Um truque de mestre: a última jogada?

Quem dá as cartas em Truque de Mestre – 2º Ato é quem faz os melhores truques. Dylan e os 4 Cavaleiros do Olho estão de volta em uma aventura surpreendente e o Qual é a das quintas? vai contar agora o que achou do filme.

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É inevitável compararmos o primeiro ao segundo filme. Então, vamos começar pela comparação. O 2º Ato tem menos surpresas que a primeira parte da série, pelo menos, até a metade do filme. Como uma continuação, a maior surpresa foi o final do antecessor (sem spoilers). Depois de mais de um ano, os cavaleiros começam a duvidar da existência do Olho e de sua governabilidade. Um integrante sai, outro chega e os demais querem algo a mais.

Um truque que deu errado e a jogada seguinte é a de um homem poderoso que forjou sua morte para ser esquecido e continuar lucrando. A intenção, ao raptar os Cavaleiros, é de mostrar que nenhum truque é maior ou melhor que a tecnologia (e o dinheiro). Então, para serem livres outra vez, os 4 têm que roubar algo tecnológico – uma nova e brilhante tecnologia (para o mal) – para dar ainda mais dinheiro a quem os raptou.

A ideia do filme é ótima. Um pouco confusa até você ver o que você não via antes. Essa é a graça do filme, aliás, dos dois filmes. A trilha sonora me arrepiou, excelentes escolhas. Os efeitos também são bons, como os truques.

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O tempo inteiro o filme te faz questionar quem está mentindo, enganando, quem é o mocinho e quem é o vilão. Creio que seja por causa da primeira experiência com Truque de Mestre. Ainda assim, você começa a fazer cogitações sobre cada um dos personagens e vê, ou todas se confirmarem, ou elas caírem por terra facilmente.

A próxima jogada ninguém sabe quem vai fazer, nem se vai fazer. Porém, o final dá uma ideia de que há sempre algo a esperar. Uma última comparação entre um filme e outro: o primeiro me dá vontade de assistir sempre e o segundo também.

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Esse post vai desaparecer em 5 segundos. Agora você vê. Agora você não vê.

Aline Gomes

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Stark vs Rogers – e todo mundo só queria ver o Homem-Aranha

A expectativa de que Capitão América: Guerra Civil superasse, de alguma forma, Batman vs Superman no cinema teve seus (bons) motivos. O que já se sabe é que um filme só foi feito porque o outro estaria em produção. Vamos às considerações do Qual é a das quintas? sobre Capitão América: Guerra Civil.

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Ao contrário do que muitos disseram, o filme não é recheado de piadinhas. Tem, sim, muitas. Mas não é uma comédia, como Homem-Formiga. Por causa dele, inclusive, é que o nível de risos na sala de cinema aumentam, dele e do Homem-Aranha. A Marvel tem essa característica de fazer mais humor, mesmo na ação. Lembre-se que são mais de 90 anos fazendo animações e live-actions musicais e humorísticas. E se você quer comparar a Batman vs Superman, piada é o que não falta nos dois filmes.

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A trilha sonora é muito boa, condiz com as situações, com as cenas. O roteiro que deixou um pouco a desejar. As motivações para tanta briga e luta não eram tão fortes assim, da mesma forma como no filme concorrente. As cenas de batalha são boas, os erros não são perceptíveis à primeira vista.

Apesar de ter me surpreendido, essa não é a produção da série que mais me chamou a atenção ou que me fez sair do cinema achando que foi o melhor filme do mundo. O filme é ótimo! Tem o Homem-Aranha, gente! E ele é um personagem chave para o que a Marvel vem preparando para o futuro.

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Cada personagem tem suas características mais acentuadas. Principalmente, os recrutas. Mas não podemos esquecer que Tony Stark está muito mais sombrio nessa produção. Suas questões mal resolvidas e toda a culpa que ele carrega (por todas as burrices) são coisas que vão e voltam o tempo inteiro na trama. As atitudes que ele toma são fundamentais para desencadear todas as situações que comprometem os Vingadores.

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Capitão América: Guerra Civil é um filme com características de filme do Capitão América. Todos têm essa pegada mais dark e mais sofredora, cheias de idas e vindas da S.H.I.E.L.D. e da Hydra. Vale a pena assistir? Vale! Muito, por sinal. Afinal, você precisa desse conteúdo para entender os próximos capítulos. Creio que seja necessário que eu assista a esse filme mais vezes para tirar melhores conclusões. Por ora, é isso.

Aline Gomes

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Batman vs Superman – Um filme de heróis diferente

Ao contrário do que muitos dizem, Batman vs Superman não é um lixo (sob qualquer hipótese). Não acredite neles! Veja com seus próprios olhos. Vou contar a vocês nesse post o que eu vi com meus próprios olhos (na minha primeira experiência numa sala XD) assistindo a Batman vs Superman: A Origem da Justiça.

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Esse filme não é da Marvel. É bom ressaltar isso porque as pessoas estão tão acostumadas a ver vários filmes da Marvel todos os dias e pensam que o modelo de filme de super-heróis tem que ser este, sem abrir um pouco o horizonte para o que é um filme de super-heróis. Não espere muita cor. O filme é escuro mesmo, é sombrio. E esse era o objetivo (que foi bem alcançado).

A história se passa após o mundo conhecer o Superman. Há, inclusive, cenas da batalha entre o herói e o General Zod, do filme predecessor: O Homem de Aço. E se você não viu esse filme, fique tranquilo, não é impossível entender. É bom ter visto, todavia. Nessa ocasião, as pessoas se perguntam se podem ou não conviver com o Superman na Terra, se é seguro. Afinal, em uma batalha, ele destruiu uma cidade (nisso sim parece um filme da Marvel).

Do outro lado está o Batman. Alguém que tem lembranças terríveis da infância e muitos pesadelos, envolvendo passado, presente e futuro. Ele crê que a melhor maneira de defender o mundo seja eliminar o “falso deus” de Metropolis.

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Além disso, temos Lex Luthor, um cara que quer ver o circo pegar fogo, literalmente. Na empresa deixada pelo seu pai (que não era um cara lá muito legal com ele, na visão dele), Luthor começa a pesquisar um meio para, não só destruir o Superman, mas para acabar com o mundo. Apesar de muitos acharem que o personagem não foi bem representado, porque parecia que ele estava tentando se tornar um Coringa, Lex tem uma personalidade forte e muito interessante.

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Esse encontro brilhante e sombrio, cheio de paredes quebradas e a consciência de não destruir outra vez a cidade é bem explosivo. O início de uma nova era de super-heróis está surgindo e Superman, Batman e Mulher Maravilha (ela está incrível!) estão ali para destruir um vilão em comum.

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A trilha sonora é fantástica. Talvez mais fantástica que o filme. Porque você sente mais emoção pela música que pelas cenas em si. Os efeitos e filtros do longa também são excelentes. Muita explosão, fogo pra todo lado e várias paredes e prédios quebrados.

A DC/Warner surpreendeu com tantas referências. E olha que o rei da referência é da empresa concorrente. Quando o filme termina, você ainda fica olhando para a tela, sentindo a emoção e tentando absorver tudo. A empresa já está planejando os próximos filmes, não só Esquadrão Suicida, que estreia este ano. Vendo com meus próprios olhos, a produção superou as minhas expectativas.

 

Aline Gomes

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Spotlight – O Jornalismo Investigativo revelado no cinema

A história do cinema mundial conta com excelentes filmes sobre jornalistas, ou o jornalismo em si. Baseado em fatos, Spotlight: Segredos Revelados, creio eu, faz parte dessa lista. O Qual é a das quintas? tem a honra de comentar neste post o filme ganhador do Oscar 2016 de Melhor Filme, assim como já comentamos o Oscar 2016 de Melhor Animação (que chique!).

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Vamos esclarecer. Nem todo drama tem choro, certo? Porque muita gente “julga pela capa” quando citamos o gênero de um filme. Spotlight é um drama que te faz chorar (não é regra, mas pode acontecer), não por alguma cena triste, de alguém que morre, ou algo parecido. Spotlight: Segredos Revelados te faz chorar de raiva.

Raiva? Por que? Bom, eu estudo Jornalismo, já entendo mais ou menos o que é ser jornalista. Em casos como o da equipe de investigação Spotlight, é muito difícil não criar uma revolta, pelo menos interna, diante de tantas descobertas terríveis.

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Sendo jornalista ou não, ao assistir ao longa, você se vê no lugar de cada um daqueles personagens. Parece que você faz parte da equipe e também tem que correr contra o tempo para evitar mais casos de moléstia contra crianças. Tudo colabora, inclusive, durante o filme, para esse tipo de sentimento. A trilha sonora, por exemplo, típica de dramas, está lá, você quase não percebe, mas dá vida aos seus sentimentos de espectador.

Um filme baseado em fatos é ligeiramente mais complicado que uma ficção. Em uma ficção, o desafio é tornar tudo real ou irreal demais. Já nas não-ficções, o desafio é não virar fantasia demais. Bom, a Spotlight estava lá, investigando, saiu no jornal. Essa é a primeira não-ficção que o Qual é a das quintas comenta. Como autora, nunca gostei muito de não-ficções porque simplesmente não queria chorar com uma história triste. Nesse caso específico, não foi fácil segurar as lágrimas, dados motivos acima citados.

Se valeu o Oscar? Creio que sim. O roteiro é bom, envolvente. A escolha dos atores também foi boa. Acho que a explosão do personagem de Mark Ruffalo deve ter deixado muita gente preocupada… vai que ele vira o Hulk ali.

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Vale entender o dia a dia de uma equipe de investigação em um jornal, os impedimentos, a dificuldade das vítimas entenderem o que é prioridade no jornalismo nacional e a de se entender com quem não quer comentar, geralmente autoridades envolvidas.

Como futura jornalista, senti orgulho da profissão que escolhi. Da luta que é ver justiça sendo feita e ser personagem principal nisso.

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Aline Gomes

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