Pets em Ação! – A aventura não tão incrível de Gracie e Pedro

Prepare-se para uma aventura cheia de confusões, trapalhadas e, é claro, muita amizade! Entre malas extraviadas e uma jornada que parece não ter fim, esses bichinhos vão embarcar em uma viagem cheia de emoção, risadas e muita fofura. Sim! Isso tem muita cara de Sessão da Tarde porque é um típico filme para se assistir numa terça-feira à tarde.

Já comecei com a pontuação comum do Qual é a das quintas? para dizer que Pets em Ação! (Gracie and Pedro: Pets to the Rescue) é um ótimo filme para se assistir de férias no sofá quando as crianças não podem sair para brincar.

Peto em Ação!

A história gira em torno de uma família que ama seus pets e os considera muito mais que animais domésticos. Quando eles vão se mudar de cidade, o gato (Pedro) e a cadelinha (Gracie) que estão sempre brigando, criam uma grande confusão nas esteiras de bagagem, perdendo, assim, o voo que os levaria junto com os humanos ao destino. A partir daí, eles mesmos decidem encontrar a nova casa enquanto os tutores iniciam uma busca para recuperá-los.

Essa é a típica animação B, com aquele 3D que causa um pouco de estranhamento se você está acostumado com animações da Disney e da Illumination. Nota: não vá assistir ao filme achando se tratar de Pets: A vida secreta dos bichos, porque não é.

Quando a sessão acabou, uma criança que estava sentada à minha frente no cinema falou que amou o filme. Logo, eu entendo que o objetivo foi cumprido. Esse é um filme bom para crianças, pois tem bichinhos, aventura, situações cômicas, família e amizade. Além disso, destaca o protagonismo infantil, uma vez que os adultos fazem quase nada para resolver, ao passo que são as crianças que melhor solucionam os problemas.

Apesar de eu analisar como um roteiro um pouco fraco, com falas e situações previsíveis, abri um sorriso quando tudo se solucionou. É uma história divertida e mantém o ritmo. A sala de cinema também não colaborou muito porque, por duas vezes, exatamente no mesmo momento do filme, que era o ápice da história, a tela apagou e permaneceu só o áudio.

Como disse no começo, de segunda a sexta, esse é um filme terça-feira à tarde, para deixar as crianças assistindo nas férias no sofá. Não é ruim, mas deve ser assistido pelo público certo.

Crítica publicada por mim no site do nosso parceiro Terra Nérdica: https://terranerdica.com.br/index.php/2024/08/14/critica-pets-em-acao/

O gato do sofá saiu de casa

Meu erro foi não ter levado uma lasanha ou pizza para o cinema! QUE POSER! Garfield – Fora de Casa é mais um clássico memorável, cheio de referências e muita fome. Apesar de tardia, essa crítica é para encorajar você que ainda não assistiu ao longa correr para o cinema (ou streaming, quando ele já tiver saído de cartaz).

Cartaz Garfield

A mais nova animação de um dos gatos mais divertidos dos quadrinhos, dirigida por Mark Dindal, traz muita risada e emoção. A história é envolvente, com personagens novos e os já amados vivendo uma aventura que parece ter saído de algum livro policial.

Garfield (Chris Pratt) e Odie (Gregg Berger e Harvey Guillén) se veem em apuros dignos de uma segunda-feira quando Jinx (Hannah Waddingham) os sequestra para atrair a atenção de Vic (Samuel L. Jackson), pai desaparecido do gato laranja. O que ela quer? Tem cara de vingança, cheiro de vingança, som de vingança, mas ela diz que não é vingança.

Para desespero de Jon (Nicholas Hoult), pai, filho e o cachorro saem em busca de pagar a dívida de Vic (que, por sinal, é beeeeeeeem grande): eles deveriam roubar leite da Fazenda Lactose, lugar que tem um passado para Jinx e Vic. Eles se veem, então, diante de um desafio considerável, principalmente quando falamos de um gato como Garfield, um gato doméstico acostumado aos maiores luxos que um humano pode conceder.

Uma das frases mais icônicas do filme, em relação a este blog, pelo menos, foi quando o Garfield fala que, se estava dando tudo errado, deveria ser segunda-feira, e outro responde que, na verdade, era uma quinta-feira. Qual é a das quintas?

Além de um elenco de peso, toda a equipe da produção é premiadíssima. A combinação dos fatores faz com que o filme tenha referências super atuais, um humor muito mais contextualizado com a realidade e, além disso, uma quebra de quarta parede notável. A própria animação é uma arte, trazendo um show de ambientação, iluminação, figurino, explosões e um 3D belíssimo.

Olha que fofuuuura essa carinha…

É comédia, ação, drama, é sobre família e para toda a família. De segunda a sexta, esse é um filme sexta-feira à noite, com certeza! Vale a pena dedicar minutos de vida cercado de pizza e lasanha e doces para assistir a Garfield – Fora de Casa.

Uma animação genialmente elementar, meu caro (sem spoilers)

Elementos é um filme genial. Como basicamente toda produção da Pixar, a animação ultrapassou – em muito – todas as minhas expectativas e se configurou, para mim, um dos melhores romances desde há bastante tempo.

Sim, romance. É uma história sobre isso. E parte da genialidade está no fato de não ser nem dramático demais e nem supérfluo, o filme encontrou o equilíbrio perfeito que permite que, tanto crianças quanto adultos se divirtam – muito – e se apaixonem pela história e pelos personagens.

Esse equilíbrio é fundamental para manter o espectador interessado na história do começo até o final. Não é nada tão bobinho assim! Muito pelo contrário, há cenas que – certeza – apenas adultos entendem.

O longa é empolgante pela sua animação e extremamente divertido. A dublagem brasileira é essencial para criar um clima de comédia contextualizada, com várias piadas que a gente vai entender e rir muito.

Os personagens são carismáticos e, mais uma vez, contextualizados com a própria essência e interação dos elementos: água, terra, ar e fogo. Inclusive, há uma brilhante crítica social desenhada em vários diálogos e cenários do filme.

Enquanto isso, as motivações de cada personagem não deixam a desejar em absoluto. Tudo é muito bem desenvolvido e trabalhado dentro dos 144 minutos de exibição, o que desperta emoções diferentes e abundantes nos espectadores. É muito, muito fácil ir do choro ao riso – e vice-versa – em poucos segundos.

A trilha sonora abrilhanta a aventura, sendo essencial para criar essas emoções diversas. Outro fator fundamental no despertar das emoções é a própria animação e coloração.

A Pixar é mestre em fazer personagens que, teoricamente, não teriam qualquer tipo de emoção serem retratados em momentos de pura alegria, ou tristeza, ou raiva, enfim. Como falamos no post O que faz a Pixar ir ao infinito e além. E as cores servem para traduzir de forma criativa essas emoções.

Personagens fogo são bem esquentadinhos e explosivos. Já os baseados no elemento terra são bem calmos e tranquilos. Personagens ar são representados como nuvens, que ora estão na mais plena paz e ora estão turbulentos como uma tempestade. E a água é extremamente sensível a qualquer sentimento, quase sempre chorando, seja de alegria ou de tristeza.

Além disso, o filme é educativo, porque se utiliza das possibilidades dos elementos não só para contar uma história bonita, mas para explicar questões do dia a dia, como a criação de produtos comuns – desde o vidro até câmaras de ar.

Os detalhes são mais que meros detalhes nesse filme. O enredo, a animação, os personagens, as piadas e a trilha sonora contribuem para um grande sucesso que, infelizmente, sofre com as disputas mesquinhas do estúdio com a Disney. Não se deixe levar pelos discursos sem sentido, esse é um filme genial.

Convido você, leitor do Qual é a das quintas? a se aventurar neste novo mundo elementar, se divertir, chorar e se apaixonar, como eu me apaixonei. Garanto que você não vai se arrepender.

(Texto escrito a 4 mãos, porque isso era elementar)

Viagem animada através do AranhaVerso

Se tem uma expectativa que não me decepciona, na real, é com as produções de Homem-Aranha. Através do AranhaVerso é mais uma realidade multiversalmente incrível.

Miles Morales retorna para continuar sendo o amigo da vizinhança enquanto precisa lidar com a ida próxima para a faculdade e seu relacionamento com os pais. Além disso, tanto Miles, em seu universo, como Gwen Stacy, no dela, sentem muita falta de terem um ao outro.

Afinal, a vida de um aranha é solitária. Ter outro aranha para falar sobre os assuntos em comum faz bastante diferença.

Gwen e Miles enfrentam alguns dos mesmo dilemas: isolamento, a falta de amigos, segredos que não podem contar para pais policiais, vilões (ênfase em “vilões”), entre outros. E, então, eles resolvem dar um jeitinho.

E vivem uma aventura empolgante e emocionante.

Eu não chorei, porque, meus amigos sabem, eu não sou muito de chorar no cinema. Mas não é nem um pouco impossível chorar assistindo ao filme.

A trama do multiverso não é, assim, uma grande novidade, mas a animação explora isso com genialidade de diversas formas. Principalmente, por meio de traçados e colorações diferentes.

A animação em si é um personagem do filme. É preciso apreciá-la. As emoções da história são contadas, inclusive, pelas mudanças de cores, traços, balões e movimentos.

Por uma parte considerável do filme, você pode ficar apontando para a tela e falando “Caramba! É o Homem-Aranha do universo tal”, ou “É aquele da animação X”, ou “A cena do outro filme”… Aproveite esses momentos.

Piadas e bom-humor premiam o filme, afinal, é um filme do Homem-Aranha, não faz sentido você passar horas vendo algo sem rir um pouquinho. Então, aproveite as excelentes piadas contadas.

Como se não bastasse isso tudo, a trilha sonora dá um show à parte e contribui para que você fique preso à cadeira do cinema do começo ao final do filme, sem nem lembrar que tem um celular.

No entanto, infelizmente acaba. No caso dessa história, ela só vai acabar no próximo filme. A produção encerra essa parte da trama de forma magnífica, porque me deixou ao mesmo tempo estarrecida, empolgada e com raiva. Principalmente com a última palavra que aparece antes das letrinhas subirem: CONTINUA.

OBS.: Você pode ser trouxa como eu e esperar pelas cenas pós-crédito e só esperar mesmo, sendo trouxa, porque, pelo menos no cinema que eu fui, elas não existiram.

Com certeza vamos falar mais sobre o AranhaVerso por aqui. Continue conosco!

Até breve!

Pinocchio é a prova que falta de inovação pode ser fatal

Escrito por João Rosa

Em 1940, a Disney viu o gigantesco sucesso que foi a Branca de Neve e decidiu repetir o seu feito contando a história do boneco de madeira, o filme – obviamente – foi um sucesso de bilheteria e somou a 2 oscars por canção original (Sabe aquela música que sempre toca na abertura de todos os filmes da Disney? Então, essa música) e melhor trilha sonora.

Porém não estamos mais em 1940, contar a mesma história do mesmo jeito apenas com uma roupagem atual (CGI) só tem tornado as belas histórias da Disney mais enfadonhas. E esse medo de inovar foi um tiro no pé da produtora que foi parar no Framboesa de Ouro até mesmo com Tom Hanks (um dos atores mais premiados do mundo) como pior ator, além do prejuízo gigantesco do filme que nem ao menos se pagou.

A contra-ponto deste fracasso de bilheteria e críticas, a Netflix despretensiosamente lançou no mesmo ano a sua versão do boneco/menino de madeira. Ela saiu do formato – Cansado – de CGI e usou a centenária técnica de stopmotion, apenas isso já fugiu da ideia das outras mil versões já existentes do Pinocchio. A direção trouxe algumas inovações e uma carga dramática que envolve e prende o público para querer ver mais sobre a gigantesca aventura dos personagens.

Já repararam que muitas vezes você assiste a um filme ruim, mas o carisma dos personagens te faz querer ver até o final? Isso é um outro ponto que faz a diferença entre essas duas versões ser tão grotesca e falarei na parte 2, semana que vem, fiquem ligados!

Histórias e curiosidades de um herói Invencível

“É um pássaro? É um avião?” Não, é o Invencível que parece ser bem vencível. Sucesso nas HQs, o super-herói foi para o streaming em março de 2021 e, rapidamente, já houve o anúncio da renovação para mais duas temporadas pela Amazon Prime Video.

A primeira HQ de Invencível foi lançada em 2003, pela Image Comics, com as histórias escritas por Robert Kirkman e ilustrações de Cory Walker e Ryan Ottley. É interessante acompanhar o desenvolvimento dos personagens e da própria forma como os quadrinhos melhoraram ao longo dos anos. São 144 edições com uma história que faz você querer ler mais e mais e mais.

A princípio, o enredo parece algo comum de super-heróis, trazendo as mazelas de um adolescente, filho de um extraterrestre, que descobre seus poderes e tem a oportunidade de fazer a diferença no mundo ou só curtir a vantagem de poder voar, entre outras coisas. Mas com grandes poderes, vêm grandes… não, pera!

Mark Grayson, apaixonado por quadrinhos, filho do viltrumita e herói mundial Omni-Man, se torna o Invencível e apanha bastante para conseguir o que quer (literalmente). Ele mostra a humanidade por trás dos heróis, muitas vezes ignorada em diversas outras histórias em quadrinhos.

Muitos heróis, muitos vilões, multiverso, guerras entre povos de outros planetas. Invencível pode ser a mistura de tudo o que você já viu relacionado a isso, mas com um toque curioso, divertido, irreverente. Você pode mudar do ódio para o amor a um mesmo personagem em um virar de página.

A narrativa das HQs é envolvente e sangrenta, o que também foi passado para o seriado animado. Em ambas as versões, não há a menor questão de suavizar partes de corpos perdidos, sangue para todos os lados e algumas cenas picantes.

A primeira temporada, no entanto, apresentou os personagens de uma forma diferente da HQ. Até aí, tudo bem, normal. Mas ela também acelerou várias partes da história, fazendo com que situações totalmente desconexas da história original coexistissem. Uma das expectativas para as próximas temporadas é (se) como vão alinhar a história.

Curiosidades sobre os quadrinhos e a série animada:
– A logo da Image Comics é a mesma do herói principal e está no seu uniforme
– Cada abertura da série (8 episódios) traz um pouco mais de sangue para o nome do personagem

– A dublagem original inclui grandes nomes, como J.K. Simmons, Steven Yeun, Sandra Oh, Mark Hamill, Zachary Quinto, Ezra Miller e muitos outros
– O nome do personagem Allen, o Alien, é uma piada interna
– Na série, o personagem Damien Darkblood é um grande detetive, mas nas HQs ele é uma piada
– O símbolo da Atom Eve é um átomo e não um desenho antifeminista

– Personagens como Amber e William são apresentados de forma diferente na série e nas HQs
– Cada vez que o Cecil Stedman se transporta, o Governo Americano gasta milhões
– Nas HQs rolam uns crossovers bem interessantes
– Invencível recebeu o Golden Issue Award de Melhor Série Animada de 2021 pela ComicBook.com
– Você pode ler os quadrinhos ouvindo a playlist no Spotify com a trilha sonora da primeira temporada: Invincible [Season 1]: Official Playlist

Se você tem estômago para ler e assistir, não vai se arrepender. Me conte suas impressões após a leitura e ao assistir à série também. Ambos valem super a pena. Cheguei no final triste porque queria mais.

Até mais, pessoal!

Aline Gomes

Maratona Star Wars – Um ano galático

Hello there!

Você já experimentou zerar a saga Star Wars com tudo o que foi produzido para cinema e TV? Resolvi fazer essa experiência desde que a Disney+ foi lançada no Brasil e conto o resultado para vocês.

Esperei, sim, até a Disney+ ser lançada no Brasil pelo simples fato de que seria mais fácil tudo estar reunido num só lugar. As desculpas se foram e iniciei, no final de 2020, uma maratona e tanto, que incluiu filmes e séries (live action e animação). Sobre os livros e jogos, a gente conversa depois 😉

Para começar, vamos à ordem cronológica que encontrei e foi meu guia para seguir nessa jornada:

  • Star Wars Episódio 1: A ameaça fantasma
  • Star Wars Episódio 2: O ataque dos clones
  • Star Wars The Clone Wars (as 6 primeiras temporadas)
  • Star Wars Episódio 3: A vingança dos Sith
  • Star Wars The Clone Wars (a 7ª temporada)
  • Star Wars The Bad Batch (1ª temporada lançada em 2021 exclusivamente na Disney+)
  • Han Solo: Uma história Star Wars
  • Star Wars Rebels (4 temporadas)
  • Rogue One: Uma história Star Wars
  • Star Wars Episódio 4: Uma nova esperança
  • Star Wars Episódio 5: O Império contra-ataca
  • Star Wars Episódio 6: O retorno de Jedi
  • The Mandalorian (2 temporadas)
  • O Livro de Boba Fett (1° episódio lançado exclusivamente na Disney+ em dezembro de 2021 e com novos lançamentos nas quartas-feiras pela plataforma)
  • Star Wars A Resistência (1ª temporada)
  • Star Wars Episódio 7: O despertar da Força
  • Star Wars Episódio 8: Os últimos Jedi
  • Star Wars A Resistência (2ª temporada)
  • Star Wars Episódio 9: A ascensão Skywalker

Ufa! Que lista! Não desanime! É possível e vale a pena (talvez não pela parte final, porque, assim como eu, você deve ter ficado um tanto chateado com o final – não sei se chateado é a palavra certa).

No entanto, o que me chamou a atenção em toda essa maratona foram as séries vistas em sequência com os filmes, o que fez tudo fazer muito sentido. Antes, pelos prequels (1-3), por exemplo, muita coisa ficava vaga e só nos filmes. The Clone Wars e suas 7 temporadas deram um rumo para a história bem consistente.

Esse intervalo dos filmes preenchido pelas séries é divertido e empolgante. Cada uma delas tem suas particularidades, as animações têm seus traços específicos, mas todas são bem envolventes.

Óbvio que há sempre aqueles episódios que fazem você querer desistir e pensar: “Eu realmente preciso assistir a isso?”. Mas não desista, há vários episódios e, com certeza, os últimos das últimas temporadas são emocionantes e empolgantes.

Como a maior parte das séries foram lançadas após os filmes, há vários easter eggs espalhados, com personagens velhos conhecidos aparecendo aqui e ali, lugares marcantes, droids e animais se encontrando com personagens das outras séries e dos filmes.

Foram mais de 28 horas só de filmes e mais de 120 horas de séries, isso equivale a quase uma semana inteira assistindo à Saga Star Wars. Isso sem contar ainda os episódios de O Livro de Boba Fett porque ainda não saíram todos eles.

Além disso, em 2021, a Disney também lançou Star Wars: Visions, produzida por um grupo seleto de criadores de animes. Sim, é Star Wars e, sim, é anime. A combinação é bem boa, viu?! Nesse caminho também parei para assistir e achei bem legal. São episódios de 15 minutos com histórias isoladas e cada um é produzido de um jeito diferente. Se você curte animes, dá uma conferida também.

Em Star Wars: Galaxy of Sounds, temos cenas dos filmes sem música, somente os sons. É uma homenagem que a Disney começou a fazer com Zenimation às equipes das animações e estendeu para Star Wars. Um jeito diferente de assistir à saga, bom para relaxar, principalmente.

Você também vai encontrar alguns episódios de LEGO: Star Wars. São bem divertidos e com histórias aleatórias com os personagens da saga.

Enfim, muita coisa, não é?! Espero ter motivado você a assistir a alguns desses conteúdos Star Wars. Foi cansativo e um tanto boring em muitos momentos, mas o saldo é MUITO positivo. Vale a pena, gente!

Fiz algumas avaliações dos filmes que pude ver no cinema e, se quiser ler, estão aqui: Rogue One: a esperança é a última que morre, A força despertou… Você já pôde sentir?. Também tenho um comentário sobre livros, com Uma nova esperança nas mãos dos leitores, e o Especial Maio Nérdico. Boa leitura!

Você já fez essa maratona alguma vez? Tem vontade de começar? Deixa aqui nos comentários.

Que a Força esteja com você!

Aline Gomes

O que faz a Pixar ir ao infinito e além

Nos últimos meses, tenho estado um pouco encantada pela Pixar (mais do que o normal, pelo menos). Sempre fui apaixonada pelos filmes, no entanto, desde o final de 2020, comecei a buscar mais informações sobre a empresa e como ela gera tudo aquilo e me apaixonei ainda mais.

Se você, assim como eu, tem um lugar reservado para a Pixar em seu coração, esse post é para você.

Pixar Animation Studios
Pixar Animation Studios

A ideia aqui é apresentar a você, leitor, algumas dicas para que possa conhecer um pouco mais sobre a Pixar. Se você tiver mais informações sobre a empresa, enriqueça esse post com seus comentários.

Quero começar apresentando o que me fez escrever esse post: o livro Criatividade S.A., de Ed Catmull, presidente da Pixar.

Livro Criatividade S.A.
Criatividade S.A., Ed Catmull

Basicamente, o livro é sobre liderança e como o autor lidou e lida com os desafios até chegar à Pixar e no decorrer dos anos da empresa. Entremeada com as histórias de sucesso e fracasso por onde Ed passou para contextualizar seus ideais de liderança, há diversas histórias de desenvolvimento da empresa. Ele destaca vários momentos de criação das animações.

O livro é grande e me rendeu mais de 60 destaques no Kindle (quase marcando páginas inteiras). Ele é um convite a você querer conhecer ainda mais as histórias por trás dos curtas e filmes longa-metragem. Estimula a criatividade e a liderança e, no meu caso, ainda me fez chorar de emoção em determinados momentos.

Com a chegada da Disney+, diversos curtas animados da Pixar se tornaram disponíveis para os assinantes em um lugar só. Antes, a gente esperava para ver um em uma fita de vídeo (sim, eu fazia isso) ou nos DVDs.

Catmull conta no livro que os curtas são uma oportunidade de testar ideias de roteiros, mas principalmente, tecnologia. A maior parte das inovações começavam em filmes de até 7 minutos e, depois, evoluíam para filmes com mais de 70 minutos.

Os curtas também são histórias divertidas para assistir em momentos de descontração, aqueles em que você não tem muito tempo ou não está disposto a se prender a alguma história grande. São, no geral, histórias inteligentes e, até mesmo, muito emocionantes (quem nunca se emocionou com com filmes de até 7 minutos?).

Ainda não tive a oportunidade de ver todos os documentários disponíveis sobre a Pixar na Disney+, mas indico porque quero ver. São uma ótima oportunidade para conhecer mais sobre a empresa, o processo de criação e desenvolvimento de filmes e como ela se relaciona com a Disney, funcionários, fornecedores e conosco, seus clientes finais.

Em algum momento, eu volto para a gente discutir sobre as inúmeras teorias que há sobre as histórias da Pixar se entrelaçarem em uma única. Imagino que você já tenha ouvido – e até desenvolvido – várias delas e eu estou louca para conversar sobre isso com você.

Apresento a você, também, minha luminária que lembra um pouquinho a original (ênfase em “pouquinho”). A paixão me fez correr atrás até achar uma parecida o suficiente (em um preço acessível) para fazer parte do meu quarto/escritório/estúdio.

Luminária Pixar

Se você tiver souber de alguma curiosidade ou já, até mesmo, esteve nos estúdios para conhecer, deixe seu comentário e eu vou ficar muito feliz por saber ainda mais sobre a Pixar.

Até a próxima!

Aline Gomes

Heróis incríveis retornam às telonas

[PODE CONTER SPOILER] Eu sei que estou há muito tempo sem postar aqui no Qual é a das Quintas?, mas sabe como é a vida de estudante… ou você acaba com a faculdade ou ela acaba com você. Principalmente, depois que você começa a estagiar ou a trabalhar e aí a vida fica mais cheia de coisa para fazer. Entretanto, eu não vim falar sobre mim. Vim falar sobre Os Incríveis 2, um filme incrível, desculpe a piada infame.

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Esse sofrimento todo que os filmes que temos que esperar muito tempo para assistir à continuação, refilmagem ou live-action tem sido recompensado, porque estão sendo, no geral, maravilhosos. Eu acabo indo ao cinema com aquele medo de que vão estragar minhas expectativas, porém, eles [os filmes] têm me surpreendido muito.

Pelo trailer e comentários antes da estreia, a gente sabia mais ou menos de onde ia surgir a história. Mas o que mais surpreende é a riqueza de detalhes. Apesar de a trama ser um pouco previsível e de alguns diálogos no decorrer serem maçantes, o desenvolvimento é claro, objetivo e, acima de tudo, divertido.

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Creio que a maior qualidade dos dois filmes seja os detalhes, tanto no roteiro, como na animação. O The New York Times comenta que os criadores da Disney Pixar levaram 6 meses para deixar o movimento dos cabelos da Violeta perfeitos durante a produção do primeiro longa. E eles não deixaram a peteca cair. Temos marcas de expressão, roupas, acessórios e objetos perfeitamente desenhados.

O final do primeiro filme deixou algumas pontas que esperávamos ver o desenvolvimento no segundo. É o caso do Zezé. Afinal, ele tem poderes? Quais poderes? Será que Helena e Roberto sabiam disso? Outras questões, como desdobramento da vida de todos os personagens, o encontro da Violeta com o Toninho Rodrigues, se ele agora seriam heróis e a sociedade aceitaria novamente tudo isso, que ficaram sem resposta, encheram nossos corações de expectativa.

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Vocês sabem que eu amo referências e Os Incríveis 2 é cheio delas. No primeiro filme, a animação já abusa da contextualização, a começar pelos nomes brasileiros e o sotaque do piloto de avião, na versão brasileira. No segundo, é extremamente divertido ouvir Raul Gil e Evaristo Costa dublando e fazendo comentários que estão diretamente ligados ao trabalho deles. As piadas e a própria história estão cheias de referências a quadrinhos, outros filmes, programas de televisão, movimentos sociais e até política, independente do idioma em que você assista.

Além de tudo isso, estamos falando de uma história que tem ambientação na década de 1960 (observe os aparelhos de TV), mas com total linguagem e tecnologia contemporâneas, talvez até à frente do nosso tempo.

Houve algumas críticas, porém, à contextualização. Já falamos aqui no blog sobre filmes que, apesar de serem animações, não são filmes infantis. A associação é sempre feita, temos incontáveis exemplos, mas nem sempre é real. O lúdico existe, sim, em Os Incríveis 2, contudo, não quer dizer que uma criança entenda algumas situações e piadas e até mesmo não fique assustada com algumas expressões.

O curta da Pixar, apresentado no começo, é muito fofinho. É uma história que já mostra a questão da família (tema super relevante quando se trata de Os Incríveis), do relacionamento, da necessidade de haver amor, parece que para introduzir e ambientar o expectador, contextualizando o primeiro longa e o que vem na sequência.

O Qual é a das Quintas? recomenda Os Incríveis 2 e aguarda ansiosamente uma continuação esperando que ela realmente exista e que não leve mais 14 anos para ser lançada. É bom para assistir com a família toda, desde o mais novo, até o mais velho. Sem arrependimento!

Aline Gomes

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Muita emoção na nova versão de A Bela e a Fera

Sabe aquele medo de estragarem o filme em uma nova versão/adaptação, como falamos anteriormente no post Recordações vs. novas versões? Então… Eu tinha antes de ouvir as críticas de A Bela e a Fera. Mas tudo caiu por terra quando eu assisti ao filme e vou dizer porquê.

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Depois de anos assistindo ao desenho animado, podíamos repetir as falas e cantar as músicas junto com os personagens. As mudanças no roteiro fizeram o filme ter uma harmonia ainda maior, apesar das situações que ficamos pensando “tem algo faltando”. Alguns chegaram até a sugerir teorias para o roteiro.

http://gph.is/2cLk6tg

Os atores deram vida aos personagens de forma graciosa, fidedigna. Assisti ao desenho 24 horas antes de ir ao cinema para refrescar a memória e já podia imaginar como tudo ia acontecer na nova versão. Me surpreendi com tudo, com a atuação, as canções, os efeitos.

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Apaixonante, emocionante e nostálgico. É bom para todas as idades. Apesar de muitas críticas feitas às sociedades de todos os tempos, o lúdico e o amor são temas que se sobressaem e alcançam a todos. Ainda não viu? Por favor, veja. Cante junto, fale junto, ria, chore. Desperte a criança novamente em você!

http://gph.is/2gaVUWO

Aline Gomes

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